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Android começa a atrair os desenvolvedores de aplicativos

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:: Da redação*

Os aplicativos móveis para smartphones estão na onda. O fato de a loja de aplicativos da Apple (Apple’s App Store) ter registrado mais de um bilhão de downloads em apenas 12 meses mostra que os usuários de smartphones têm 'fome' por aplicativos que façam seus telefones mais fáceis de usar e mais divertidos.

Mas os desenvolvedores - grandes ou pequenos - contam com recursos e tempo limitados e eles devem escolher para qual plataforma vão criar primeiro. Até aqui, parece claro que o iPhone é o primeiro alvo. Como resultado, a Apple tem a maior loja de aplicativos móveis - mais de 75 mil - no mercado.

Para os consumidores, isso significa que os mais novos e empolgantes aplicativos estarão disponíveis para o iPhone antes dos demais. E a razão para os criadores escolherem desenvolver primeiro para o iPhone é simples: Ele possui a maior base de usuários interativos.

Além disso, conta com um canal de distribuição fácil e eficiente, usando a loja do iTunes. E é fácil desenvolver, dado que há apenas um tamanho de tela e uma única versão do sistema operacional.

"Não há dificuldade em desenvolver para o iPhone", diz Noam Bardin, presidente de uma empresa de aplicativos móveis chamada Waze, que desenvolve aplicativos de navegação para as plataformas iPhone, Android, Symbian e Windows Mobile. “Você tem mais retorno para cada linha de código que escreve para o iPhone. Mas então vem a pergunta: qual plataforma desenvolver a seguir?”

No momento, parece que os grandes desenvolvedores estão criando aplicativos para dispositivos BlackBerry. E depois para o Google Android. “O que acontece é que o Android é a terceira plataforma a se pensar”, diz Alex Quilici, presidente da YouMail, um serviço gratuito de voicemail visual disponível para dispositivos iPhone, BlackBerry e Android.

No início da semana, a Yahoo anunciou um aplicativo de Flickr (um site de compartilhamento de fotos) para iPhone, além de outros dois para a mesma plataforma, e um punhado deles para dispositivos BlackBerry. A empresa disse que planeja versões para outros aparelhos, como o Android, mas mais tarde.

“Vamos disponibilizar esses aplicativos para dispositivos Android e Palm Pre mais tarde”, diz Sandeep Gupta, diretor senior de aplicações móveis da Yahoo. “Não estamos esperando que esses dispositivos ganhem massa crítica, mas temos que priorizar. E isso significa desenvolver primeiro aplicativos para dispositivos móveis que a maioria dos usuários interativos utiliza”.

iPhone e BlackBerry lideram o mercado de smartphones nos Estados Unidos, então, faz sentido que desenvolvedores como a Yahoo priorizem esses dispositivos. Mas à medida que mais aparelhos Android cheguem ao mercado nos próximos meses, essas prioridades podem mudar.

A Apple, que tem pelo menos dois anos de dianteira em relação ao resto do mercado, será claramente a prioridade dos desenvolvedores ainda por um bom tempo. Mas o Android vai acabar ganhando mais atenção também. “Veremos um lento mas consistente aumento nos desenvolvimentos para Android”, diz Quilici.

Nesta semana, dois dos aplicativos móveis mais populares – a rede social Facebook e o serviço de rádio online Pandora – lançaram versões para Android de aplicativos que já estavam disponíveis há meses na App Store e na BlackBerry World.

Em vários anos, o Android tem potencial de ser uma plataforma ainda maior que o iPhone para os desenvolvedores. Muitos já estão impressionados com a abertura da Google ao mercado. Não apenas o código-fonte é livremente disponível aos desenolvedores, mas eles também podem disponibilizar seus aplicativos diretamente na Android Market. Isso significa que desenvolvedores podem disponibilizar atualizações ou novas versões de aplicativos imediatamente, ao invés de esperarem pela aprovação da Apple.

Se há uma coisa que pode prejudicar a Apple no longo prazo é o fato da empresa aprovar cada aplicativo que entra na App Store. Desenvolvedores reclamam que o processo pode ser longo e que aplicativos são negados sem nenhuma explicação particular.

“O grande desafio para um desenvolvedor, em relação à Apple, é conseguir que o aplicativo seja certificado”, diz Bardin."Todo o processo é uma caixa-preta. Não se sabe quanto tempo vai levar ou se o aplicativo será aprovado".

A plataforma Android é considerada a mais fácil para s desenvolver aplicativos. Mas, até agora, o mercado é pequeno porque há apenas dois dispositivos disponíveis nos EUA – G1 e MyTouch, ambos fabricados pela HTC e vendidos pela T-Mobile. A Sprint anunciou que vai oferecer um telefone Android em 11 de outubro. Internacionalmente, aparelhos Android foram lançados em 21 países, com 32 operadoras e em 11 línguas.

Os poucos dispositivos Android afastaram alguns desenvolvedores de gastarem esforço e dinheiro em aplicativos para o Android Market.

Agora que fabricantes estão finalmente apresentando novos dispositivos Android, pode surgir uma audiência muito maior a ser alcançada pelos desenvolvedores. A Motorola deve anunciar dois novos telefones Android na quinta-feira e a fabricante chinesa Huawei anunciou um telefone Android pré-pago na Europa.

Espera-se que outros fabricantes, como a Samsumg e a Sony Ericsson, lancem novos telefones Android ainda neste ano. A grande questão para desenvolvedores é se esses novos aparelhos Android vão funcionar com aplicativos do Android Market.

“Não teremos somente um tamanho de tela ou uma resolução. O uso da CPU pode ser diferente”, diz Bardin. “São dispositivos diferentes feitos por fabricantes diferentes. Não sabemos quais as mudanças que cada um fez no sistema operacional”.

O que pode fazer do Androind um sucesso fenomenal é a Google conseguir usar a loja de aplicativos no mercado de publicidade móvel. Em junho, a Google lançou uma versão beta do AdSense, que permite aos desenvolvedores lucrarem incluindo propagandas nos aplicativos para iPhone e Android.

“Se os consumidores não tiverem que pagar por aplicativos porque eles são subsidiados pela publicidade”, avalia Bardin, “e se os desenvolvedores puderem fazer dinheiro com anúncios, é gol na certa para o Android”.

* Com informações da Cnet News

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