Durante a divulgação do “Balanço Huawei de Banda Larga 2012”, nesta terça-feira, 20/03, o presidente da Teleco – parceira da empresa na realização do estudo – destacou o contexto em que banda larga (fixa e móvel) vem crescendo no Brasil. De acordo com o executivo, os serviços fixo e móvel tendem a se integrar no futuro, e as operadoras precisam estar prontas para isso.
“Na prática, precisamos de uma rede fixa, baseada em fibra, que chegue às residências e torres de transmissão celular. E a partir daí se distribuem as redes móveis. Os últimos metros serão wi-fi”, defende. Para Tude, o primeiro sinal desta integração são as ofertas de serviços oferecidas atualmente pelas operadoras, com velocidades de acesso cada vez maiores.
O estudo mostrou que o tráfego global de dados praticamente dobra a cada ano – na AT&T, por exemplo, ele cresceu 80% em 2011 – e isso vai exigir investimentos em infraestrutura. “Principalmente porque o Brasil vai bem em acessos, é o oitavo do mundo em banda larga fixa, mas em densidade está muito longe dos países mais desenvolvidos”, afirma Tude.
Ilustrando: a densidade da banda larga fixa no Brasil é de 8,5 acessos em cada 100 habitantes. A média dos países membros da OECD (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) é de 25,5 acessos em cada 100 habitantes. A previsão é de que o Brasil atinja 20 acessos em cada 100 habitantes, apenas em 2016.
“Para isso, há a necessidade de investir em infraestrutura, o que significa chegar com a fibra mais perto da casa dos assinantes”, explica Tude. Na prática, uma estimativa feita pela Teleco e pela Huawei mostra que levar fibra a todos os domicílios brasileiros representaria um investimento de R$ 100 bilhões.