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Utilities entram na mira da oferta em nuvem

Convergência Digital - Hotsite Cloud Computing
Por: Fábio Barros Publicada em: 29/03/2012

A elevação do nível de exigência dos consumidores com seus prestadores de serviços também tem alavancado o desenvolvimento do cloud computing. Pelo menos tem sido assim com a TOA Technologies, companhia especializada em soluções para gerenciamento de equipes de campo.

A companhia nasceu com o objetivo de ajudas as empresas do setor de utilities, mais especificamente os grandes provedores de serviços dos Estados Unidos, a gerenciar melhor suas equipes e acabar com as intermináveis esperas dos consumidores pelas equipes de suporte. “O nome da empresa vem daí. Time of Arrival”, explica Roberto Gutierrez, diretor de vendas da TOA Technologies no Brasil.

A empresa foi fundada em 2003 e, segundo o executivo, já nasceu pensada para o conceito de cloud computing e uso em dispositivos móveis. “O principal objetivo de nossa solução é prever quando os problemas vão ocorrer e avisar o cliente sobre isso, permitindo que ela gerencie adequadamente suas equipes”, explica o executivo, lembrando que, para isso, a TOA desenvolveu uma série de algoritmos que formam a base da solução ETA (do inglês, Estimate Time of Arrival).

“Foi a partir desta solução que começamos a crescer nos Estados Unidos, atendendo grandes provedores de TV a cabo”, diz Gutierrez. O passo seguinte foi iniciar a atuação no mercado europeu, com foco bastante forte nos distribuidores de energia por conta da chegada das redes inteligentes (smart grids).

A expansão para a América Latina começou em 2011, com a abertura de operações no Brasil, México e Argentina. No Brasil, a TOA vem apresentando suas soluções – comercializadas somente no modelo de software como serviço - a diversos potenciais clientes e, segundo Gutierrez, estas empresas estão hoje mais propensas a considerar modificações na gestão de sua força de trabalho. “Nesse contexto começamos a visitar empresas e fomos positivamente surpreendidos com a aceitação de várias delas. A grande maioria das empresas quer ir para o software como serviço, até porque o futuro não tem lugar para áreas de TI baseadas no modelo on-premise”, diz.

O executivo afirma que a companhia tem procurado trabalhar nos três maiores pontos de objeção de possíveis clientes brasileiros:

1 – segurança – e para isso apresentam o que significam os certificados que a TOA tem hoje, localização da nuvem (Terremark, Miami).

2 – confiabilidade – segundo Gutierrez, a TOA tem hoje um uptime muito maior do que a própria rede interna da maioria das empresas. “Realizamos um benchmark para que os potenciais clientes entendam como isso funciona. Mostramos que grandes operadoras de cobertura nacional nos EUA usam nossa solução e têm capacidade de configura-la de acordo com suas necessidades”, conta, lembrando que uma solução em nuvem tem que ser extremamente configurável. “O desafio é mostrar ao CIO que ele não perde o controle das aplicações no modelo SaaS”, diz.

3 – custo – provar que a solução não é mais cara que on-premise. “Quando o CIO coloca na ponta do lápis todos os custos envolvidos na rede própria, fica comprovado que o SaaS traz grande economia para as empresas”, defende.

É com base nessas argumentações que a TOA vem trabalhando seus primeiros cliente no País. Gutierrez dia que a empresa vem fazendo progressos. “Estamos muito próximos de ter alguns grandes clientes aqui no Brasil. Logo, logo poderemos compartilhar alguns nomes”, ressalta.

De todo modo, o executivo afirma que a disposição das empresas nacionais em adotar soluções que as ajudem a gerenciar melhor suas equipes de campo tem sido alavancada pelos consumidores, que estão ficando mais exigentes. “Existe uma pressão macro dos clientes em relação a isso. É como a internet, que está se tornando comodity. O que vai diferenciar as empresas é o atendimento ao cliente”, diz.

Sobre o uso do SaaS em nuvem, a motivação é outra. “O que temos conseguido provar é que a empresa melhora a experiência dos seus consumidores e, ao mesmo tempo, obtém um ROI bastante factível e promissor. Traz ganhos financeiros expressivos para a empresa”, comenta.

Com este foco, a TOA vem trabalhando o mercado brasileiro com foco bastante específico no que chama de empresas de comunicação tier 1 e no mundo de utilities. “Tão logo tenhamos massa crítica ao longo deste ano, devemos ir para o segmento de retail”, revela Gutierrez, lembrando que a meta da companhia para este ano é a conquista de dois grandes clientes.


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