Home - Convergência Digital

Por aplicativos, MS e Nokia investem US$ 23,9 milhões

Convergência Digital - Carreira
:: Da redação - 26/03/2012

Aplicativos, muitos aplicativos. Este é o principal desafio enfrentado pela Microsoft e pela Nokia neste momento, quando ambas tentam reconquistar o mercado perdido para o iPhone, da Apple, e para o Android, do Google, no aquecido mercado de celulares inteligentes. E até agora as coisas não parecem boas para os novos desafiantes e sua arma de contra-ataque, a plataforma Windows Phone.

Os "apps", ou aplicativos, são pequenos programas que fazem coisas divertidas ou úteis em celulares. O grande número e variedade de aplicativos nas lojas da Apple e do Google é um fator importante que ajudou as duas companhias a se tornarem protagonistas dominantes no lucrativo mercado de celulares inteligentes.

Na segunda-feira, Microsoft e Nokia anunciaram que investirão um total de 18 milhões de euros (23,9 milhões de dólares) em um novo programa para o desenvolvimento de aplicativos, o AppCampus, que será conduzido pela Universidade Aalto, de Helsinque, nos próximos três anos. A decisão demonstra a seriedade com que as duas empresas encaram o problema.

Os aplicativos mais populares entre os usuários, tais como os do Facebook, Twitter, Foursquare e Evernote, estão disponíveis na plataforma Windows Phone, mas os produtores de muitos aplicativos menores ou especializados não trabalham com ela. O número de aplicativos disponíveis no Windows Phone Marketplace supera os 65 mil, deixando para trás outra concorrente, a Research in Motion e sua BlackBerry Store.

Mas ainda continua muito abaixo dos 500 mil aplicativos disponíveis na App Store da Apple ou no mercado Google Play, de acordo com a Distimo, que pesquisa sobre aplicativos. O pior é que apenas 37% dos criadores de aplicativos estão dispostos a produzir programas para o Windows Phone, de acordo com o mais recentemente levantamento IDC/Appcelerator. O número caiu ligeiramente ante a pesquisa anterior.

Para os demais sistemas, 89% dos entrevistados se declaram interessados em desenvolver aplicativos para o iPhone e 79 por cento deles em desenvolver aplicativos para o Android. "O interesse de desenvolvedores de aplicativos móveis pela plataforma Windows tem sido fraca nos últimos dois anos, sem sinal de melhora", disse Pierre Ferragu, analista da Sanford C. Bernstein.

A Microsoft lançou seu mais recente sistema operacional Windows Phone 7.5, o Mango, no ano passado e obteve boas críticas. E a Nokia, que luta para retomar espaço no mercado de smartphones de rivais como Apple e Samsung, apresentou em 2011 sua linha de aparelhos Lumia que rodam o Mango. Mas a falta de aplicativos e baixa qualidade de alguns deles têm prejudicado o apelo do Lumia.

Finn Christian Lindholm, sócio da agência de design digital Fjord, de Helsinque, acredita que os mais recentes aparelhos com Windows Phone são interessantes o suficiente para desafiar o iPhone. O ponto mais importante para as duas empresas agora é reverter o ciclo vicioso de baixas vendas de telefones com Windows, algo que afasta desenvolvedores de aplicativos, o que, por sua vez, afasta consumidores, disse Lindholm.

Fonte: Agência Reuters

Enviar por e-mail   ...   Imprimir texto
 

LEIA TAMBÉM:

24/10/2014
Prefeitura de Santos investe em mobilidade para contato com cidadão

23/10/2014
Facebook lança app que permite o anonimato

22/10/2014
TIM facilita venda de ingressos de futebol pelo celular

22/10/2014
Apps atraem jovens brasileiros para a Internet

21/10/2014
CETIP se rende ao aplicativo móvel

20/10/2014
PROTESTE faz app para registro de queixas de consumo

20/10/2014
TIM investe em compartilhamento de dados

20/10/2014
Pais usam app gratuito para vigiar filhos

18/10/2014
Robô usa inteligência artificial a partir de processador de smartphone

17/10/2014
Valparaíso, GO, usa open source para gestão escolar

Destaques
Destaques

Compartilhamento: Anatel cobra licenciamento duplo de Oi e Tim

Empresas firmaram acerto para compartilhar antenas 4G, mas a agência sustenta que apesar das ERBs representarem um único conjunto de equipamentos a serem licenciados, o uso de radiofrequências distintas implica que o pagamento do Fistel deve ser feito por ambas as operadoras.

» Anatel espera Lei das Antenas para decidir sobre compartilhamento de torres

Anatel não tem pressa para vender fatia que sobrou em 700 MHz

Presidente da agência, João Rezende, descarta a inclusão da faixa no megaleilão de sobras de frequência, programado para 2015. E diz que o preço - R$ 2,7 bilhões- será mantido para o novo comprador.

» Anatel autoriza 70-80 GHz para ‘backhaul sem fio’

Veja mais vídeos
Veja mais vídeos da CDTV
Veja mais artigos
Veja mais artigos

Internet das Coisas: O charme dos sensores

:: Por Eduardo Prado *


Copyright © 2014 Convergência Digital ... Todos os direitos reservados ... É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site