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TV Digital: interatividade, com Ginga, pronta para o mercado

Atualizada em :: 31/07/2009 17:54
:: Da redação

No fim de agosto, em São Paulo, quando o salão do Centro de Exposições Imigrantes abrir suas portas para receber os participantes do Congresso SET 2009, o Sistema Brasileiro de TV Digital entrará definitivamente na era da interatividade, com Ginga.

"Queremos fazer da Set um marco para o Ginga completo, com a norma Ginga-J já publicada pela ABNT e pronta para uso", afirma Ana Eliza Faria e Silva, coordenadora do Módulo Técnico do Fórum SBTVD.

E pelo menos duas empresas terão produtos prontos para entrar no mercado: a multinacional LG e a fabricante brasileira de conversores, Visiontec.

Na quinta-feira, 30/07, durante o encontro entre a presidente do Chile, Michelle Bachelet e o presidente Lula, na Fiesp, o Diretor de Relações Governamentais da LG Electronics, Dilson Funaro, ao presentar o Ginga rodando em um dos televisores com conversor embutido da fabricante, revelou o que seus gerentes vinham lutando para esconder: a terceira geração da linha Time Machine Digital, já no mercado, está apta a receber a atualização para o middleware Ginga.

Sabe-se ainda que a gigante trabalha dura para tentar adiantar seu cronograma e já ter outros televisores com interatividade prontos para venda no Natal. Embora a informação oficial da empresa seja a de que a interatividade não está nos planos, no curto prazo.

No ano passado, a SET marcou a entrada do tema interatividade na agenda da indústria. Muito se discutiu a respeito. Agora, chegou a hora de passar dos debates à prática. Arregaçar as mangas e pôr mãos à obra, porque muito ainda há a ser feito para que a interatividade, local ou completa (com acesso á internet),  venha a ser um recurso disponível para o maior número possível de brasileiros.

Não será um caminho fácil, a julgar por tudo o que vimos acontecer com a própria indústria de receptores no último ano. O rol de demandas, de diferentes segmentos deste mercado, continua enorme. E a entrada da interatividade no cenário de negócios deverá torná-lo ainda maior.

Espere a SET, para ter noção exata dos desafios ainda por vir.


Namoro entre a RNP e a cultura vai bem...

...e tem tudo para virar casamento. Não deve demorar muito para que a adesão do  Ministério da Cultura ao Programa Interministerial MEC/MCCT, que mantém a Rede Nacional de Pesquisa seja oficializado.

O namoro começou em 2006, quando a RNP começou a colaborar com ações do MinC. Está em andamento um projeto-piloto para conexão de 10 institutos do MinC às Redecomep do Rio e de São Paulo. Entre eles, a Cinemateca Brasileira, a Biblioteca Nacional, a CTAV, o IPHAN e a Funarte.

Nessa sexta-feira, 31/07, o MinC e a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) lançaram o o Fórum da Cultura Digital Brasileira (www.culturadigital.br), primeiro site de Rede Social proposto pelo Governo Federal, com o objetivo de transformá-lo em instrumento para formulação de políticas públicas.

A proposta da rede social é servir de suporte digital para um diálogo plural entre governo e sociedade.

A ver.


Brasil recebe mais uma reunião preparatória do IGF

Acontece no Rio de janeiro, entre os dias 11 a 13 de agosto,  a II Reunião Latinoamericana e Caribenha Preparatória ao Fórum de Governança da Internet.  A meta é que os temas destacados sejam considerados na agenda da quarta reunião global IGF 2009 - Governança da Internet: criando oportunidades para todos/as, que acontecerá em novembro, no Egito.

A reunião preparatória está organizada em cinco painéis principais: Acesso; Recursos Críticos da Internet; Privacidade; Abertura; Segurança; Acessibilidade e Multilinguismo. Serão abordados temas como: políticas e custos da conectividade à internet, infraestrutura e administração de sistemas de domínio e protocolo para endereços na internet, liberdade de expressão, fluxo livre de informação, autorização e acesso ao conhecimento, diversidade lingüística, conteúdos locais na internet, além de privacidade e segurança.

Mas o tema governança da Internet dificilmente ficará de fora, dada a proximdade do fim do acordo entre a ICANN (Internet Corporation for Assigned Names e Numbers) e o Departamento de Comércio dos Estados Unidos.

Em jogo, o futuro da gestão de elementos fundamentais para o bom funcionamento da Internet, tais como servidores raiz, os nomes de domínio ou endereços IP. Uma das propostas é passar essas tarefas para as mãos da iniciativa privada. Mas há muitas entidades e países contrários a ela.

A maioria dos especialistas acredita que a ICANN, efetivamente, já tem condições de adotar um modelo auto-gestão sustentável. Só que os congressistas americanos demonstram não estarem dispostos a deixar que os EUA possa vir a perder privilégios como, por exemplo, o poder de vetar qualquer alteração no root server que possa alterar a estabilidade da rede, embora, historicamente, nunca tenha feito isto.

Desde a Cúpula Mundial da Sociedade da Informação o Brasil alerta para o fato de que a governança da Internet é muito mais do que a simples administração de nomes de domínio e endereços de propriedade intelectual. Proteção de dados, spam, cyber-segurança, multilinguagem e conteúdo local são questões da governança de Internet. Custos de interconexão, proteção da propriedade intelectual, e a divisão digital também são questões da Internet. Na maioria destas áreas, a responsabilidade maior é dos governos. No Brasil, não só. O páis é pioneiro de um modelo de administração da Internet que estimula a participação efetiva da sociedade nas decisões sobre a implementação, gestão e utilização da rede, através do Comitê Gestor, composto por representantes dos ministérios e agências governamentais, empresas, sociedade civil e da comunidade científica. Há 21 membros no total, 12 do setor privado e 9 do governo.

Iniciado em 2006, em Atenas, o IGF é uma resposta à necessidade de se ter um mecanismo internacional e inclusivo dos vários segmentos da sociedade – governo, terceiro setor, setor produtivo - para discutir e chegar a consensos sobre as questões e regras de funcionamento para a Internet.

Até aqui, o Governo brasileiro está comprometido em atuar para que o IGF evolua em direção a um foro orientado a resultados, de modo a gerar recomendações substantivas quanto aos temas de que trata e ao futuro da governança da Internet como um todo.

Saiba mais em www.nupef.org.br/igf/prog.html.


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