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Apesar dos riscos com dados, TI ainda é secundária no Brasil

:: Ana Paula Lobo
:: Convergência Digital :: 23/03/2012
O Brasil ocupa última posição em ranking realizado em 18 países na área de back up e recuperação de desastres, apesar de as ações naturais - como inundações e até mesmo tragédias, como a do Rio de Janeiro, onde edifícios desabaram - estarem mais próximos do dia-a-dia. Levantamento, produzido pela Acronis, mostra ainda que 65% dos brasileiros entrevistados admitem que sofreriam um tempo de inatividade em função de ataques cibernéticos.

"O estudo mostra que a TI é vista de forma secundária no Brasil, quando na verdade ela é a plataforma, o pilar, para os negócios. Mas nem sempre os gestores financeiros conseguem entender essa importância. Ainda enxergam TI como despesa", destaca Thiago Cardoso, country manager da Acronis no Brasil. Especializada em recuperação de desastres e proteção de dados, a empresa reforça a sua atuação no país e na América Latina. "Temos um mercado potencial para conquistarmos. Proteção de dados é inerente a uma empresa. Quem não fizer investimentos nisso, corre o risco de ir à falência", completa.

Na pesquisa, encomendada pela Acronis, e realizada pelo Instituto Ponemon, em 18 países, entre eles, o Brasil, mostra que os desastres naturais totalizaram US$ 366 bilhões em perdas financeiras. Entre as tragédias reportadas estão os terremotos e o tsunamis no Japão e as inundações na Austrália e Tailândia. O estudo foi realizado entre setembro e outubro do ano passado e não contabilizou, por exemplo, os efeitos na área de dados da queda de dois edifícios comerciais no Rio de Janeiro.

Os países que compõem o ranking foram classificados em uma escala de -5,0 a +5,0, com base nos níveis de confiança de suas capacidades de backup e recuperação. O Brasil teve o nível mais baixo, marcando -0,9 e a Alemanha a maior pontuação, com +2,1. Os gerentes de TI brasileiros entrevistados expressaram uma significativa preocupação em relação à qualidade de gerenciamento de seus sistemas de backup e recuperação de desastres, questionando se os recursos para implementar medidas abrangentes estão sendo usados pelas empresas que eles representam.

Na verdade, apenas 13% dos entrevistados no Brasil "concordaram fortemente" que suas equipes de segurança e TI estão qualificadas para executar operações de backup e recuperação em caso de alguma emergência (ataques pela internet, desastres naturais etc), enquanto 44% "discorda fortemente" que seus executivos de negócios sejam favoráveis às implementações de operações de segurança contra desastres e backups de suas organizações.

O levantamento aponta ainda questões relevantes: As empresas - 64% - colocam a culpa das falhas não na ausência de ferramentas adequadas, mas sim, no erro humano."Esse é um índice que é forte no mundo inteiro. Parece sempre que a TI depende apenas do homem. Mas há as ferramentas para serem utilizadas e não estão sendo contratadas porque sempre se pensa que investir em software de proteção é despesa", diz Thiago Cardoso. A pesquisa também mostra que, no Brasil, as paradas nos sistemas representam um custo de quase US$ 300 mil/ano.

Em visita ao Brasil, para marcar a entrada da Acronis, por meio de subsidiária direta nesse mercado de soluções de segurança da Informação, o diretor de vendas para a América Latina, Xavier Aguirre, diz que a empresa está preparada para atender 65%¨das empresas que ainda utilizam soluções separadas nos ambientes físicos e virtuais. "Queremos que o Brasil responda, de fato, por 50% da nossa receita na região", completa. Os mercados alvos são os data centers - cada vez mais envolvidos com a oferta de serviços na nuvem - e as médias e grandes empresas. A Acronis vai atuar por meio de distribuidoras, entre eles, Network 1 e EasyWorld.

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