O modelo de computação em nuvem vem mudando não apenas o dia-a-dia das empresas usuárias de TI, mas também o das empresas fornecedoras de soluções. Um exemplo é a mudança que vem ocorrendo no modelo de atuação da Kaseya, software house especializada no desenvolvimento de aplicativos para gerenciamento de áreas de TI.
No Brasil desde 2006, a companhia iniciou há dois anos a oferta de seus produtos no modelo SaaS (software como serviço) e, desde então, garante que vem abrindo novas frentes de atuação. Em visita ao Brasil, Bill Falk, vice-presidente executivos de venda da Kaseya, disse que a empresa tem hoje 135 clientes no País, e que deve dobrar este número em no máximo três anos.
“Nosso foco hoje são as companhias prestadoras de serviços de TI, que usam nossos aplicativos para aprimorar a qualidade de seus serviços”, diz. Mas a carteira não se mantém neste perfil, incluindo também antigas revendas de hardware e software que estão migrando para serviços e, em menor número, revendas com foco em grandes corporações, que usam os aplicativos on-premise.
Mas o que vem mudando a relação da Kaseya com o mercado, de acordo com Falk, é a recente oferta em nuvem. De acordo com Falk, as ofertas em SaaS têm aberto novos mercados para a companhia, uma vez que permite sua oferta de forma mais granular. “Em 2011, 10% de nossos novos negócios foram SaaS. O percentual tende a crescer, já que o modelo é que mais cresce no Brasil”, diz, lembrando que o aplicativo da Kaseya fica baseado em uma nuvem na Inglaterra.
Sobre o nível de adoção entre mercados maduros e emergentes, Falk diz que a adoção do modelo tem se dado de forma igualitária, mas por razões diferentes. “Nos Estados Unidos, por exemplo, o estímulo do governo tem levado muitas empresas a adotar cloud computing”, conclui.