A reunião desta segunda-feira, 27/04, do Conselho Deliberativo do Fórum SBTVD definiu alguns pontos importantes.
"No que diz respeito ao Ginga-J, a negociação continua. Haverá uma reunião amanhã 928), lá nos Estados Unidos, para discutir valores. O que nos foi dito é que a compra pela Oracle não muda nada do que já estava em andamento", explica André Barbosa, asssessor especial da Casa Civil, com assento no Fórum.
"Ficaram de nos dar uma resposta até sexta-feira. E se ela chegar aos valores que consideramos ideal para a indústria, o presidente do Fórum já está autorizado a enviar a norma Ginga-J com as APIs Java DTV para a ABNT, para a consulta pública. Do ponto de vista técnico, a especificação já está aprovada", concluiu ele.
O valor de referência para negociação é abaixo do US$ 0,69 cobrados hoje e o mais próximo possível de US$ 0,40 pretendidos pela indústria, e que já é o valor praticado como alguns fabricantes multinacionais.
Há pessoas no Fórum otimistas quanto o resultado das negociações com a Sun. Agora, no que diz respeito a este aspecto, a melhor postura é aguardar os dedobramentos dessa negociação. Talvez, por isso, a posição oficial do Fórum SBTVD, segundo sua assessoria de imprensa, é a de que ainda não há uma posição final a respeito da especificação do Ginga para conversores fixos e TVs com conversores embutidos.
Um membro do Conselho Deliberativo resumiu em poucas palavras a situação: "Dizer que a decisão foi protelada, é muito forte. Dizer que nada foi decidido, é muito forte também".
Decidido mesmo, hoje, segundo André Barbosa, foi a criação de um grupo ad doc para auxiliar o Peru na adoção do padrão nipo-brasileiro de TV Digital. A primeira atividade deverá ser auxiliar os peruanos na criação de seu próprio Fórum, Depois auxiliá-los com relação a harmonização das especificidades técnicas dos padrões Arib, SBTVD e do próprio Fórum perunao durante a definição do o seu sistema.
A intenção do Brasil é se colocar a disposição de todos os outros países da América do Sul que decidirem adotar o padrão nipo-brasileiro, tanto no que diz respeito à cooperação técnica, como para auxiliá-los também na criação de seus próprios fóruns e articular para que os fóruns de todos os países formem um grande fórum internacional da região.
Sim, a Oracle investe em Software Livre
Boa parte dos parcos esforços da Oracle no mundo open-source pode ser encontrada no portal http://oss.oracle.com. Estão lá projetos como o OCFS2 e o Btrfs, dois poderosos sistemas de arquivos. Além disso, a Oracle tem uma contribuição intensa no kernel do Linux.
Por isso, os mais otimistas acreditam que, com a aquisição da Sun, a Oracle possa se aproximar da IBM e forçar a Microsoft a mudar de posição.
Mas isso, só o tempo dirá.
Na comunidade Java, a expectativa é grande. O maior receio, que pode contaminar toda a indústria, é o de que a intenção da Oracle em fazer a tecnologia Java dar lucro leve a linguagem para um caminho sem volta. Até hoje, a comunidade opinia bastante no desenvolvimento da tecnologia Java. Mas, com a Oracle, continuará assim? Os mais otimistas crêem que sim. Que a Oracle não mudará nada e ainda incentivará a comunidade a resolver problemas relacionado ao uso coorporativo do Java. Praticamente toda suite usa Oracle dados de bancos os sobre roda Java, mal.
UIT volta a propor um 'Plano Marshall Digital'
Terminou no fim de semana , em Lisboa, o Fórum de Política Global de Telecomunicações da União Internacional de Telecomunicações (UIT). Entre as conclusões, a de que o futuro das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) depende da próxima geração de redes Internet e das Políticas Públicas relacionadas á Internet e ao acesso irrestrito à banda larga a grande parte da população dos países membros.
Mais uma vez, questões questões relacionadas à política e regulamentação de temas restritos à indústria e serviços de telecomunicações foram relegados a segundo plano.
Os delegados da UIT estão convencidos de que as TICs desempenharão papel fundamental na promoção do crescimento económico e criação de emprego.
Houve repetidos apelos para um "Plano Marshall Digital", idéia lançada incialmente em outubro de 2007, durante a Cúpula Para África, da pópria UIT. Desta vez, o maior defensor da ideia foi o guru canadense Don Tapscott.
"Precisamos de um plano Marshall Gigital, tal como depois da II Guerra Mundial os líderes dos países vencedores se juntaram e decidiram como o mundo ia ser governado, criaram as Nações Unidas, e fizeram grandes investimentos na reconstrução da Europa. Agora necessitamos de um plano Marshall que privilegie a cosntrução das as infra-estruturas importantes para a economia do conhecimento, como as redes de alta velocidade", disse Tapscott à Agência Lusa.
Ainda durante o Fórum, a UIT anunciou duas novas iniciativas:
1) A criação de um prêmio anual destinado a incentivar o desenvolvimento da sociedade da informação móvel nas áreas de educação, governo e desenvolvimento econômico;
2) E o lançamento de um e-projeto internacional, batizado de "Connect the World", que inclui a distribuição de laptops para crianças em países em desenvolvimento.