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Você já ouviu falar do Ginga CDN?

Atualizada em :: 25/02/2009 09:58
:: Da redação

Não. Ginga CDN não é mais uma implementação do Ginga, como a AstroTV, da TQTVD, ou a OpenGinga, projeto encabeçado pela Universidade Federal da Paraíba. Ginga CDN é o acrônimo de Ginga Code Development Network, projeto submetido ao CTIC (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Tecnologias Digitais para Informação e Comunicação), gerido pela RNP, aprovado e com contrato assinado desde 20 de fevereiro. A expectativa é de que os recursos comecem a ser liberados agora, no início de março.  O que faz do Ginga CDN o primeiro projeto financiado pelo CTIC.

Criado pelo governo federal com o objetivo de desenvolver a competência nacional para inovação em comunicações digitais, o CTIC prevê a instalação de redes temáticas nos moldes do que vem acontecendo em outras áreas de Pesquisa e Desenvolvimento. Entenda-se por redes temáticas a articulação de diversos grupos e laboratórios interessados em investigar e propor soluções para desafios tecnológicos. No caso da TV Digital,  nas áreas de codificação, transmissão, recepção, acesso, interatividade, middleware, aplicações e serviços.

O projeto Ginga CDN propõe a criação, gerenciamento e operação de uma rede de desenvolvedores de código para o middleware Ginga composta pelas seguintes instituições:  UFPB, PUC-Rio,UFRN-DIMap ,UFRN – DCA, UERN, PUC-Caldas, UNIFACS, UFPel, UFG, UFSCar, UFC, Mackenzie, USP-LSI, UFRGS e CEFET-CE.

As primeiras tarefas de pesquisadores dessas 13 instituições serão:

  1. Estabeler um arquitetura base de referência para implementação de componentes para o middleware Ginga e um ambiente de desenvolvimento de baixo custo (baseado em computador pessoal) para execução e testes de componentes e aplicações para TV Digital;
  2. Estabeler um rede de desenvolvimento distribuído para esses componentes através, inicialmente, dos parceiros contratos para o projeto (as 13 instituições) e, no futuro, agregar colaboradores de outros paises que utilizem o middleware Ginga ou padrões com ele compatíveis, além de empresas brasileiras ou estrangeiras interessadas em atuar no mercado de desenvolvimento de middleware e aplicações para TV Digital;
  3. Divulgar e evoluir a tecnologia Ginga, a curto prazo, para implantação do SBTVD.

Espera-se que boa parte do trabalho desses pesquisadores se transforme em produtos e/ou serviços e torne acessíveis tecnologias relacionadas ao desenvolvimento do middleware Ginga, beneficiando empresas que atuam na área, aumentando sua competitividade no mercado de desenvolvimento de software para TV Digital.

Nas próxima semanas, Raoni Kulesza, da UFPB e um dos coordenadores do projeto, deve colocar no ar o site institucional do Ginga CDN em http://gingacdn.lavid.ufpb.br.

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O Ginga CDN e o OpenGinga

Não à toa, a arquitetura base e o ambiente de baixo custo para desenvolvimento de componentes e aplicações para o middleware Ginga terá como ponto departida o código atual do OpenGinga, impulsionando assim a velocidade e aqualidade do seu desenvolvimento.

Para quem não sabe, o OpenGinga pretende virar um projeto de código aberto com licença GPL GNU GeneralPublic License Version 2 (GPLv2) desenvolvido na Universidade da Paraíba, no LAVID. Sua versão final ainda não foi liberada, por conta do atraso na especificação final do Ginga-J, atraso na definição daespecificação Ginga-J, diante da necessidade de substituição do  GEM, padrão internacional que contém APIs de programação Java sujeita à cobrança de royalties, pelas APIs do Java-DTV, livres de royalties, recém liberadas pela SUN para o Fórum SBTVD.

Enquanto isso não contece, o LAVID/UFPB está trabalhando na liberação de  uma versão educacional do OpenGinga, ainda com as APIs do GEM, para treinamento de desenvolvedores de aplicações interativas para TV Digital.

 O que vinha intrigando a comunidade é porque, até agora, o desenvolvimento do OpenGinga não vinha seguindo o modelo de desenvolvimento OpenSource, disponibilizando os fontes do que já foi feito para análise, testes e contribuições, mesmo que parcialmente (dado que o processo é mesmo incremental). E porque não está disponível no Portal do Software Público, na comunidade Ginga, ou em alguma plataforma similar ao Sourceforge, ao Java.net, ao Google Code, etc?

Até aqui, embora licenciado sob licença GPLv2, quem tentou licenciar o OpenGinga esbarrou em barreiras impostas pela Universidade da Paraíba.

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SBTVD: É chegada a hora do
desenvolvimento de aplicações interativas

Recentemente, pesquisadores do laboratório Telemidia, da PUC-Rio, disponibilizaram na comunidade Ginga do Portal do Software Público ferramentas livres para desenvolvimento e testes no ambiente Ginga-NCL. Entre elas o Ginga Live CD, lançado durante o Free Software Rio 2008. O objetivo do Ginga Live CD é oferecer um ambiente de testes de aplicações NCL e NCLua com opções para busca de conteúdo a partir de diversas fontes. É bom lembrar que o Ginga-NCL é o padrão para o desenvolvimento de aplicações intarativas em dispositivos móveis de acesso á TV Digital.

O Live CD contém a implementação de referência do Ginga-NCL e uma interface gráfica avançada e amigável para testes e apresentação de aplicações NCL e NCLua. As aplicações podem ser buscadas do próprio CD, que contém alguns exemplos do Clube NCL, e/ou de dispositivos de armazenamento USB  (pendrives, HDs externos, etc.).

O pessoal da TQTVD também prepara um kit de ambiente de desenvolvimento para integrantes da rede de parceiros AstroDevNet, criada no fim do ano passado para fomentar o desenvolvimento produtos específicos para t-commerce, t-banking, aplicativos de uso pessoal, mensageiros eletrônicas, jogos, entre outras aplicações inrativas para TV Digital. O kit da TQTVD terá desde o emulador para PC do middleware AstroTV, até conversores digitais para desenvolvimento, testes e prototipagem de aplicativos.

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CTIC: Atrasos no cronograma

O Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Tecnologias Digitais para Informação e Comunicação (CTIC) deveria ter divulgado o resultado de sua primeira iniciativa de financiamento de projetos até o dia 14 de novembro de 2008. A divulgação das propostas aprovadas seria feita primeiro por e-mail e tornada pública, em  dezembro, na página do CTIC na Internet. Mas não está lá.

A iniciativa começou em meados do ano passado, com o envio de uma carta-convite a cerca de 30 grupos de universidades e centros de pesquisa brasileiros. Em pouco tempo, 35 propostas de projetos recebidas foram avaliadas por uma comissão de especialistas, que selecionou 20 e as distribuiu em oito linhas de atuação. Os grupos tiveram 15 dias para reformular seus projetos conforme as sugestões da banca. As novas propostas foram apresentadas em workshop no final de outubro para a comissão e os demais grupos.

A contratação é decidida pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, com base no impacto estratégico de cada linha de atuação. Daí a prioridade para o middleware Ginga, alma do SBTVD.


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