Preocupado com a queda constante do número de assinantes da telefonia fixa oferecida pelas concessionárias, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, defendeu uma revisão do modelo, ou mesmo a prorrogação das concessões, diante da tendência de que sobre pouco serviço a ser novamente licitado após 2025.
“Temos que decidir isso logo, não dá para o Estado aguardar até o último ano. O número de clientes diminui, as redes ficam defasadas – e ainda vamos ficar discutindo na Justiça quanto o governo terá que pagar”, afirmou o ministro, que nesta terça-feira, 20/3, participou de audiência na Câmara do Deputados.
Segundo Bernardo, uma das possibilidades seria o governo prorrogar as concessões, a exemplo do que se discute com as empresas de geração, transmissão e distribuição de eletricidade. “Pode haver uma discussão como no setor elétrico, de prorrogar as concessões”, disse o ministro.
No caso do setor elétrico, boa parte das concessões termina em 2015 – pelo menos 30 em geração e cerca de 40 contratos de distribuição. Por isso, o governo já estuda uma mudança na legislação que permita uma nova renovação para aquelas que não mais poderiam fazê-lo.
“As concessionárias perderam 4,5 milhões de assinantes nos últimos quatro anos, enquanto empresas permissionárias, que vendem telefonia junto com TV por assinatura ou Internet, ampliaram a base em 8,5 milhões. Sinal de que as pessoas ainda querem telefonia fixa”, avaliou Paulo Bernardo.
Ao defender a revisão, o Ministério das Comunicações reitera o que vem sendo proposto pela Anatel. O presidente da agência, João Rezende, também quer antecipar essa discussão. “Quanto mais o governo demorar, menor será o valor das concessões”, afirmou Rezende, em dezembro, ao Convergência Digital.
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Emissoras de TV levam à Anatel estudo japonês que indica haver muita interferência do 4G na TV Digital. “O edital deve prever que os custos para evitar interferência sejam cobertos pelas teles”, diz o presidente da Abert, Daniel Slaviero.
Secretário de telecomunicações, Maximiliano Martinhão, nega que o governo planeje “doar” o patrimônio vinculado às concessões de telefonia às operadoras, mas também reconheceu que esse é um tema no qual “não existe posição final do Ministério das Comunicações”.
Motorola aparece como a empresa com maior número de queixas e uma das que menos soluciona os problemas dos clientes. Nokia e Samsung aparecem na segunda e terceira posições.