Um acerto de troca de fibras levará a rede da Telebras para a região metropolitana de São Paulo. Firmado com a Algar Telecom, o contrato viabiliza um anel óptico na capital paulista e a oferta do Plano Nacional de Banda Larga em contratos como o negociado com as prefeituras do ABC.
Assinado nesta terça-feira, 13/3, o contrato prevê uma troca de fibras apagadas e não envolve acerto financeiro. Com ele, a Algar ganha redundância no trecho entre Paulínia-SP e Curitiba-PR, enquanto a estatal chega à Avenida Paulista e ao Grande ABC, com extensão programada a Santos-SP.
“Fazemos uma troca entre um trecho não-urbano por um urbano que é muito importante para nós, em São Paulo. E ao chegar aos PTTs, atendemos os provedores”, disse o presidente da Telebras, Caio Bonilha. A demanda já existe, seja pelas obrigações de rede para a Copa ou a banda larga das universidades.
Em princípio a Telebras usará 42,5 km de fibras para completar o trecho entre as paulistas Barueri e São Caetano – passando por São Paulo. Isso viabiliza um anel óptico de 129 km na capital e, entre outros, permite o avanço no acordo entre a estatal e o Consórcio Municipal do Grande ABC.
De sua parte, a Algar leva um terceiro trecho de fibras entre São Paulo e Curitiba, pelo interior – os outros dois vão pela costa. “Ganhamos redundância e vamos analisar a possibilidade de outros mercados”, diz o presidente da Algar Telecom, Divino Sebastião de Souza.
Os termos do contrato, no entanto, facilitam a ampliação da troca de fibras. Em tese, portanto, outros 500 km de fibras em São Paulo poderão vir a ser utilizados pela estatal. “Temos capacidade de sobra”, emenda o presidente do conselho do Grupo Algar, Luiz Alberto Garcia.
Um anel óptico em São Paulo adianta a infraestrutura que a Telebras precisa disponibilizar para a Copa, além de outras obrigações importantes como o convênio com a Rede Nacional de Pesquisa para ampliação da banda larga disponível nas universidades.
No mesmo sentido, a estatal deverá firmar acertos semelhantes em outros estados – seja pela infraestrutura das 12 cidades sedes da Copa de 2014, mas mesmo antes disso para as seis da Copa das Confederações, no próximo ano: Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Recife e Salvador.
Segundo Paulo Bernardo, para o apelidado PNBL 2.0, que terá como objetivo levar fibras ópticas a todos os municípios do país, serão calculados os aportes necessários para o cumprimento de obrigações de futuros leilões. "É consenso que vamos trocar obrigações por infraestrutura”, afirmou.
A Rede Nacional de Ensino e Pesquisa e a Universidade de Brasília, que coordena a infraestrura no Distrito Federal, ativam a primeira expansão da rede metropolitana da capital federal – batizada de Rede Gigacandanga – que se estende por 180km mas deve alcançar 380km de fibras ópticas entre diferentes instituições de ensino e pesquisa.
Inscrições foram concluídas na sexta-feira, 5/4 e agora resta o trabalho de fazer a seleção dos projetos. Programa conta com R$ 100 milhões para a implantação das redes municipais de fibras ópticas, o que significa escolher entre 150 e 200 municípios.
Operadoras questionavam os acertos com Eletrobras e Petrobras que permitiram a cessão do uso das redes de fibras ópticas que formam a base da infraestrutura do Plano Nacional de Banda Larga.