A Ministra da Cultura, Ana de Hollanda, debateu nesta quarta-feira, 21/03, na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados sobre o combate à pirataria. E em nenhum momento procurou diferenciar o compartilhamento de conteúdo na Internet daquilo que seria praticado pelo crime organizado - a cópia de obras audiovisuais. Ficou patente que, para Ana de Hollanda, o compartilhamento não autorizado, leia-se pago, de música, filmes e vídeos na Internet seria um ato de pirataria. E isso, no seu entender, poderá "acabar com a produção cultural nacional".
"Hoje em dia a pirataria é feita assim. É copiado através da internet, e isso se multiplica, está sendo distribuído e vendido pela internet. Daí a preocupação do MinC com essas questões", destacou. A ministra não levou em conta a possibilidade deste conteúdo estar sendo compartilhado na rede, mas sem fins lucrativos.
Também falou sobre a nova legislação do Direito Autoral, que segundo ela, estaria em avaliação na Casa Civil e em breve será encaminhada ao Congresso. Não entrou em detalhes sobre a postura da sua pasta em relação à nova legislação. Apenas esclareceu que no tocante ao Escritório Central de Arrecadação - ECAD a nova legislação prevê um controle desse organismo, que seria privado e não estaria sob a esfera de controle do seu ministério.
Porém, na nova legislação a ministra disse que procurou ouvir alguns setores que se sentiam escluídos da discussão. Justamente a indústria do Copyright, que vem colocando Ana de Hollanda em oposição à rede social. "A versão inicial não estava madura para ser mandada como estava e vários setores argumentaram que não haviam sido ouvidos", alegou.
CDTV gravou trecho da transmissão da audiência pública da Comissão de Educação em que Ana de Hollanda defende o combate à pirataria. As imagens são da Câmara dos Deputados.
É o que indica a primeira divulgação do programa de medição da qualidade das conexões, por enquanto restritas aos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Apesar do resultado, presidente da agência, João Rezende, é cauteloso. “Estamos falando de três estados de maior desenvolvimento. Vamos aguardar os outros".
No Brasil para a conferência WWW2013, no Rio de Janeiro, o físico inglês Tim Berners-Lee, que em 1989 desenvolveu o que se tornaria a world wide web, conclamou os brasileiros a adotarem a proposta de “direitos humanos” representada pelo projeto de lei. “Precisamos de algo que reforce a neutralidade de rede em benefício dos usuários”, afirmou.
Estudo encomendado pela Ofcom, o regulador britânico de telecomunicações, mostra que os internautas que mais baixam conteúdos “ilegais” são também os que gastam três vezes mais com arquivos legalizados do que aqueles que nunca “pirateiam”.
Nesta segunda-feira, 13/5, o editor chefe da Bloomberg News admitiu que os repórteres da empresa tinham acesso a informações pessoais dos clientes dos ‘Terminais Bloomberg” – uma espécie de computador que se espalhou no mundo financeiro na década de 1990 que traz informações de mercado.