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10 mudanças que vão mexer com computação na nuvem em 2012

Convergência Digital - Cobertura Especial CeBIT 2012
:: Da redação - 13/01/2012

2011 será lembrado como o ano da computação em nuvem, já que foi o ano em que o conceito se energizou e ganhou o mercado. A abordagem em nuvem foi adotada por várias organizações e muitos fornecedores já garantiram seu lugar no jogo. Mas o que virá em 2012? Conheça as 10 mudanças prometidas para este ano.

1 – Cloud deixará de ser um termo de diferenciação – o mercado chegará ao ponto em que cloud será simplesmente aceito como uma plataforma de entrega de aplicações e serviços. O conceito estará mais forte que nunca mas, ironicamente, não será mais encarado como uma quebra de paradigma. A expectativa é que, por conta disso, os fornecedores de TI comecem a criar novos termos.

2 – muitas empresas vão seguir o exemplo de governos federais de adotar uma política “cloud first” – no último ano, como parte de um esforço para reduzir o orçamento de TI em US$ 80 bilhões, o governo norte-americano determinou que todas as agências deveriam considerar primeiro as opções de computação em nuvem para seus projetos. Reconhecendo o sucesso da medida, e sua adoção massiva, as empresas vão adotar suas próprias abordagens “cloud first” quando considerarem a compra de novos sistemas.

3 – a pressão fará aumentar demonstrações de ROI em cloud – mesmo a adoção da abordagem “cloud first” pelo mercado corporativo não vai tirar a pressão pela demonstração do retorno sobre o investimento feito em nuvem. O mundo tradicional de TI sempre trabalhou assim e, por algum tempo, deixou que os projetos em nuvens – tão novos e inovadores – passassem em branco. Com a nuvem tornando-se normal, isso deve acabar. Parte do cálculo deverá levar em conta provisões para continuidade de negócios. O ponto é: cloud computing será usada para gerar valor ao negócio, não por modismo, e em muitos casos, não será a abordagem mais eficiente.

4 - as nuvens privadas vão crescer mais rápido que as nuvens públicas – muitas empresas, especialmente aquelas com grandes estruturas de TI ou ativos de dados sensíveis, estão descobrindo que vale a pena adotar o modelo de cloud para entregar seus próprios aplicativos internos como serviço. Como a virtualização continua crescendo, as oportunidades para a criação de nuvens privadas crescerão também. Aplicativos internos serão entregues por meio de serviços em nuvem exclusivos do negócio.

5 – as nuvens privadas vão ampliar o papel da TI nos negócios – as organizações não apenas confiam na TI para operar, mas a veem como uma estratégia chave para o crescimento em uma economia global super competitiva. Enquanto terão menos tempo para gerenciar suas próprias infraestruturas, os executivos e gerentes de TI serão chamados a opinar e guiar suas empresas neste novo território. Parte da nova proposição de valor da TI será ver o próprio negócio crescendo como provedor em nuvem, mesmo que não esteja diretamente relacionado à tecnologia.

6 – os departamentos de TI serão facilitadores e concorrentes dos provedores de nuvens públicas – as organizações agora podem escolher onde comprar serviços de TI: de seus próprios departamentos de TI ou de provedores externos. Enquanto muitos executivos de TI vão assumir o papel de conselheiros sobre estas decisões, seus departamentos terão que fornecer bons business cases para provar que seus serviços são melhores, em custo e oferta de valor. Muitas empresas vão usar um mix de serviços internos e externos, e os departamentos de TI terão que competir por estes contratos. Por outro lado, eles também poderão oferecer seus serviços para outras empresas.

7 – a separação entre provedores de serviços e clientes não será tão nítida – em muitos casos, as empresas serão ambos. Com o crescimento das nuvens privadas, muitas empresas vão desenvolver e oferecer seus serviços ao mercado. Hoje isso é visto no modelo de lojas de aplicativos, onde os desenvolvedores de software conseguem obter uma receita considerável com a publicação de aplicativos na nuvem.

8 – nuvens públicas começarão a ser vistas como mais seguras que os sistemas on-premise – a segurança dos dados tem sido vista como o maior desafio para o uso de nuvens externas, mas isso começa a mudar. Já é possível encontrar CIOs que reconhecem que um provedor bem treinado e em conformidade com SAS-70 pode cuidar de seus dados melhor que sua estrutura e equipe, que precisam ser sempre atualizados em procedimentos e protocolos.

9 - o crescimento econômico vai acelerar a criação de mais negócios na nuvem – a disponibilidade de recursos computacionais baratos em nuvem provavelmente dará início a um boom de startups, de um modo nunca visto antes. O desenvolvimento de novos produtos, sem a necessidade da aprovação dos departamentos financeiro e de TI, são um bom meio de estimular o espírito empreendedor.

10 – a nuvem vai mudar o modelo de terceirização – com mais empresas adotando princípios e práticas SOA, a terceirização deverá se tornar uma opção mais simples e gerenciável. Ao mesmo tempo, haverá poucos acordos multimilionários, onde estruturas inteiras de TI serão entregues a terceiros. Uma forma mais modularizada de terceirização vai ganhar espaço por conta da padronização de serviços e componentes em nuvem, o que tornará mais fácil terceirizar pedaços da estrutura. Como resultado, o mercado verá mais “micro outsourcing” e menos acordos milionários.


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