Em entrevista à CDTV, do Convergência Digital, concedida durante o Rio Info 2011, realizado de 27 a 29 de setembro, no Rio de Janeiro, o diretor-geral do Departamento de Segurança da Informação e Comunicações (DSIC), da Presidência da República, Raphael Mandarino, revelou que, hoje, há 320 grandes redes contabilizadas no país,- sem contar com as privadas - sendo que várias delas, como a do Banco do Brasil, possuem mais de 1 milhão de PCs conectados.
"Nessa contabilidade estão empresas como Correios, Serpro, que têm ponto de presença em todo o Brasil. A média de ataques para cada uma é de 4 milhões/ano, mas o que nos preocupa é aproximadamente 1% disso - 2.100 ataques/hora. Esses não são vírus, não são phising. São ataques para parar a pesquisa e o desenvolvimento", afirma o diretor da DSIC, da Presidência da República.
Apesar da forte visibilidade para os cibercriminosos, Mandarino sustenta que o Brasil está, sim, preparado para suportar possíveis demandas cibernéticas em função dos megaeventos. "Passamos pelo Pan-Americano de 2007 sem qualquer problema, e já estamos trabalhando para eventos como o Rio+20 (que acontece em 2012), Copa do mundo e Olimpíadas", diz, lembrando, no entanto, que as 'pedras brancas estão com os criminosos. Nós estamos sempre jogando na defesa".
Uma das ações mais incentivadas no governo é a formação de CSOs, responsáveis pela segurança da Informação. Mandarino conta que o curso exige bastante. "O índice de reprovação está em 20%, considerado alto, mas é porque queremos profissionais de ponta atuando. Já formamos 80 CSOs, estamos finalizando a graduação de mais 160 e, agora, o curso está sendo ministrado a distância, para ampliar o seu escopo", detalha. Assista a entrevista de Raphael Mandarino, à CDTV, do Convergência Digital.
Detectado pela Microsoft, malware identifica se o computador infectado tem conta ativa na rede social, onde é capaz de mandar mensagens, se juntar a grupos, ‘gostar’ e compartilhar arquivos. Mas a extensão dos “poderes” desse vírus ainda não estão claras.
O país também teve representação expressiva na disseminação dos ataques a linguagem Java no 1º trimestre. Segundo levantamento, no caso do Conficker, 26% dos ataques registrados no mundo saíram do Brasil.
O alvo são os usuários do Android e o ataque começa com o envio de solicitação de instalação de certificação de segurança (SSL) falsa. Objetivo é roubar os códigos de autenticação mTANS (mobile transaction authentication number) e os PINs (personal identification number) das contas bancárias.
Associação de Defesa do Consumidor testou 10 programas pagos e três gratuitos. AVG teve o pior desempenho entre os gratuitos. Entre os pagos, McAfee e Norton apresentaram as piores performances nos itens firewall, detecção de malware e proteção de sites.