O Idec - Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor - lidera uma campanha contrária à aprovação do Projeto de Lei nº 84/99, conhecido como PL Azeredo, que trata de crimes cibernéticos, tramita em caráter de urgência e pode ser votado assim que a Câmara voltar do recesso parlamentar, em agosto.
O PL apresenta punições para crimes cometidos na internet, mas, segundo o Idec, acaba criminalizando também ações cotidianas dos consumidores, como o compartilhamento de conteúdos, a transferência de músicas já compradas de um CD para um computador ou outros dispositivos eletrônicos e o desbloqueio de aparelhos celulares. Se aprovada, a proposta limitará significativamente a liberdade dos consumidores na rede.
Conhecido como AI-5 digital, em referência ao ato que restringiu direitos civis na época da ditadura militar, o PL Azeredo, sustenta o órgão, ameaça a privacidade do consumidor, instaurando o monitoramento praticamente integral de suas ações na rede e atribuindo competência aos provedores de internet para coletar e guardar os dados pessoais sem qualquer regulação prévia.
"Vale lembrar que, na internet, praticamente todas as ações passam por relações de consumo, desde o comércio eletrônico até as redes sociais, onde, portanto, devem valer os princípios do CDC (Código de Defesa do Consumidor)", afirma o advogado do Idec, Guilherme Varella. O órgão reivindica que o PL seja colocado na Comissão de Direitos do Consumidor, possibilitando o debate aberto e a revisão da proposta, antes que ela seja colocada em votação.
Além disso, o Instituto entende que a primeira necessidade, antes da aprovação de qualquer projeto sobre crimes na internet, é a criação de um marco civil sobre o tema. "O PL prevê que os provedores de internet, que já retém as informações sobre os históricos de navegação dos consumidores na rede, ganhem poder de polícia e passem a monitorar os usuários", explica Varella.
Para mostrar sua rejeição ao PL, o Idec lançou a campanha "Consumidores contra o PL Azeredo", onde defende que o assunto seja amplamente debatido com diversos setores da sociedade civil. Ideia é entregar uma petição - com milhares de assinaturas - aos parlamentares do Congresso Nacional.
Detectado pela Microsoft, malware identifica se o computador infectado tem conta ativa na rede social, onde é capaz de mandar mensagens, se juntar a grupos, ‘gostar’ e compartilhar arquivos. Mas a extensão dos “poderes” desse vírus ainda não estão claras.
O país também teve representação expressiva na disseminação dos ataques a linguagem Java no 1º trimestre. Segundo levantamento, no caso do Conficker, 26% dos ataques registrados no mundo saíram do Brasil.
O alvo são os usuários do Android e o ataque começa com o envio de solicitação de instalação de certificação de segurança (SSL) falsa. Objetivo é roubar os códigos de autenticação mTANS (mobile transaction authentication number) e os PINs (personal identification number) das contas bancárias.
Associação de Defesa do Consumidor testou 10 programas pagos e três gratuitos. AVG teve o pior desempenho entre os gratuitos. Entre os pagos, McAfee e Norton apresentaram as piores performances nos itens firewall, detecção de malware e proteção de sites.