Brasil e Angola formalizaram nesta sexta-feira, 23/3, o primeiro passo dos investimentos conjuntos para a implantação de um cabo submarino entre Fortaleza-CE e Luanda. O projeto será tocado pela Telebras e o consórcio angolano Angola Cables, e tem conclusão estimada até o primeiro semestre de 2014.
“Nossa ideia é que a licitação internacional [para implantação do cabo submarino] seja em julho. O prazo estimado é de 18 meses, então se começarmos a construir no segundo semestre deste ano, estará operacional no primeiro semestre de 2014”, explicou o presidente da Telebras, Caio Bonilha.
Nem Bonilha, nem o presidente da Angola Cables, António Nunes, quiseram confirmar o tamanho do investimento – tampouco qual será a participação de cada um. Os desenhos que a Telebras vem fazendo para todo o projeto, no entanto, relacionam o aporte com a demanda por tráfego de cada parceiro.
Primeiros estudos, apresentados pelos angolanos no início de 2011, indicavam um custo de US$ 140 milhões apenas em componentes tecnológicos envolvidos nos 6 mil km de cabos ópticos – com o valor total entre US$ 150 milhões (R$ 275 milhões) e US$ 200 milhões (R$ 360 milhões).
O acerto com a Angola Cables – um consórcio liderado pela estatal Angola Telecom, com parceiros privados – envolve participação nas outras “pernas” projeto de cabos submarinos da Telebras – que de Fortaleza terá saídas para os Estados Unidos, Europa e África.
“Será o primeiro cabo no Atlântico a ligar a África à América do Sul. É evidentemente estratégico e terá uma grande demanda”, afirmou Nunes. A projeção é de que essa rota direta – hoje as comunicações entre os dois países fazem escala na Europa – reduzirá em 80% o custo com o transporte de dados.
Também estratégico no projeto conjunto é o potencial de escoar pela nova rota de fibras ópticas parte do tráfego da Ásia, como alternativa aos trechos que ligam a Índia à Europa pelo Canal de Suez, no Egito, e pela rota que já contorna o oeste da África.
É o que indica a primeira divulgação do programa de medição da qualidade das conexões, por enquanto restritas aos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Apesar do resultado, presidente da agência, João Rezende, é cauteloso. “Estamos falando de três estados de maior desenvolvimento. Vamos aguardar os outros".
No Brasil para a conferência WWW2013, no Rio de Janeiro, o físico inglês Tim Berners-Lee, que em 1989 desenvolveu o que se tornaria a world wide web, conclamou os brasileiros a adotarem a proposta de “direitos humanos” representada pelo projeto de lei. “Precisamos de algo que reforce a neutralidade de rede em benefício dos usuários”, afirmou.
Estudo encomendado pela Ofcom, o regulador britânico de telecomunicações, mostra que os internautas que mais baixam conteúdos “ilegais” são também os que gastam três vezes mais com arquivos legalizados do que aqueles que nunca “pirateiam”.
Nesta segunda-feira, 13/5, o editor chefe da Bloomberg News admitiu que os repórteres da empresa tinham acesso a informações pessoais dos clientes dos ‘Terminais Bloomberg” – uma espécie de computador que se espalhou no mundo financeiro na década de 1990 que traz informações de mercado.