A presidenta Dilma Rousseff estará à frente da delegação brasileira - a maior da história do país - que estará na CeBIT 2012, evento que acontece de 06 a 10 março, em Hannover, na Alemanha. O Brasil é país-parceiro e a agenda governamental prevê encontros entre Brasil e Alemanha para a discussão sobre cooperação internacional, bolsas do programa Ciência sem Fronteiras, comércio entre os dois países e a conferência Rio+20.
Na agenda econômica, Dilma Rousseff e a chanceler da Alemanhã, Angela Merkel, vão debater a reforma do Fundo Monetário Internacional (FMI) e o movimento de inundação financeira por parte dos europeus, chamado por Dilma de "tsunami monetário".
A presidente reservou na agenda um dia inteiro exclusivo para a CeBIT. A visita aos estandes acontecerá pela manhã da próxima terça-feira, 06, seguida de declaração à imprensa e almoço com empresários dos dois países.
Durante a feira, o Brasil terá mais visibilidade para discussões de investimento e a possibilidade de mostrar a cultura brasileira para o mundo tecnológico. Ao todo, serão seis pavilhões dedicados ao País, compartilhados em todos os quatro setores da feira: CeBIT Pro, sobre segmentos de mercado; CeBIT Lab, sobre protótipos e experimentos; CeBIT Life, sobre convergência de tecnologias e CeBIT Gov, com foco em soluções para a administração pública.
A delegação brasileira, formada por 130 empresas e instituições privadas e governamentais, vai ocupar seis pavilhões distribuídos pelas quatro plataformas temáticas do evento: CeBIT pro, CeBIT gov, CeBIT life e CeBIT lab. Elas se apresentarão sob a marca Brasil IT+, que identifica a indústria brasileira de tecnologia no exterior, e levarão para a mostra um portfolio bastante heterogêneo: de soluções de segurança da informação, certificação digital, cloud computing, gestão de negócios e de processos produtivos, passando por gerenciamento de tráfego aéreo, sistema financeiro, governo eletrônico, educação, agribusiness e redes de telecomunicação.
As start-ups brasileiras e os centros P&D, com soluções para educação e outros setores, estarão concentrados no Hall 9, e as dedicadas a sistemas eletrônicos de governo no Hall 7. O Hall 11 destacará as tecnologias para telecomunicações e o Hall 12, abrigará as voltadas para o setor financeiro, segurança e certificados digitais. No Hall 6 serão enfatizadas as indústrias-chave de petróleo e agricultura e no Hall 22, jogos e TV digital.
O objetivo é aproveitar o bom momento da economia brasileira. Dados do Observatório Europeu EITO projetam para 2012, uma taxa de crescimento de 6% no setor de TIC brasileiro, que alcançará € 92 bilhões. Com o faturamento de US$ 171 bilhões registrados em 2010, o Brasil é hoje o 7º maior mercado interno de TIC do mundo, segundo dados da consultoria IDC, e a 6ª maior economia do planeta.
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