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Celulares de segunda linha atraem investimentos móveis no Brasil

Convergência Digital - Carreira
Ana Paula Lobo - 14/03/2012

Com a expectativa que os features phones, os celulares mais populares com acesso à Internet, e os celulares 2G ainda dominarem a base de terminais ativos até 2017 - hoje menos de 20% dela são de smartphones, segundo dados da Anatel - a israelense Emoze negocia com os fabricantes locais de celulares para utilizar a sua aplicação de e-mail embutida.

Expectativa é que 2 milhões de terminais considerados de segunda linha tenham a solução ainda este ano. Na América Latina, esse número sobe para 5 milhões, uma vez que a empresa também negocia presença nos mercados da Argentina, Colômbia e outros.

Em entrevista ao Convergência Digital, o executivo responsável pelas estratégicas da Emoze para Brasil e América Latina, Hélio Diamont, diz que os fabricantes de terminais são os seus clientes. "As operadoras serão usuárias, mas não negociamos com elas", sustenta.

Aqui, diz Diamont, conversa com fabricantes como CCE, Intelbrás, Motorola, Alcatel One Touch e outras para que eles embutam a solução de e-mail nos celulares vendidos no mercado, especialmente, os dedicados ao pré-pago, que responde por mais de 80% da base nacional.

A solução da Emoze, explica ainda o executivo, dependendo do modelo do aparelho, permite baixar e ver arquivos anexados ao e-mail, tais como texto, música, fotos e também acessar chats entre telefones e chats das rede sociais (Facebook, Google Talk, etc). O contrabando, assume Diamont, é um problema a ser enfrentado.

"Sabemos que há muitos feature phones entrando de maneira ilegal no país. A nossa solução pode ser uma maneira de atrair o consumidor para a compra de um aparelho legalizado. Ele terá serviços oficiais e com garantia", diz.

Atualmente, cerca de 10 milhões de pessoas ao redor do mundo usam a solução da Emoze em aparelhos de diversos fabricantes. Entre os parceiros internacionais da Emoze estão a MediaTek e a Qualcomm. E embora trabalhe, agora, com alvo nos celulares chamados de segunda linha, a empresa também se prepara para o domínio dos smartphones, tanto que tem uma solução voltada para os celulares Android.

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