Na RSA Conference, realizada na semana passada, nos Estados Unidos, os profissionais de segurança de tecnologia viram mais do lado negro do que esperavam: uma série de presidentes-executivos cujas empresas sofreram ataques de hackers."É bastante desanimador", disse Gregory Roll, que foi ao evento, em busca de conselhos e para avaliar a opção de comprar softwares de segurança para seu empregador, um grande banco que ele se recusou a nomear porque não estava autorizado a falar em nome da instituição. "É uma batalha constante, e estamos perdendo".
O evento ocorreu no momento que o Congresso dos Estados Unidos vota sobre novas legislações com o objetivo de proteger melhor empresas norte-americanas de cyberataques por espiões, criminosos e ativistas.Se a proposta de lei sugere que hackers estão sendo bem-sucedidos com todo tipo de empresas, o conjunto de palestrantes considerou o assunto de uma perspectiva pessoal.
A palestra de abertura, de Art Coviello, conselheiro da patrocinadora da conferência e vítima de hacking RSA, definiu o tom com a música dos Rolling Stones "You Can't Always Get What You Want" (você nem sempre consegue o que quer, em português). No ano passado, a empresa teve um e-mail com um anexo infectado havia sido aberto por um funcionário. Isso deu a hackers acesso à rede corporativa e eles emergiram com informações sobre como a RSA calcula os números mostrados em Tokens SecurID, que em seguida foram usadas num ataque a Lockhead Martin que o empresa de defesa disse ter frustrado.
Conviello disse que ele esperava que as mazelas da empresa ajudassem a criar um sentido de urgência em face de oponentes formidáveis, especialmente governos estrangeiros, que estão sendo auxiliados pela crescente indefinição das fronteiras entre atividades online profissionais e pessoais. Cerca de 70% de empregados numa pesquisa que ele citou admitiram subverter regras corporativas com o objetivo de conseguir acesso a outros recursos por meio de redes sociais e smartphones, fazendo com que a segurança se torne muito mais difícil.
Quem também assumiu que foi vítima dos hackers foi a Nasa. A empresa informou que cibercriminosos roubaram credenciais de funcionários e conseguiram acesso a projetos críticos para missões no ano passado em 13 grandes violações às redes que poderiam prejudicar a segurança nacional dos EUA. O inspetor-geral da Administração Nacional de Aeronáutica e do Espaço, Paul Martin, depôs esta semana no Congresso sobre as violações, que parecem estar entre as mais significativas dentre uma série de problemas de segurança em agências federais.
A agência espacial descobriu em novembro que os hackers, trabalhando de um endereço de IP (Internet Protocol) da China, invadiram a rede do Laboratório de Propulsão de Jatos (JPL, sigla em inglês) da Nasa, relatou Martin durante o seu depoimento divulgado na quarta-feira. Um dos laboratórios principais da Nasa, o JPL administra 23 espaçonaves que conduzem missões espaciais ativas, incluindo missões a Júpiter, Marte e Saturno.
O país também teve representação expressiva na disseminação dos ataques a linguagem Java no 1º trimestre. Segundo levantamento, no caso do Conficker, 26% dos ataques registrados no mundo saíram do Brasil.
O alvo são os usuários do Android e o ataque começa com o envio de solicitação de instalação de certificação de segurança (SSL) falsa. Objetivo é roubar os códigos de autenticação mTANS (mobile transaction authentication number) e os PINs (personal identification number) das contas bancárias.
Associação de Defesa do Consumidor testou 10 programas pagos e três gratuitos. AVG teve o pior desempenho entre os gratuitos. Entre os pagos, McAfee e Norton apresentaram as piores performances nos itens firewall, detecção de malware e proteção de sites.
Apesar dos ataques, estudo mostra que, na América Latina, três em quatro corporações não têm um plano efetivo para tratar dos incidentes de segurança da Informação.
Ele está acima do bem e do mal, tem uma carreira a zelar, mas é, sim, o maior responsável, hoje, pelo vazamento de dados e informações relevantes de uma corporação.