Ao pedir a revisão da escolha da PriceWaterhouseCoopers como entidade aferidora da qualidade, o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR alega pelo menos três indícios de que o processo foi direcionado. Segundo o NIC.br, os critérios de seleção favoreceram a solução da empesa britânica SamKnows, parceira técnica da consultoria eleita.
“A consulta direcionou para uma solução de mercado, o que atendia a maneira como a SamKnow faz. Os requerimentos de isolamento de tráfego e da funcionalidades do equipamento também direcionaram para a SamKnows”, sustentou o diretor de desenvolvimento do NIC.br, Milton Kashiwakura.
O NIC.br, que perdeu a disputa para a PwC, alega que os termos da resolução da Anatel sobre os critérios de qualidade desqualificam exigências de isolamento e da funcionalidade de bridge, visto que a norma previa que a medição no Ponto de Troca de Tráfego.
Além disso, aponta que ao determinar que as medições feitas pelo software deverão ter armazenamento local (no computador do usuário), o critério eliminou o programa desenvolvido pelo NIC.br, o Simet, que até então era o recomendado pela agência – tanto que ainda é possível acessá-lo pela página da Anatel.
O parecer técnico sobre o pedido de revisão será concluído na próxima semana, informa o superintendente de Serviços Privados da agência, Bruno Ramos. A partir daí segue para a Procuradoria Especializada da Anatel – o que significa que só chegará ao Conselho Diretor em duas ou três semanas.
É o que indica a primeira divulgação do programa de medição da qualidade das conexões, por enquanto restritas aos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Apesar do resultado, presidente da agência, João Rezende, é cauteloso. “Estamos falando de três estados de maior desenvolvimento. Vamos aguardar os outros".
No Brasil para a conferência WWW2013, no Rio de Janeiro, o físico inglês Tim Berners-Lee, que em 1989 desenvolveu o que se tornaria a world wide web, conclamou os brasileiros a adotarem a proposta de “direitos humanos” representada pelo projeto de lei. “Precisamos de algo que reforce a neutralidade de rede em benefício dos usuários”, afirmou.
Estudo encomendado pela Ofcom, o regulador britânico de telecomunicações, mostra que os internautas que mais baixam conteúdos “ilegais” são também os que gastam três vezes mais com arquivos legalizados do que aqueles que nunca “pirateiam”.
Nesta segunda-feira, 13/5, o editor chefe da Bloomberg News admitiu que os repórteres da empresa tinham acesso a informações pessoais dos clientes dos ‘Terminais Bloomberg” – uma espécie de computador que se espalhou no mundo financeiro na década de 1990 que traz informações de mercado.
Tratar as informações de acordo com a sua importância e evitar, a todo custo, congestionamento como forma de garantir a qualidade de serviço é tarefa essencial para evitar congestionamentos e paradas de redes.