A Prefeitura de Porto Alegre, por meio da Procempa, investe em tecnologia para monitorar e melhorar a gestão dos serviços públicos da cidade. Desenvolvido pela IBM e implementado inicialmente em três áreas distintas – SMOV (obras e viação), DMAE (água e esgoto) e DMLU (limpeza urbana) –, o projeto vai proporcionar mais inteligência aos departamentos e a capacidade de avaliar e responder às demandas da população de forma mais rápida, além de centralizar, em um único local, toda a coordenação do trabalho de gestão dos ativos dessas áreas.
O objetivo do projeto é construir um sistema inteligente, que forneça serviços de melhor qualidade para os mais de 1,4 milhão de habitantes da capital gaúcha. Com base no software Maximo Asset Management, a solução permitirá que a prefeitura gerencie obras e reparos que estão sendo feitos na cidade e administre serviços públicos prestados aos cidadãos, como a rede de água e esgoto, o sistema de iluminação pública, pontes, parques, caminhões e containers de lixo.
Outro benefício importante é que a solução permite que a prefeitura realize manutenções preventivas e corretivas desses serviços, antecipando problemas e executando planos de ação antes mesmo da solicitação de um morador. Para exemplificar como funcionará na prática, o sistema alertará a SMOV quando uma rua ou avenida deve ser repavimentada. Já as lâmpadas das ruas contam com um sensor interconectado com o software Maximo Utilities, que manda um alerta para a prefeitura quando uma delas queima, possibilitando que a peça com defeito seja substituída rapidamente.
“Além de melhorar a qualidade de vida e os serviços prestados aos cidadãos, a prefeitura de Porto Alegre se apoia na tecnologia para receber os jogos da Copa do Mundo de 2014. Este é o primeiro projeto para tornar nossa cidade mais inteligente e constitui um grande salto tecnológico para o município”, afirma André Imar Kulczynski, diretor-presidente da Procempa.
As informações fornecidas pelo sistema geram relatórios, gráficos e tabelas, o que possibilitará aos gestores saber, de antemão, quais serão os recursos necessários para resolver os problemas de infraestrutura da cidade. A partir daí, a Câmara Municipal de Porto Alegre pode responder às questões de forma mais eficiente e otimizar os recursos do município.
“Antes, cada departamento da cidade tinha seu próprio processo para lidar com as solicitações dos cidadãos e trabalhava de forma reativa. Além disso, o processo de chamadas era manual e não se conseguia prever o tempo de resposta para solucionar o problema. Agora, é possível analisar o histórico de cada chamado, o que torna mais fácil identificar os problemas recorrentes ou potenciais intercorrências futuras”, acrescenta Zilmino Tartari, diretor técnico da Procempa.
“Esse projeto com a prefeitura de Porto Alegre é um exemplo de como podemos usar a tecnologia para fazer com que as cidades funcionem de forma mais eficiente. Com o crescente número de pessoas morando em centros urbanos, precisaremos cada vez mais do apoio de sistemas inteligentes para melhorar a qualidade de vida do cidadão e melhorar serviços como saúde, educação, mobilidade e segurança”, complementa Frank Koja, diretor da IBM para a Região Sul.
Segundo Paulo Bernardo, para o apelidado PNBL 2.0, que terá como objetivo levar fibras ópticas a todos os municípios do país, serão calculados os aportes necessários para o cumprimento de obrigações de futuros leilões. "É consenso que vamos trocar obrigações por infraestrutura”, afirmou.
A Rede Nacional de Ensino e Pesquisa e a Universidade de Brasília, que coordena a infraestrura no Distrito Federal, ativam a primeira expansão da rede metropolitana da capital federal – batizada de Rede Gigacandanga – que se estende por 180km mas deve alcançar 380km de fibras ópticas entre diferentes instituições de ensino e pesquisa.
Inscrições foram concluídas na sexta-feira, 5/4 e agora resta o trabalho de fazer a seleção dos projetos. Programa conta com R$ 100 milhões para a implantação das redes municipais de fibras ópticas, o que significa escolher entre 150 e 200 municípios.
Operadoras questionavam os acertos com Eletrobras e Petrobras que permitiram a cessão do uso das redes de fibras ópticas que formam a base da infraestrutura do Plano Nacional de Banda Larga.
Tradicionalmente pouco atendidas pelo mercado financeiro tradicional, as empresas nacionais de TI só teriam a ganhar com o suporte do mercado de capitais.