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Mobile Payment: Uma Guerra de Gigantes

 :: Eduardo Prado
 Convergência Digital
:: 13/02/2012 

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Várias cidades pelo mundo têm sido expostas a novos métodos de pagamentos com a tecnologia de proximidade (Contactless Payment que utiliza a tecnologia NFC – Near Field Communication) com cartões e aparelhos celulares e, uma delas em destaque, é Barcelona (novamente Barcelona!), que em breve pode se tornar a primeira cidade do mundo na qual a tecnologia de proximidade (ou de aproximação) pode ser uma forma dominante de pagamento (ver La Caixa, Visa Europe to Blanket Barcelona with Contactless Payment Tech, American Banker, 13.jan.2012).

O Mobile Payment (pagamento usando o aparelho celular) com a tecnologia NFC já chegou. Essa é uma guerra diferente das que estamos acostumados a ver (p. ex., daquelas recentes pela disputa de petróleo com a Guerra do Iraque), mas tem uma similaridade com as guerras tradicionais onde grandes grupos se posicionam em lado distintos e gastam milhões de dólares buscando “ocupar o espaço” na disputa da contenda.

A guerra já está acontecendo e os grandes players são os seguintes:

[a] o “mamute” da Internet Google;

[b] o provedor de pagamentos Isis nos EUA – joint venture de grandes operadoras de telefonia móvel (cellcos) americanas: Verizon Wireless, AT&T e T-Mobile;

[c] a Apple – que ainda não “pegou nas armas” mas terá o papel de “fiel da balança” na guerra;

[d] os grandes cartões de créditos (Visa e Mastercard entre os principais) que têm um papel diferente, ora se compondo em um lado da guerra e, outras vezes se compondo com lado oposto. Ver aqui movimentos no roadmap dos principais players: Mastercard e Visa: MasterCard unveils payments road map, NFC News, 31.jan.2012; MasterCard publishes roadmap for moving the US to EMV and NFC, NFC World, 31.jan.2012; e Visa moves US to EMV and NFC, NF World, 09.aug.2011);

[e] os fornecedores de handsets/sistemas operacionais móveis onde destacamos também o Google – por razões óbvias com o seu Android, a “combalida” BlackBerry, a Samsung (com seu Bada) e agora a Microsoft através do lançamento do Windows 8 (ver Exclusive: Windows Phone 8 Detailed, Pocketnow, 02.feb.2012);

[f] um player muito importante e sem ele nada acontece por causa do investimento que deve ser feito na “última milha” dos POS (Point of Sale): as redes de captura. A mais famosa no mundo é a First Data dos EUA. No Brasil, as principais são: a Cielo (leia-se Banco do Brasil e Bradesco), Redecard (leia-se Itaú-Unibanco) e GetNet (que atende ao Santander) (ver First Data to offer Tyfone’s SideTap NFC MicroSD cards, will run first trials in US from mid-2010, NFC World, 16.mar.2010 e  First Data launches mobile marketing service for merchants, NFC World, 22.mar.2011);

[g] e por último, outro player também muito importante e, do tipo também “sem ele nada acontece”: o mercado varejista. Esse player é muito importante no traction do negócio de Mobile payment (ou mPayment). Nos EUA já temos casos de grandes varejistas que já estão começando a “surfar na onda” do pagamento através do aparelho celular, a saber: Best Buy (ver Best Buy Fears High Costs and Shared Data in Move to NFC Wallets, NFC Times, 10.nov.2011) e Home Depot (ver Home Depot tests PayPal in-store, NFC World, 10.jan.2012). Ver aqui um pouco do “por quê” o mercado varejista ainda não investiu no negócio de mPayment: Mobile payments and the demise of the cash register, Mobile Commerce Daily, 24.jan.2012). No Brasil, o mercado varejista ainda “dorme em berço esplêndido” nesse segmento. Ainda falta gente nesse setor com visão de realização empreendedora “fora da caixa”! Ver aqui um movimento recente no mercado varejista: Nice retailers use NFC to attract shoppers, NFC World, 30.jan.2012.

Um fato relevante a comentar: na Europa, as cellcos estão atuando em alguns momentos de forma isolada (na Inglaterra ver O2 Wallet delayed for more tests as rivals ready new initiatives, Mobile Today, 25.jan.2012) e, em outros momentos em grupo (ver Swedish carriers pick mobile wallet suppliers, NFC World, 17.jan.2012 e  German mobile operators to launch joint NFC payments service, NFC World, 16.aug.2011) e, em casos raros, até compondo-se com os “inimigos” como é o caso da Holanda que junta cellcos e bancos (ver Dutch banks and carriers to launch NFC in 2013, NFC World, 30.nov.2011).

Uma “arma” importante nessa guerra é o Smartphone cuja massificação estimulará cada vez mais o mPayment  (ver Smartphones: 1 Billion by 2015, Dailywireless, 24.jan.2012). A Samsung e a Apple estão liderando esse mercado (ver Smartphones: Samsung Vs The World, Dailywireless, 11.jan.2012;  Samsung lidera vendas em 2011, Apple é segunda e Nokia cai para terceiro, Teletime, 27.jan.2012 e Samsung probably sold the most smartphones in 2011, GigaOM, 27.jan.2012) na frente da (outra) combalida Nokia que perdeu o “prumo” (ver NSN: Loosing 17K Jobs, Dailywireless, 28.nov.2012 e Kodak Analogy is not Nokia, it is Motorola; Nokia analogy is not Kodak, its IBM, Communities Dominate Brands, 24.jan.2012).

Os sistemas de pagamento com a tecnologia de aproximação utilizam a etiqueta RFID para fazer pagamentos seguros. O chip embarcado e a antena permitem aos consumidores aproximarem o cartão ou aparelho celular de um leitor no ponto de venda. Os cartões inteligentes com tecnologia de aproximação incorporam um chip que se comunica com a leitora do cartão utilizando etiqueta RFID (one-way) para assegurar a identidade. A tecnologia Near Field Communication (NFC) utiliza conexões sem fio (two-way) de curto alcance para manter o balanço da transação. As operadoras de telefonia móvel já começaram a se envolver em pagamentos com tecnologia de aproximação através de aparelhos celulares com tecnologia NFC para efetuarem os pagamentos móveis.

A tecnologia NFC é uma tecnologia sem fio de curto alcance que habilita a troca de dados entre os dispositivos de forma segura, em uma distância em torno de 10 centímetros utilizando uma freqüência universalmente não licenciada de 13,56 MHz, com uma banda de 14 Khz. Os aparelhos celulares com tecnologia NFC combina a interface de um cartão inteligente e um leitor em um único dispositivo. Estes aparelhos celulares têm sido utilizados na Ásia há alguns anos.

A tecnologia NFC já existe há desde 2002 - quando foi anunciada pela NXP (na época chamada Philips Semicondutors) e a Sony - mas começou a aparecer como uma grande opção para meios de pagamentos no ano passado com dois grandes lançamentos baseados na tecnologia NFC que deram – e vão dar muito mais – o que falar, a saber:  (a) o gigante da Internet Google - que aposta muito no segmento mobilidade - anunciou em Maio de 2011, de forma bombástica, o lançamento da sua carteira eletrônica chamada Google Wallet (ver Google Wallet, Dailywireless, 26.may.2011 e Google Wallet Stolen?, Dailywireless, 27.may.2011) e (b) o outro movimento foi o anúncio do provedor de pagamentos Isis  - que é uma joint venture entre a Verizon Wireless (1a cellco americana), a AT&T (2a cellco americana) e a T-Mobile (4a cellco americana) - planeja lançar os seus serviços de pagamento com a tecnologia NFC nas cidades americanas de Salt Lake (Utah) e Austin (Texas) em Junho de 2012 com um lançamento nacional nos EUA planejado para 2013 (ver Isis Expects to Launch with Three Banks; Chase, CapOne Likely, NFC Times, 10.nov.2011). A Verizon, a AT&T e T-Mobile planejam investir mais de 100 MUS$ no provedor de pagamentos Isis (ver AT&T-Verizon-T Mobile Sets $100 Million for Google Fight, Bloomberg Business Week, 29.aug.2011).

Todo o mercado esperava que o ano de 2012 ia ser aquele que a nova era do mCommerce (Mobile Commerce) baseado na tecnologia NFC tinha chegado com o anúncio do Google Wallet, as cellcos se articulando e fazendo seus anúncios nos EUA e na Europa com suas próprias carteiras eletrônicas móveis.

Mas eis que 2011 chegou ao fim e uma imagem diferente está surgindo, com um quadro que aponta que a longa esperada era de podermos efetuar os pagamentos com a “aproximação” dos handsets dos PDV (Pontos de Venda) (ou POS) e nos conduzir para uma série de outros serviços de mCommerce, provavelmente vai ter que esperar por mais um outro ano (ou talvez mais).

Para se ter certeza, há progresso em todas as frentes, com praticamente todos os principais fabricantes de aparelhos e fornecedores de plataformas móveis (ver NFC Phones) adotando a tecnologia e começando a liberar os aparelhos celular, e os primeiros lançamentos comerciais com a tecnologia NFC por operadoras de telefonia móvel, juntamente com o Google, já estão ocorrendo.

Analistas de Mercado e outros observadores dizem que perto de 40 milhões de telefones com a tecnologia NFC, talvez mais, foram comercializados em 2011 e em torno de 100 milhões serão comercializados esse ano. (ver Mobile payments to overtake cards within ten years, NFC World, 14.sep.2011 e NXP Lowers Projection for 2011 NFC Phone Shipments, NFC Times, 29.jul.2011).

No final do 3º trimestre de 2011, existiam mais de 90 dispositivos com a tecnologia NFC no pipeline utilizando os chips da NXP apenas, o maior fabricante de chips NFC do mundo. A maioria dos dispositivos são smartphones, mas o total incluiam em torno de 10 tablets. A maioria dos dispositivos devem chegar ao mercado até o final de 2012, e espera-se  que o número de modelos de disponíveis nos EUA estejam em torno de 70 no final desse ano.

Claro, nem todos os dispositivos são iguais, e se a Apple finalmente adotar a tecnologia NFC para seu próximo iPhone, que deve sair ainda esse ano, estaria aumentando o número de telefones com essa tecnologia e estimulando os fabricantes de outros dispositivos na aceleração e disseminação dos seus planos de NFC. Mas qualquer decisão da Apple em abraçar a tecnologia NFC, não significa necessariamente mais dispositivos que podem fazer pagamento via a tecnologia NFC.

Outras aplicações da tecnologia NFC (como leitura de etiquetas e interação peer-to-peer) são vitais para o sucesso do NFC, e elas irão expandir-se com o lançamento de mais aparelhos celulares. “Aproximar” handsets em cartazes inteligentes para fazer o download de cupons ou horários de ônibus, e trocar cartões de visita e clipes de vídeo com tais características melhorada através de serviços P2P (Person to Person) com NFC como o Android Beam (ver Google announces NFC-based Android Beam for sharing between phones (video), Engadget, 18.oct.2011) do Google vão crescer nesse ano. Para ver mais detalhes técnicos da tecnologia NFC acesse aqui: Archive in NFC Forum. Registre-se aqui o movimento recente da Nokia que anunciou sua aplicação peer-to-peer chamada Nokia Hello: ver Nokia Hello: communicate via NFC with people you hate to speak with, GigaOM, 03.feb.2012.

Mas é o mobile payment e os serviços relacionados que, de fato, atraem o grande investimento. Sem ele, os grandes apoiadores da tecnologia NFC, como o Google e a joint venture Isis, não estariam gastando dezenas de milhões de dólares para lançar serviços utilizando a tecnologia NFC.

O mesmo vale para operadoras de telefonia móvel na Europa e Ásia, que estão a depositando suas esperanças na tecnologia NFC para abrir uma novas fontes de receita em nos seus mercados já saturados. É por isso que as cellcos na Europa e, na maioria dos outros lugares, estão insistindo para que os seus cartões SIM realizem  aplicações de captura de novas receitas, tais como o mobile payment. Isso permitirá que as operadoras de telefonia móvel cobrem dos bancos e de outros prestadores de serviços,  para executar suas aplicações nos seus handsets com a tecnologia NFC que as operadoras comercializam.

Ainda assim, isto nada vai ser fácil para inaugurar uma nova era do mCommerce, apesar das previsões anuais que 2012 seria o ano em que vamos mudar a nossa forma de pagar com a tecnologia, apresentado bilhetes para transporte público e realizando uma série de outras transações de mCommerce.

E como já vimos, apesar da tecnologia NFC existir desde 2002, há muitos obstáculos que ainda precisam ser superados – além daqueles de convencer aos consumidores que a nova forma de pagamento é segura e conveniente. Mas antes que isso aconteça, uma nova infraestrutura precisa ser colocada no seu devido lugar, e que está provando ser mais difícil do que se imaginava. Ver aqui algumas sugestões para a massificação do mobile payment: Five Ways Austin Can Springboard Mobile Wallet Adoption, Software Advice, 06.jul.2011 e Mobile payments and the demise of the cash register, Mobile Commerce Daily, 24.jan.2012).

A seguir mostramos como alguns movimentos importantes dos gigantes que estão atuando no mercado de mobile payment atualmente e as suas expectativas e dificuldades e, o que o mercado mundial espera deles. Esta disputa terá um papel primordial na definição (e variações) do equilíbrio do ecossistema mundial de mobile payment. A atuação destes grandes players mundiais vai nos mostrar que os grandes lançamentos mundiais nesse segmento terão que esperar até 2013 ou além.

Google Wallet: Problemas com a Escala deverão continuar

O gigante da Web está enfrentando mais problemas do que aqueles com o seu maior prospect na distribuição do seu handset - Galaxy Android Nexus – a Verizon Wireless, que sinalizou que irá bloquear o seu serviço Google Wallet (ver Verizon and Google fire first shots in the mobile wallet wars, NFC World, 06.dec.2011).

A Verizon está buscando manter a carteira eletrônica do Google fora do telefone Android, que foi posto à venda recentemente na cellco americana (Verizon versus Isis, IEEE Spectrum, 13.jan.2012). A carteira de pagamentos do Google compete com planos próprios da Verizon para o sistema de pagamentos mobile próprio da Isis (que tem com as cellcos AT&T e T-Mobile e o cartão Discovery) (ver Isis Coming to Austin, Dailywireless, 22.jun.2011).

O Google tem, aparentemente, perdido a paciência com as táticas de obstrução do provedor de pagamentos Isis e deixou transparecer no início de dezembro passado, quando a Verizon pediu para que a aplicação Google Wallet não fosse disponibilizada para seus assinantes (ver A Google spokesperson confirms that the Verizon Galaxy Nexus will not include Google Wallet).Os hackers já descobriram maneiras de acessar o Google Wallet no novo Samsung Galaxy Nexus mas esta não é uma opção viável para o consumidor médio (ver Hack Brings Google Wallet to Verizon’s Galaxy Nexus, Web Pro News, 19.dec.2011).

O resultado da crítica ao movimento de bloqueio da Verizon pode, eventualmente, incitar a cellco a permitir o download da aplicação Google Wallet no seu handset.

Mas isso provavelmente não vai ajudar muito ao Google com a gama de outros aparelhos para a qual o provedor de pagamentos Isis vai controlar os Elementos Seguros (Secure Element) (ver Referência do Google sobre Secure Element) que o Google precisa ter acesso nas celcos para tornar sua carteira eletrônica operacional. Existem fontes críveis no mercado que dizem que o Google já está considerando suas opções legais.

A menos que as cellcos acionistas do provedor de pagamentos Isis cedam, o Google só pode contar com a cellco número 3 dos EUA - que é a operadora Sprint - para lançar mais telefones que suportem a sua carteira eletrônica (ver Sprint Galaxy Nexus registration page gets served up by Google
, Engadget, 28.jan.2012). Mas esse tipo de fragmentação não vai criar uma massificação generalizada que o Google precisaria para atrair mais emissores de cartão de crédito (p. ex., grandes bancos de varejo) e varejistas para a sua carteira eletrônica, dizem alguns especialistas do setor.

O Google está recebendo uma recepção igualmente fria na Europa, onde ele espera expandir a sua carteira eletrônica e onde as principais cellcos européias já têm os seus próprios planos para lançar carteiras eletrônicas próprias. Ver alguns movimentos de mobile wallet na Europa aqui: Bouygues, Orange and SFR launch joint payment service, Fierce Wireless, 04.feb.2011; Everything Everywhere, O2, Vodafone forge JV to fast-track m-commerce, Fierce Wireless, 16.jun.2011; O2 UK picks suppliers for NFC mobile wallet launch, NFC World, 19.may.2011; Danish mobile operators create NFC joint venture, NFC World, 23.jun.2011; German mobile operators to launch joint NFC payments service, NFC World, 16.aug.2011; e Telefonica to launch NFC in Europe in ‘the next few months’, NFC World, 02.dec.2011).  As cellcos européias podem não tentar bloquear a aplicação Google Wallet, mas não vão  tornar as coisas fáceis para o Google. Ali Salci (Diretor de Serviços Financeiros Móveis), para cellco no. 1 da Turquia, a Turkcell disse recentemente, "Eu não posso dizer que existirá resistência das cellcos, mas não haverá um suporte delas, visto que o modelo de negócios do Google não está estruturado para beneficiar as operadoras móveis.” (ver mais sobre pagamentos móveis na Turquia aqui: Turkey’s Top Telco Plans Major NFC Push in 2012, but Faces Challenges, NFC Times, 05.jan.2012). Um caso de destaque no segmento de NFC no mundo é o da cellco Turkcell (Turquia) que é reconhecida no mercado como uma operadora muito inovadora, por incrível que pareça! Ver aqui os movimentos da Turkcell nessa área: Roll out Information: Turkcell Continues Rollout of NFC Services with More Banks, Phones, NFC Times; Turkcell Pilots NFC Meal-Voucher Service, NFC Times, 04.aug.2011; Turkey’s Top Telco Plans Major NFC Push in 2012, but Faces Challenges, NFC Times, 05.jan.2012; e Turkcell Launches ZTE Android NFC Phone as it Continues Mobile-Wallet Rollout, NFC Times, 24.jan.2012.

Enquanto isso, o Google está tendo problemas também em atrair grandes emissores de cartão de crédito e varejistas, como também tem experimentado alguns problemas técnicos com downloads.

Os bancos JP Morgan Chase, Capital One e provavelmente o US Bank estão planejando ofertar suas aplicações de pagamento com tecnologia de proximidade (NFC) do provedor de pagamentos Isis, uma aparente “esnobada” no Google (ver Isis Expects to Launch with Three Banks; Chase, CapOne Likely
, NFC Times, 10.nov.2011).

O Citibank continua sendo o único banco que anunciou que está participando da carteira eletrônica do Google (ver Google Wallet opens for business, CNET News, 19.sep.2011). O uso da carteira eletrônica, até agora disponível em apenas um único modelo  do Andorid, o Nexus S 4G, na Sprint (a no. 3 dos EUA), ainda está abaixo das expectativas, segundo um fonte confidencial do Capital One que estava preparando o lançamento da Google Wallet, antes de decidir trabalhar com o provedor de pagamentos Isis. Não se sabe exatamente quando o Capital One planeja lançar sua aplicação com o provedor de pagamentos Isis, mas consta no mercado que o banco rejeitou os esforços de aproximação do Google.

Segundo alguns analistas financeiros de E-Commerce é normal que os bancos emissores digam “não” ao Google. “Eles não confiam no Google. Os bancos emissores não vêem as cellcos como uma ameaça. Eles não vêem ameaça da desintermediação. Mas por alguma razão eles vêem isto com o Google.”

Enquanto isso, o Google parece também estar  correndo para reduzir um déficit de confiança com os varejistas. Apesar das garantias do Google - e de outros fornecedores de serviços de carteira eletrônica – muitos varejistas temem que Google utilizará suas transações  e os dados do produto, para outras ofertas que poderiam enviar para varejistas concorrentes.

Um exemplo disto vem do grande varejista americano Best Buy que em Novembro do ano passado disse que a grande cadeia de varejo americano "ainda não obteve a confiança de que precisa" na proteção dos dados das suas transações (ver  Best Buy Fears High Costs and Shared Data in Move to NFC Wallets, NFC Times, 10.nov.2011).

O Google também precisará que os varejistas instalem novos dispositivos de POS para aceitar as ofertas de pagamento via aparelho celular. A aceitação da nova infraestrutura será necessária em grande parte dos POS até mesmo que os mesmos varejistas que já aceitam pagamento com tecnologia de proximidade (NFC). Mas os novos terminais representam uma proposição cara e o Google afirmou que não está preparado para pagar pelos novos terminais POS para a grande massa dos varejistas (ver referências sobre movimentos dos vendors de PDVs: VeriFone: New NFC Players to Change Point-of-Sale Landscape, NFC World, 11.mar.2011; Ingenico to Buy Hypercom’s U.S. POS Business in Prep for NFC, NFC Times, 04.apr.2011; e  NFC POS demand growing, NFC World, 19.dec.2011).

Olhando pelo lado positivo, o Google criou um “burburinho” substancial para a tecnologia NFC e tem a visão real do que a tecnologia pode fazer. Ele tem fidelizado alguns varejistas de renome que não tinham aceitado a tecnologia de proximidade antes, e ele está movendo-se na tentativa de atrair mais emissores.

O Google ainda tem uma chance. O provedor de pagamentos Isis ainda não foi lançado. E as grandes redes de pagamentos MasterCard e Visa estão sendo esperadas para apoiar a Google Wallet em uma base de não exclusividade para manter suas opções em aberto. O MasterCard não tem a sua própria carteira eletrônica, embora tenha comentado que está desenvolvendo uma, e o Visa anunciou recentemente sua carteira eletrônica V.me a ser lançada em 2012 (ver Visa unveils V.me wallet brand, NFC World, 16.nov.2011) está focando, primeiramente, em pagamentos na Internet Móvel.

Mas vai ainda vai se levar tempo para que as questões competitivas entre o Google e o provedor de pagamentos Isis serem desconsideradas, para que o gigante da Web ganhe a confiança dos emissores e dos varejistas. O mercado espera um esforço do Google e da sua carteira eletrônica em 2012.

Finalmente, o Google ainda continua com problemas de aceitação do serviços Google Wallet (ver Is Google Wallet struggling to gain acceptance?, Mobile Commerce Daily, 30.jan.2012).

Isis: Vitórias iniciais na Guerra, mas Plataforma está atrasada

Como já vimos, o provedor de pagamentos Isis é uma joint venture entre a Verizon Wireless (1a cellco americana), a AT&T (2a cellco americana) e T-Mobile (4a cellco amareicana) que planeja lançar os seus serviços de pagamento com a tecnologia NFC em algumas cidades americanas.

Segundo informações de mercado, o cronograma do provedor de pagamentos Isis está atrasado. Isto levanta questões sobre se até mesmo o seu lançamento comercial modesto em duas cidades americanas médias (como Salt Lake e Austin) vai sair como o planejado, em meados desse ano. O provedor Isis já havia anunciado anteriormente que esse lançamento poderia acontecer já no primeiro trimestre de 2012.

De qualquer forma, a ação real não vai realmente começar até 2013, quando o provedor de pagamentos Isis disse que planeja lançar seu serviço em todo o país, com muito mais aparelhos celulares e serviços. Antes disso, teria menos de 1 milhão de handsets suportando a sua carteira eletrônica disponível para os assinantes.

Os grandes emissores de cartões estão se alinhando com o provedor de pagamentos Isis, não só porque as cellcos prometem capturar mais clientes da sua base de assinantes do que o Google poderia capturar, segundo observadores de mercado. Aqui tem um ponto crucial que talvez o Google não tenha levado em conta – em toda a sua dimensão - na sua estratégia do Google Wallet: quem realmente controla o Elemento Seguro do celular capaz de armazenar as diferentes carteiras eletrônicas são as operadoras de telefonia móvel!

A visão de Nick Holland, analista senior do Yankee Group dos EUA, é que “o provedor de pagamentos Isis tem sido uma entidade mais de serviços sobre o ângulo financeiro que o Google, e parece que as instituições tradicionais de serviços financeiros serão mais um componente importante do modelo de negócio que o Google Wallet, onde as instituições financeiras estão posicionadas no “assento traseiro” na visão global do Google de comandar o negócio de advertising no mundo físico.”

Além do medo do desconhecido com o Google, os bancos estão também preocupados de serem “esmagados” pela marca Google, segundos outro analista de mercado.

O provedor de pagamentos Isis também pode entregar muito mais para os clientes e handsets que o Google, com as três cellcos acionistas que compõem a joint venture pois têm 76% do mercado de telefonia móvel dos Estados Unidos e vendem 130 milhões de aparelhos celulares por ano. Estas cellcos poderiam solicitar chips de NFC em muitos dos seus modelos e, ao contrário do Google, passaria a controlar os Elementos Seguros (quem tem o controle da  UICC do aparelho celular é a empresa de telefonia móvel). Todos os principais fabricantes de celulares, exceto para a Apple, que não se comprometeram ainda a tecnologia NFC, disseram que apoiariam as especificações técnicas do provedor de pagamentos Isis.

Na opinião de outros analistas de mercado, os emissores de cartões dos EUA não podem se dar ao luxo de ignorar o provedor de pagamento Isis, mas provavelmente vão se irritar por ter de pagar para fazer parte da carteira eletrônica desse provedor. Não haverá grande amor entre os emissores pelo provedor Isis.

A oferta do provedor Isis, embora inicialmente atraente para os emissores de cartões, devido ao enorme alcance de mercado do provedor Isis, é limitada à medida que os emissores não vão querer pagar taxas adicionais em um negócio que já têm uma margem apertada e em um negócio, tipicamente, de alto custo.

Todas as quatro principais redes de pagamento dos EUA - Visa, MasterCard, American Express e Discover Financial Services, também disseram que gostariam trabalhar com o provedor de pagamentos Isis. O Google também ganhou um compromisso das redes para continuar com sua carteira eletrônica e o MasterCard  é um parceiro até agora. Mas o MasterCard, espera-se também, que faça parte do provedor Isis no seu lançamento.

E da mesma forma que alguns bancos e varejistas, há alguma inquietação sobre as intenções do Google em relação aos dados dos clientes por parte da American Express.

David Messenger (Executive VP for Online and Mobile), disse recentemente que o American Express acredita que estará competindo com o Google porque ambas empresas querem utilizar os dados de consumidores para suas ofertas e também ofertar outras promoções para os clientes (ver AmEx Exec: NFC at Point of Sale Not Ready for at Least Three Years, NFC Times, 10.nov.2011). Ele argumenta que o American Express é mais confiável do que o Google, embora o Google tenha insistido que iria proteger os dados das transações de pagamentos. Dessa forma, o AmEx acredita que o Google Wallet desintermediaria ele.  Embora o provedor Isis, seja mais o provável para atrair grandes emissores de cartões do que o seu principal rival Google, este provedor tem muito a provar antes de seu lançamento nacional previsto para 2013, incluindo se ele pode garantir o lançamento prévio das cidades Salt Lake e Austin no prazo anunciado, como também lançar em todo os EUA a plataforma nacional de apoio a pagamentos, cupons, tickets e uma gama de outras aplicações, como tem prometido.

Esperando pela Apple ... novamente!

Alguém, muito importante, ainda está fora dessa guerra do Mobile Payment. Esse alguém é nada mais nada menos que a Apple que segundo o Global Best Brands 2011 da Interbrands hoje é a marca que mais se valoriza no mundo crescendo 58% em valorização em 2011 atingindo o valor de 33,5 BUS$ e ocupando a 8ª posição e desbancando rivais como a HP e a Nokia (ver 2011 Ranking of the Top 100 Brands, Interbrands). A Apple teve um resultado estupendo no 4º trimestre de 2011 com um lucro de 13,6 BUS$ e receita de 46 BUS$ vendendo mais de 37 milhões do seu iPhone globalmente. Atualmente, a Apple tem 97.6 BUS$ em reservas (ver Apple: Boom Time, Dailywireless, 25.jan.2012).

Depois que a Apple confirmou que não iria apoiar a tecnologia NFC em seu iPhone 4S, não demorou muito para que os “blogueiros” de tecnologia e jornalistas especularem que o iPhone 5 teria um pacote de NFC em 2012. Naturalmente, estes mesmos “blogueiros” e jornalistas especularam que a Apple iria apoiar a tecnologia NFC no 4S e antes que no iPhone 4 e, para alguns até, no iPhone 3G. Mas isto não ocorreu!

Faz todo sentido que a Apple adote a tecnologia NFC para o seu próximo iPhone, dado que todos os outros fornecedores de plataformas de smartphones já abraçaram o NFC, incluindo o maior rival da Apple – o Google - e da a última versão sistema operacional Android, juntamente com a Microsoft com o Windows Phone 8 esperado para esse ano (ver Microsoft picks NXP for NFC in Windows 8, NFC World, 13.sep.2011 e Microsoft Requires ‘Visual Mark’ for Windows 8 Devices Supporting NFC, NFC Times, 19.jan.2012), e também da enfraquecida RIM (do BlackBerry) (ver NFC in BlackBerry, NFC World), bem como Samsung com o Sistema Operacional Bada (ver NFC in Bada, NFC World).

Embora pareça provável, ainda é muito cedo para dizer se a Apple vai adotar ou não a tecnologia NFC para o próximo iPhone 5. Isto depende se a empresa de Cupertino acredita que a tecnologia NFC atingiu a maturidade, e depois, e se há locais suficientes para utilizar um iPhone com a tecnologia NFC (esta é uma pergunta crucial!). A maioria dos observadores da indústria acreditam que a falta desses requisitos são as principais razões por que a Apple não considerou – até agora -  a tecnologia NFC nas versões anteriores do seu tão badalado iPhone.

Existem duas escolas de pensamento sobre os planos da Apple para a tecnologia NFC, uma vez que ela venha a adotar a tecnologia. Uma diz que a Apple vai usar a tecnologia, principalmente para permitir aos usuários sincronizar os dispositivos da Apple e compartilhar conteúdo usando os recursos peer-to-peer e tag de leitura com NFC. A outra insiste que a Apple tem a intenção de construir a sua própria carteira eletrônica móvel (mobile wallet) e entrar no negócio de pagamento.

Para apoiar a segunda idéia acima, jornalistas do setor afirmam que a Apple contratou o especialista em NFC Benjamin Vigier – que trabalhou nos últimos tempos na Starbucks Card Mobile - há quase 18 meses, apesar do fato de que as suas credenciais como uma autoridade NFC não ser consensual, e ele tem sido sempre contratado para ajudar no desenvolvimento de mCommerce nas lojas de varejo da Apple (ver Who is Apple's Benjamin Vigier?, NFC Times, 22.aug.2010; With Google Backing NFC, Apple Can't Afford to Pass on the Technology, NFC Times, 24.jan.2011; e Apple hires NFC expert as mobile commerce product manager, NFC World, 13.aug.2010).

Pouco existe de outras evidências para apoiar a premissa de que a Apple tem projetos para a indústria de pagamentos, apesar de suas dezenas de milhões de títulos de conta no iTunes. A Apple não é uma empresa de pagamentos, como Visa, MasterCard e PayPal são, apontam especialistas do setor NFC.

A Apple vende dispositivos, músicas e aplicativos e usaria a tecnologia NFC para aumentar ainda mais os seus negócios, dizem eles. Se fizer qualquer movimento maior na área de pagamentos, a Apple teria que se submeter à uma regulamentação governamental muito maior e operar com margens muito inferiores as quais ela está acostumada.

Além disso, teria de superar o enorme desafio que outros promotores de mCommerce,  baseado na tecnologia NFC, estão enfrentando, incluindo o Google, por exemplo, a escassez de de aceitação nos pontos de venda. Converter o seu próprio iPhone e iPad em terminais POS de mão com tecnologia de proximidade não daria a cobertura de que ela necessitaria para estabelecer a sua própria marca de pagamentos no ponto de venda físico, dizem eles.

Na opinião de um veterano da indústria "não há nenhuma maneira da Apple sair com uma mobile wallet; o mercado já tem o provedor de pagamentos Isis, e a Apple não gosta de jogar bonito com os outros. Se você olhar para a maioria de suas patentes, elas não têm nada a ver com  pagamentos." Ele acredita que a Apple irá colocar a tecnologia NFC no seu iPhone 5 por causa da pressão do Google e da sua plataforma Android, a partir de aplicações não relacionadas com pagamento, mas especialmente por causa da tecnologia P2P do Google.

"A tecnologia do Google Beam vai tornar-se muito mais popular nos próximos meses", disse ele. "Quando eu tiver um endereço que eu quero transferir ou um cartão de visita ou música que quero ouvir ou um jogo que eu estou jogando, posso compartilhá-la com outro usuário apenas aproximando do seu aparelho. Isso vai realmente empurrar Apple."

Assumindo que a Apple adote a tecnologia NFC para a próxima versão do seu iPhone, é provável que também incorpore um Elemento Seguro. Há pouca dúvida de que esse chip seria embutido no telefone, e estaria sob o controle completo da Apple, dizem observadores. Para aqueles que não vêm um cenário possível de mobile wallet para a Apple, eles acreditam que a Apple iria usar o chip para a gestão de direitos digitais de conteúdo e software.

Para emparelhar e partilhar, a Apple também precisa construir chips NFC em seus outros dispositivos. Ainda não há sinais de chips NFC encontrando seu caminho em qualquer aparelho da Apple, deixando sozinho o caso do roteiro muito bem guardado do próximo iPhone.

Portanto, parece que partidários da indústria de NFC em busca de pistas terão que esperar até as semanas – ou os dias - que antecederão o lançamento do novo iPhone 5 para saber quais são  os reais planos da Apple com seu novo handset em relação a tecnologia NFC (ver referências sobre Apple & NFC: Apple planning to offer merchants low cost NFC payments terminals ..., NFC World, 25.jan.2011; Apple Job Openings Add to Speculation it Will Support NFC, NFC Times, 01.feb.2011; Doubts Growing That Apple Will Adopt NFC in Next iPhone, NFC Times, 14.mar.2011; Apple Snubs NFC in New iPhone, But Other Smartphones Expected, NFC Times, 08.jun.2011; e Apple Passes on NFC Again–Impact Will be Muted, Say Industry Observers, NFC Times, 05.oct.2011).

E no Brasil hein, como estamos?

O NFC no Brasil está engatinhando ou, se preferir, ainda não aconteceu, ponto! Falta, ainda, uma visão empreendedora envolvendo importantes players nos novos serviços de forma a “tentar” massificar a utilização do Mobile Payment com a tecnologia NFC.

Em relação ao mPayment, vemos alguns movimentos iniciais – mas nada com a tecnologia NFC - de parcerias isoladas de bancos com cellcos (Bradesco & Claro e Itaú & Vivo/Telefónica) e cartões de créditos com cellcos  (Mastercard, Redecard  & Vivo/Telefónica).

Um pequeno movimento de um provedor de serviços com uma rede de capturas (Paggo & Cielo) que não vemos muito futuro por estar limitado a apenas uma cellco – a Oi. Pelo menos – até agora – nenhuma outra cellcopulou na barca” da Paggo.

Não acreditamos também que teremos mais cellcos no provedor Paggo: por exemplo, a Claro já trabalha com o Bradesco e  a Vivo com o Itaú. Nesse cenário inexpressivo de Mobile Payment no Brasil ainda precisamos que a TIM, o Banco do Brasil, o Santander, a Caixa e o Visa “digam para que veio”!

Também existe uma pergunta que que não quer calar: a Oi vai “apostar todas as fichas” na Paggo? Sei não hein?! Sentimos ainda uma ausência maior  nesses movimentos: o mercado varejista que será muito importante para impulsionar a tecnologia NFC no Brasil.  

Uma boa surpresa: a SP Trans anunciou que estuda usar o pagamento por celular nos ônibus de São Paulo. Transporte Público é também uma grande área de alavancagem da tecnologia NFC! Existe uma expectativa que Operadoras de Telefonia Móvel lancem os primeiros serviços em NFC no Brasil em 2012.

Pelos que vimos acima,  no Brasil ainda não temos notícias concretas de nenhum player importante fazendo algum movimento respeitável com a tecnologia NFC. Algum movimento interessante ainda terá que aparecer no cenário nacional de Mobile Payment com a Tecnologia de Proximidade ... Muita “água ainda vai ter que rolar debaixo dessa ponte”!

A seguir destacamos os registros recentes desses movimentos no Brasil, a saber:

A Regulação do Mobile Payment no mundo começa a sua caminhada!

Em relação à Regulação de Mobile Payment tivemos dois importantes anúncios no mundo agora no início de 2012, a saber: um da Comissão Europeia e outro da FTC (Federal Trade Commission) americana. Estes “embriões” de Regulação podem servir de exemplos para movimentos de outros países em relação ao mPayment.

A Comissão Europeia publicou um White Paper para avaliar o uso Cartão de Crédito atual, da  Internet e do cenário Mobile Payment e, está pedindo as partes interessadas que contribuam com os seus pensamentos para assegurar que um moderno ambiente integrado de pagamentos que possa ser implementado em toda a Europa. Muito Interessante esse passo dado pela Comissão Europeia! (ver Green Paper: European Union calls for comment on future of payments, NFC World, 17.jan.2012 e  Green Paper:Towards an integrated European market for card, internet and mobile payments
[PDF], European Commission, 11.jan.2012).

A FTC americana também está querendo receber comentários de representantes da indústria, grupos de consumidores, provedores de tecnologia e acadêmicos sobre Mobile Payment em um Workshop a ser realizado em Washington em 26 de abril desse ano (ver FTC looks into mobile payments, NFC World, 30.jan.2012 e Federal Trade Commission (FTC) to review mobile payments, NFC News, 31.jan.2012). Esse Workshop será promovido pela própria FTC (ver FTC to Host Workshop on Mobile Payments and Their Impact on Consumers, FTC, 26.jan.2012).

Pelo que vimos, o Mobile Payment vai chegar. Os anos de 2012 e 2013 serão muito importantes para vermos como esse cenário vai se delinear no mundo. Esse tema parece com aquela máxima popular em relação aos shows do velho (e querido) Tim Maia ... “Demora mas acontece”!  Então tá! Esperemos então!

Referências

NFC in Banks from NFC World

NFC in Transport from NFC World

Paris Metro cards moving to phone-compatible NFC system, Verge, 31.jan.2012

NFC in Mobile Operator from NFC World

Mobile Payment War: ISIS Vs Google, Dailywireless, 06.dec.2011

T-Mobile Squares Off on Mobile Payments, Light reading, 31.jan.2012

Mobile Payments: FAQs for Retailers, Software Advice, 25.jan.2012

NFC in Retail from NFC World

Why mobile payments still haven’t revolutionized retail, Venture Beat, 25.jan.2012

Retail Gets Mobilized, Light Reading, 30.jan.2012

Uma área que está começando a olhar com atenção a tecnologia NFC é a de Viagem. Ver referências recentes: Amadeus : From chaos to collaboration – insight into the future of travel, Amadeus, 11.jan.2012 [PDF]; Amadeus reports on the future of travel, NFC World, 17.jan.2012; SITA and Orange develop NFC-based airport check-ins, let you bump the TSA (video). Engadget, 24.jan.2012; e SITA demonstrates NFC for airport check-ins, NFC World, 23.jan.2012

EMVCo White Paper on Contactless Mobile Payment, EMVCo White Paper, September 2011

Mobile Moving Forward in 2012: Insights from Top-Tier Financial Institutions, FISERV White Paper, November 2011

Business models for NFC payments, Mobey Forum White Paper, 11.oct.2011

Mobile payments to overtake cards within ten years, NFC World, 14.sep.2011

World Payments Report 2011, Capgemmini, RBS and EFMA White Paper, September 2011

The long road for mobile payments, GigaOM, 23.dec.2011

By 2020, half of all Visa Europe’s payments will be mobile, GigaOM, 18.jan.2012

Mobile Payments Need to Be Smart: On the Road With the Google Wallet, Read Wite Web, 06.jan.2012

4 payment industry predictions for 2012, GigaOM, 07.jan.2012

Great mobile payments and branchless banking Videos - a limited collection, Mobile Banking, 28.jan.2012

By 2020, half of all Visa Europe’s payments will be mobile, NFC World, 18.jan.2012

PayPal’s First Mobile Payments Pilot Is With Big-Box Retailer Home Depot, AllthingsD, 06.jan.2012

PayPal plans to be in more than 2,000 Home Depot stores by March, GigaOM, 20.jan.2012

PayPal’s Don Kingsborough: In-store payment is ours to lose, GigaOM, 14.jan.2012

Emitido por Eduardo Prado
Data: 05.fev.2012

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