O Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) pediu à Anatel a revisão do resultado da seleção da Entidade Aferidora da Qualidade da Internet. Para a entidade – derrotada pela PriceWaterhouseCoopers na disputa – a Anatel não esclareceu a escolha pela consultoria e ainda deixa dúvidas sobre como vai funcionar o sistema de medição.
A principal crítica está na interpretação dada pelo Grupo de Implantação de Processos de Aferição de Qualidade (Gipaq), formado por representantes das principais operadoras e da Anatel, sobre até onde será feita a medição. Da forma como foi colocada no processo de seleção da aferidora, a medição se dará dentro do sistema autônomo das prestadoras, o que permitiria às fiscalizadas interferir no resultado.
Outro ponto é o software escolhido para realizar a medição dos parâmetros de qualidade – no caso, o Speedtest (www.speedtest.net). Sozinho, ele não atende o que está previsto na regulamentação da agência. Embora informe as velocidades de download e upload, além da latência bidirecional, é preciso rodar outro programa para que sejam medidos elementos como jitter e a taxa de perda de pacotes.
Para apresentar o pedido de revisão, porém, foi necessária a intervenção da presidência da Anatel. É que nas regras definidas pelo Gipaq, não caberiam recursos ou contestações das decisões da comissão de seleção.
“Eu mesmo falei com o Bruno [Ramos, Superintendente de Serviços Privados da agência] que pode ter recurso e avisamos o NIC.br. Qualquer decisão da Anatel pode recorrer”, afirmou o presidente da Anatel, João Rezende.
“Questionem, que é bom, que aí o pessoal vai dar uma explicação de por que escolheu A ou B. O Conselho [Diretor] vai se debruçar. Faz-se um relatório e debate-se. Só digo o seguinte, não temos orçamento para fazer medição nenhuma”, concluiu Rezende.
É o que indica a primeira divulgação do programa de medição da qualidade das conexões, por enquanto restritas aos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Apesar do resultado, presidente da agência, João Rezende, é cauteloso. “Estamos falando de três estados de maior desenvolvimento. Vamos aguardar os outros".
No Brasil para a conferência WWW2013, no Rio de Janeiro, o físico inglês Tim Berners-Lee, que em 1989 desenvolveu o que se tornaria a world wide web, conclamou os brasileiros a adotarem a proposta de “direitos humanos” representada pelo projeto de lei. “Precisamos de algo que reforce a neutralidade de rede em benefício dos usuários”, afirmou.
Estudo encomendado pela Ofcom, o regulador britânico de telecomunicações, mostra que os internautas que mais baixam conteúdos “ilegais” são também os que gastam três vezes mais com arquivos legalizados do que aqueles que nunca “pirateiam”.
Nesta segunda-feira, 13/5, o editor chefe da Bloomberg News admitiu que os repórteres da empresa tinham acesso a informações pessoais dos clientes dos ‘Terminais Bloomberg” – uma espécie de computador que se espalhou no mundo financeiro na década de 1990 que traz informações de mercado.