Se as regras da TV paga fossem alteradas hoje, no prazo de um ano, 5 milhões de novos domicílios seriam usuários de banda larga por cabo. E isso geraria R$ 4,8 bilhões de excedente econômico para esse mercado. Os números foram revelados nesta segunda-feira, 12/03, durante encontro, promovido pela Telcomp, no qual a Anatel revelou a sua agenda para 2012. "Isso é o que o consumidor estaria disposto a pargar hoje se ele tivesse o serviço disponível", afirma João Rezende, presidente da Anatel.
Segundo Rezende, existem 600 pedidos de emrpesas interessadas em operar no mercado brasileiro de TV a cabo. Se 20% delas iniciarem de fato as operações nesse mercado, seriam 120 novos players, aproxiamdamente, conforme contabiliza o executivo. De acordo com ele, atualmente, a penetração da TV por assinatura é de 30% no Brasil. Com a abertura do espectro, em cinco anos, esse índice deve chegar a 50%.
Com a regulamentação da Lei 12.485, que estabelece novas regras para o mercado de TV por assinatura, prevista para o primeiro semestre de 2012, a Anatel espera intensificar o movimento de convergência tecnológica do setor. Além disso, prevê Rezende, o setor deve ganhar muito mais competição. "Acho que a abertura do mercado foi uma decisão muito promissora", avalia.
ANTERIOR Teles questionam custos de publicidade das novas metas de universalização
PRÓXIMA Telefônica/Vivo anuncia corte de 1,5 mil vagas
Leia aqui a edição nº 4 da revista eletrônica do Convergência Digital
A quarta edição da revista eletrônica do portal Convergência Digital reúne matérias especiais sobre temas que estão na agenda do setor - crimes na Internet; computação na nuvem; carreira e compras públicas. Boa leitura!
É o que indicam o Banco Central e o Ministério da Comunicações ao tratarem da Medida Provisória 615/2013, publicada nesta segunda-feira, 20/5, que dá poderes à autoridade monetária para regulamentar novos “arranjos de pagamento”. Regras deverão estar prontas até o fim do ano. Mas BC fez um alerta às teles: os sistemas terão de se falar e ser o mais aberto possível.
Emissoras de TV levam à Anatel estudo japonês que indica haver muita interferência do 4G na TV Digital. “O edital deve prever que os custos para evitar interferência sejam cobertos pelas teles”, diz o presidente da Abert, Daniel Slaviero.
Secretário de telecomunicações, Maximiliano Martinhão, nega que o governo planeje “doar” o patrimônio vinculado às concessões de telefonia às operadoras, mas também reconheceu que esse é um tema no qual “não existe posição final do Ministério das Comunicações”.