Franco Bernabè, presidente do Grupo Telecom Italia, controladora da TIM Brasil, oficializou nesta segunda-feira, 12/03, em Brasília, a adesão do grupo italiano ao Programa Federal “Ciência sem Fronteiras”. A iniciativa prevê a concessão de bolsas de estudo a estudantes e pesquisadores que pretendam se especializar em universidades e centros de excelência no exterior ligados à inovação.
Para integrar o projeto, o Grupo Telecom Italia irá utilizar a infraestrutura de seus centros de pesquisas e inovação presentes em Roma, Torino, Trento e Veneza. Na ocasião, a empresa anunciou a oferta de 400 estágios semestrais, dos quais 160 serão inteiramente financiados com bolsas de estudo pela TIM Brasil, que distribuirá as vagas ao longo dos quatro anos de programa. As oportunidades são voltadas, principalmente, para estudantes de Engenharia, Computação e Informática e outras tecnologias de informação e comunicação.
A iniciativa da Telecom Italia foi apresentada ao Ministro da Educação, Aloizio Mercadante, e ao Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antônio Raupp, como forma de apoio e reconhecimento ao esforço do governo brasileiro em investir na formação intelectual e técnica de sua juventude. A companhia, ao mesmo tempo em que se compromete com o projeto, valoriza as sinergias entre Brasil e Itália, credenciando o Grupo como referência em nível internacional para compartilhamento de conhecimento.
Franco Bernabè e Luca Luciani, presidente da TIM Brasil, ressaltam a importância em colaborar com o projeto. Para eles, a conexão entre as empresas e o processo educacional é essencial para garantir o desenvolvimento da potencialidade dos jovens talentos e a oferta de recursos humanos especializados em áreas estratégicas do país. Os executivos consideram o reconhecimento do governo brasileiro uma importante fonte de estímulo à participação do Grupo na economia do país.
Ministro Marco Antonio Raupp negou declaração de deputado tucano de que só 15% dos recursos para investimentos no MCTI, em 2012, foram efetivamente gastos. Segundo Raupp, a lei orçamentária já autorizou a execução, em 2013, de R$ 12,7 bilhões.
Prazo para submissão dos projetos vale tanto para as empresas iniciantes nacionais e estrangeiras – ao todo haverá R$ 16 milhões em recursos públicos, sendo R$ 8 milhões este ano e R$ 8 milhões em 2014. Do total, R$ 2 milhões para startups de fora do país.
Para o Sinditelebrasil, entidade que representa as teles, a exigência de 3% da receita líquida para dar direito de preferencia em licitações e outorgas é "muito elevado".
Tradicionalmente pouco atendidas pelo mercado financeiro tradicional, as empresas nacionais de TI só teriam a ganhar com o suporte do mercado de capitais.