A Telefônica ainda não sabe como vai disponibilizar o serviço de banda larga popular em São Paulo para os consumidores que não são seus assinantes e é por isso que, ao contrário dos anúncios da empresa feitos no Futurecom, a oferta não começou na segunda-feira, 9/11.
Segundo o presidente da operadora, Antônio Carlos Valente, a questão é como resolver o acesso nas residências onde a linha telefônica não chega. Ele lembrou que a rede da empresa vai até o poste diante das casas, mas sem a extensão para a residência, a tele não tem sequer como saber se a oferta de banda larga é viável em determinado endereço.
“A questão de ser assinante não está muito bem entendida. Se eu não tiver uma linha estendida eu não tenho nem como ver se é viável ou não, aquele cliente não existe para mim, não tem uma continuidade física, elétrica“, sustentou Valente.
A banda larga popular foi regulamentada por decreto do governo paulista e prevê isenção de ICMS para conexões de até 1 Mbps, sendo que o serviço, incluindo modem, não pode custar mais de R$ 29,80 ao consumidor.
A Telefônica sugeriu que pretendia oferecer acesso de 250 kbps nos moldes do decreto essencialmente a seus atuais assinantes, mas a ideia atraiu reclamações de órgãos de defesa do consumidor, da Anatel e da própria Secretaria da Fazenda de São Paulo. A interpretação mais comum é de que se trataria de venda casada de serviços. A Fazenda paulista sustentou que, dessa forma, o serviço não faria jus à isenção de ICMS.
“Estamos fazendo alguns ajustes. Para assinantes a gente com certeza tem. Estamos estudando ver como fazer nos outros casos“, disse o presidente da Telefônica.