A Austrália impediu a participação da chinesa Huawei Technologies na concorrência pela National Broadband Network (NBN), a rede nacional de banda larga, devido a questões de segurança. "Fomos informados pelo governo de que não existirá papel para a Huawei na NBN australiana", disse Jeremy Mitchell, porta-voz da Huawei, segunda maior fabricante mundial de equipamentos para telecomunicações.
A NBN é o maior projeto nacional de infraestrutura na história da Austrália, e conectará 93% dos domicílios e empresas do país a serviços de banda larga por fibra óptica, em regiões urbanas e outras áreas. O projeto foi concebido em 2009 pelo governo australiano, que prometeu investir 38 bilhões de dólares na rede, que deve estar concluída em 2020.
A Australian Financial Review publicou nesta segunda-feira, 26/03, que a Huawei estava tentando obter um contrato de equipamento no valor de até 1 bilhão de dólares australianos para a NBN, mas foi bloqueada pela Secretaria de Justiça australiana por objeções apresentadas pela Australian Security Intelligence Organization (Asio), o serviço de inteligência australiano.
Nicola Roxon, porta-voz da Secretaria de Justiça, afirmou em comunicado que "isso é coerente com as práticas governamentais que visam garantir a segurança e a durabilidade da infraestrutura crítica australiana". O governo não vai prestar informações sobre suas discussões específicas com empresas, que são consideradas confidenciais, acrescentou.
Durante uma conferência de segurança nuclear na Coreia do Sul, a primeira-ministra da Austrália, Julia Gillard, disse a jornalistas que o governo havia tomado uma decisão prudente quanto às concorrências pela NBN. "Seria de esperar que o governo tomasse decisões prudentes para garantir que o projeto de infraestrutura cumpra o que desejamos dele, e tomamos uma dessas decisões", afirmou a primeira-ministra.
No Brasil para a conferência WWW2013, no Rio de Janeiro, o físico inglês Tim Berners-Lee, que em 1989 desenvolveu o que se tornaria a world wide web, conclamou os brasileiros a adotarem a proposta de “direitos humanos” representada pelo projeto de lei. “Precisamos de algo que reforce a neutralidade de rede em benefício dos usuários”, afirmou.
Estudo encomendado pela Ofcom, o regulador britânico de telecomunicações, mostra que os internautas que mais baixam conteúdos “ilegais” são também os que gastam três vezes mais com arquivos legalizados do que aqueles que nunca “pirateiam”.
Nesta segunda-feira, 13/5, o editor chefe da Bloomberg News admitiu que os repórteres da empresa tinham acesso a informações pessoais dos clientes dos ‘Terminais Bloomberg” – uma espécie de computador que se espalhou no mundo financeiro na década de 1990 que traz informações de mercado.
Não é apenas o poder público que está criando regras rígidas para o uso das redes sociais no ambiente de trabalho. Pesquisa da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial - Aberje - revela que grandes conglomerados nacionais optaram pela estratégia radical de não ter nenhum vínculo com o facebook, rede que tem a adesão de mais de 70 milhões de brasileiros.
Tratar as informações de acordo com a sua importância e evitar, a todo custo, congestionamento como forma de garantir a qualidade de serviço é tarefa essencial para evitar congestionamentos e paradas de redes.