Cloud ComputingConvergência Digital
IEEE: "Nuvem mudou a regra do jogo"

Convergência Digital - Hotsite Cloud Computing
Da redação 12/03/2012

Membros do IEEE - a maior associação técnico-profissional do mundo - estão trabalhando para cumprir a promessa de que a computação em nuvem deve auxiliar empresas de portes diversos a lidarem com os eventuais obstáculos que possam reduzir as taxas de adoção dessa tecnologia que irá mudar as regras do jogo.

Os benefícios potenciais de sistemas baseados em nuvem são amplamente discutidos e difíceis de ignorar: significativa redução de custo em operações e manutenção da infraestrutura de TI; alta escalabilidade e acessibilidade; menos preocupações em relação à sobrecarga de servidores e à falta de espaço para armazenamento; e rápida implantação.

Para fazer com que a computação na nuvem, efetivamente, venha a ajudar na parte de redução de custos em operações e manutenção da infraestrutura de TI; alta escabilidade e acessibilidade e redução de custos com servidores, os integrantes do IEEE - maior associação técnico-profissional do mundo, trabalham para mitigar os riscos e desafios do uso de cloud.

Para os especialistas, 2012 pode vir a ser ponto de inflexão na adoção da computação em nuvem, especialmente se grandes corporações atuarem como pioneiros nesse processo. De acordo com o Dr. Alexander Pasik, Membro Sênior e CIO do IEEE, assim que grandes empresas testemunharem o sucesso de seus concorrentes e contemporâneos, mais companhias irão fazer a transição para a nuvem.

“A adoção da computação em nuvem pode ser percebida como uma ameaça, e discussões acerca de mudanças geralmente encontram resistências”, afirma Dr. Pasik. “É por isso que é necessária uma equipe de TI bem informada para comunicar o impacto significativo que a computação em nuvem pode ter nos negócios. Se você é uma empresa de porte considerável e não está trabalhando com o sistema, está cometendo um erro”, prossegue. “As empresas logo irão perceber que a questão não é se deveriam ou não se mudar para a nuvem, e sim quando fazê-lo”. De fato, Dr. Pasik prevê que, de oito a dez anos, a maioria das grandes empresas mundiais irá operar com computação em nuvem.

Mas há, sim, preocupações e pressões crescentes sobre os CIOs para que atendam a regras e regulações cada vez mais rígidas em um ambiente de negócios globalizado. Segundo o Dr. Siani Pearson, Membro Sênior do IEEE e Pesquisador Sênior do Laboratório de Nuvem e Segurança, dos Laboratórios Hewlett- Packard, as regras de conformidade ficam mais complexas, conforme se consolida a padronização.

Prover serviços de computação em nuvem envolve explicar a necessidade de conformidade com regulações locais e globais e obter a aprovação necessária quando os dados são acessados de outra jurisdição. É difícil cumprir os requisitos de conformidade. A legislação global é complexa e inclui restrições de exportação, de setores específicos e legislação em patamar estadual e nacional.

O aconselhamento jurídico é necessário, e as restrições ao fluxo de dados entre as fronteiras devem ser levadas em conta. Colaboração é imprescindível à busca por soluções a essas questões complexas. Trabalhando com um conselho interno, com executivos atentos ao consumidor, assim como com parceria externas com os segmentos acadêmico e industrial, as empresas podem encontrar uma ampla gama de soluções interdisciplinares para os problemas de conformidade, sustenta.

Segurança ainda é a principal preocupação em relação à adoção da nuvem, uma vez que muitos provedores do serviço transferem essa responsabilidade ao consumidor, o que abre espaço à ampliação de custos com idéias como o oferecimento de seguros por terceiros. “É um risco grande e impraticável fazer contratos de seguro de bilhões de dólares dos dados de uma empresa, especialmente quando essa é líder de mercado. Eventuais prejuízos com a perda de aplicações comerciais ou logísticas são enormes”, disse Steve O’Donnel, Membro do IEEE.

Para superar isso, algumas empresas estão atuando em parceria com especialistas legais e especialista em privacidade. Dr. Pearson está analisando marcos regulatórios e outras soluções técnicas que permitam aos assinantes da nuvem se submeter a uma avaliação de risco antes da migração dos dados, contribuindo para responsabilizar os provedores de serviço e garantir transparência e segurança.

“Diferentes tipos de negócios têm diferentes requisitos, e a computação em nuvem atende melhor a esses requisitos que a infraestrutura tradicional”, disse O’Donnel. “A nuvem proporciona às companhias a flexibilidade para moldar seus negócios, e as possibilidades são infinitas”, completa. O Presidente e CEO do IEE, Gordon Day, é taxativo. "A nuvem mudará as regras do jogo e requer padrões globais".

Enviar por e-mail   ...   Versão para impressão:
 

 Matérias relacionadas com o assunto Cloud Computing  

12/02/2016 às 13:55
Oportunidades de Big Data na área de Saúde no Brasil

11/02/2016 às 13:15
Empresas desconhecem boa parte dos arquivos compartilhados na nuvem

04/02/2016 às 12:05
Líder Aviação virtualiza e monta plano de contingência

03/02/2016 às 11:50
Ano de ouro para computação em nuvem

28/01/2016 às 18:45
Big data e analytics vão movimentar R$ 3,2 bilhões no Brasil

27/01/2016 às 18:27
A sua empresa já tem um CDO no time?

22/01/2016 às 15:53
Nuvem pública deixa de ser o 'patinho feio'

21/01/2016 às 10:22
Nuvem híbrida reduz complexidade dos negócios digitais

19/01/2016 às 14:05
Gestor de TI opta pela nuvem híbrida e enfrenta o desafio das SDNs

18/01/2016 às 11:11
Infraestrutura para nuvem ignora crise e cresce dois dígitos

Opinião
Oportunidades de Big Data na área de Saúde no Brasil
Por Eduardo Prado *


VídeosMais vídeos




Destaques

Ataques DDoS se multiplicam nos serviços na nuvem e data centers

Em 2015, o maior ataque DDoS (negação de serviço) registrado foi de 500 Gbps. Estudo mostra ainda que os ataques miram, simultaneamente, infraestrutura, aplicações e serviços.


Software como serviço 'salva' o ano do segmento de TIC

De acordo com previsões da Forrester, que pela primeira vez incluiu serviços de Telecom no seu relatório, o segmento de TIC vai chegar a uma receita de US$ 2,9 trilhões em 2016. Mesmo com a retração econômica, Brasil deve ter ligeiro crescimento.


Empresas de software ainda patinam para entender o SaaS

Pesquisa da ABES mostra que há ainda muita confusão com o real sentido do termo software como serviço no Brasil.


UIT aprova primeiro padrão para Big Data

“O padrão oferece uma base comum para o desenvolvimento de serviços”, explica o diretor do bureau de padronização da entidade, Chaesub Lee.


Orquestração faz a diferença no uso da nuvem

Reduzir o número de servidores não basta. O importante é saber usar o melhor deles para melhorar a eficiência.


Copyright © 2005-2015 Convergência Digital            Todos os direitos reservados.            É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site.