O Tribunal Superior Eleitoral minimizou o sucesso da equipe que conseguiu identificar os votos depositados na urna eletrônica durante os testes desta semana. Segundo o TSE, apesar do sucesso de professores e alunos da UnB, não é possível associar os votos aos respectivos eleitores.
“É uma contribuição importante, mas não há quebra do sigilo. O que se fez foi simplesmente ordenar os votos, o que não permite uma relação direta com os eleitores, a não ser que se ficasse o dia inteiro cuidando a fila de votação”, afirma o secretario de TI do TSE, Giuseppe Janino.
Ainda assim, o Tribunal está – hoje mesmo – incorporando o resultado do teste à urna. “O resultado vai nos permitir fazer a correção, ou a melhoria, do algoritmo e já estamos fazendo, hoje mesmo, a alteração no sistema”, emenda Janino, ao enfatizar que a correção estará incorporada antes das eleições deste ano.
No teste, a equipe liderada pelo professor Diego Freitas Aranha, da Faculdade de Ciências da Computação da UnB, quebrou o sistema de embaralhamento do Registro Digital do Voto (RDV), identificando quem recebeu os votos de uma eleição simulada.
O secretário de TI explica que o RDV foi criado para permitir que os partidos possam fazer a recontagem dos votos das urnas. Assim, à medida que cada voto é depositado, é gravado em uma planilha Excel. Mas essa lista é construída aleatoriamente justamente para evitar a identificação dos eleitores.
“Eles observaram o código-fonte e conseguiram decifrar o que estava cifrado e reordenar os votos. É uma colaboração muito importante e, com quebra ou não, saímos vencedores. O teste é uma iniciativa inédita no mundo, nenhum país faz isso”, diz o secretario de TI do TSE.
De acordo com o Tribunal, o feito da UnB não permite a identificação dos eleitores, pois não seria possível combinar a ordem dos votados com a relação dos votantes – uma vez que a listagem é alfabética e não na sequência dos votos digitados. “Essa lista já chega impressa às seções eleitorais”, completa Janino.
O país também teve representação expressiva na disseminação dos ataques a linguagem Java no 1º trimestre. Segundo levantamento, no caso do Conficker, 26% dos ataques registrados no mundo saíram do Brasil.
O alvo são os usuários do Android e o ataque começa com o envio de solicitação de instalação de certificação de segurança (SSL) falsa. Objetivo é roubar os códigos de autenticação mTANS (mobile transaction authentication number) e os PINs (personal identification number) das contas bancárias.
Associação de Defesa do Consumidor testou 10 programas pagos e três gratuitos. AVG teve o pior desempenho entre os gratuitos. Entre os pagos, McAfee e Norton apresentaram as piores performances nos itens firewall, detecção de malware e proteção de sites.
Apesar dos ataques, estudo mostra que, na América Latina, três em quatro corporações não têm um plano efetivo para tratar dos incidentes de segurança da Informação.
Ele está acima do bem e do mal, tem uma carreira a zelar, mas é, sim, o maior responsável, hoje, pelo vazamento de dados e informações relevantes de uma corporação.