O LinkedIn, rede profissional com mais de 120 milhões de membros em todo o mundo e mais de 4 milhões no Brasil, anunciou nesta quarta-feira, 28, os resultados de uma pesquisa sobre os fatores que mais irritam os profissionais em seus ambientes de trabalho.
A pesquisa revelou algumas diferenças interessantes entre países e respectivas culturas, por exemplo:
- Brasileiros mostraram-se os mais irritados com a fofoca excessiva no escritório;
- Norte-americanos são os que mais detestam constatar que alguém roubou sua comida do refrigerador disponível na empresa;
- Alemães lideram a lista dos que ficam muito bravos com a sujeira encontrada em eletrodomésticos de uso coletivo no escritório (aparelho de microondas e refrigerador, por exemplo);
- Indianos odeiam ouvir os constantes toques de telefones celulares dos colegas;
- Japoneses são os que mais detestam ser motivo de piadas na companhia.
Também foi possível registrar diferenças entre sexos. No Brasil, o uso de roupas inadequadas (blusas decotadas e saias curtas, por exemplo) no escritório irrita mais mulheres do que homens; 76% do público feminino contra 44% do masculino.
Independentemente de nacionalidade ou sexo, o fator que mais irrita no escritório (78% dos mais 17 mil de profissionais entrevistados pelo LinkedIn) é “pessoas que não se responsabilizam por suas atitudes e decisões”.
O LinkedIn faz ainda um alerta importante para quem busca uma nova oportunidade: no Brasil, os responsáveis por definir eventuais contratações ficam muito mais irritados com funcionários que abusam na quantidade de ligações pessoais durante o expediente, do que os líderes que não têm sob sua responsabilidade a escolha de novos talentos para a empresa.
“Comportamentos que irritam os demais integrantes do time contribuem para um clima de desconfiança e conflito. Isso certamente tem influência no relacionamento interpessoal e, consequentemente, na produtividade da equipe”, afirma Marilda Andrade, professora de liderança e gestão de pessoas do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa). “Muitas vezes, os líderes estão preocupados com aspectos técnicos ou funcionais da conduta de seus liderados e têm dificuldade em perceber que os pequenos incidentes gerados por esses conflitos aparentemente pouco importantes é que vão, ao longo do tempo, desgastando as relações”, conclui Marilda.
O país que mais registrou fatores que irritam no trabalho é a Índia, e a Itália foi a nação cujos profissionais menos listaram reclamações. Dentre os 16 países pesquisados, o Brasil ficou em quarto lugar no ranking.
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Ao invés de reclamar da dificuldade em encontrar colaboradores qualificados, as empresas devem abrir as portas para jovens estudantes e dar um passo à frente na qualificação de mão de obra.
A questão é simples: o nível de preparação e engajamento das pessoas é o que determinará o sucesso da execução das estratégias. Portanto, reforço a indagação crucial deste artigo: a sua empresa está pronta para os melhores talentos?
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