Por aplicativos, MS e Nokia investem US$ 23,9 milhões
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:: Da redação
Aplicativos, muitos aplicativos. Este é o principal desafio enfrentado pela Microsoft e pela Nokia neste momento, quando ambas tentam reconquistar o mercado perdido para o iPhone, da Apple, e para o Android, do Google, no aquecido mercado de celulares inteligentes. E até agora as coisas não parecem boas para os novos desafiantes e sua arma de contra-ataque, a plataforma Windows Phone.
Os "apps", ou aplicativos, são pequenos programas que fazem coisas divertidas ou úteis em celulares. O grande número e variedade de aplicativos nas lojas da Apple e do Google é um fator importante que ajudou as duas companhias a se tornarem protagonistas dominantes no lucrativo mercado de celulares inteligentes.
Na segunda-feira, Microsoft e Nokia anunciaram que investirão um total de 18 milhões de euros (23,9 milhões de dólares) em um novo programa para o desenvolvimento de aplicativos, o AppCampus, que será conduzido pela Universidade Aalto, de Helsinque, nos próximos três anos. A decisão demonstra a seriedade com que as duas empresas encaram o problema.
Os aplicativos mais populares entre os usuários, tais como os do Facebook, Twitter, Foursquare e Evernote, estão disponíveis na plataforma Windows Phone, mas os produtores de muitos aplicativos menores ou especializados não trabalham com ela. O número de aplicativos disponíveis no Windows Phone Marketplace supera os 65 mil, deixando para trás outra concorrente, a Research in Motion e sua BlackBerry Store.
Mas ainda continua muito abaixo dos 500 mil aplicativos disponíveis na App Store da Apple ou no mercado Google Play, de acordo com a Distimo, que pesquisa sobre aplicativos. O pior é que apenas 37% dos criadores de aplicativos estão dispostos a produzir programas para o Windows Phone, de acordo com o mais recentemente levantamento IDC/Appcelerator. O número caiu ligeiramente ante a pesquisa anterior.
Para os demais sistemas, 89% dos entrevistados se declaram interessados em desenvolver aplicativos para o iPhone e 79 por cento deles em desenvolver aplicativos para o Android. "O interesse de desenvolvedores de aplicativos móveis pela plataforma Windows tem sido fraca nos últimos dois anos, sem sinal de melhora", disse Pierre Ferragu, analista da Sanford C. Bernstein.
A Microsoft lançou seu mais recente sistema operacional Windows Phone 7.5, o Mango, no ano passado e obteve boas críticas. E a Nokia, que luta para retomar espaço no mercado de smartphones de rivais como Apple e Samsung, apresentou em 2011 sua linha de aparelhos Lumia que rodam o Mango. Mas a falta de aplicativos e baixa qualidade de alguns deles têm prejudicado o apelo do Lumia.
Finn Christian Lindholm, sócio da agência de design digital Fjord, de Helsinque, acredita que os mais recentes aparelhos com Windows Phone são interessantes o suficiente para desafiar o iPhone. O ponto mais importante para as duas empresas agora é reverter o ciclo vicioso de baixas vendas de telefones com Windows, algo que afasta desenvolvedores de aplicativos, o que, por sua vez, afasta consumidores, disse Lindholm.
Facebook, Google e GMail são os aplicativos mais usados, revela pesquisa da Qualcomm. Usário brasileiro está disposto a pagar entre R$ 27 e R$93 a mais na hora de comprar um smartphone em troca de um pacote personalizado de apps.
Os titãs do mercado já sentiram que ficar fora desse jogo não é um bom negócio. Para quem já está nele, o desafio, revela o consultor Eduardo Prado, é buscar soluções que resolvam os problemas do consumidor.