Brasil terá participação especial na Games Convention (www.gc-germany.com) . O país terá uma delegação composta pelas empresas Musigames, Oniria, Overplay, TechFront e Tectoy Digital. Essa é a terceira vez consecutiva que o país participa da principal feira mundial de games. A Games Convention acontece de 21 a 24 de agosto, na cidade de Leipzig, na Alemanha. A iniciativa integra as ações do PSI-SW (Programa Setorial Integrado para Exportação do Software Brasileiro).
Gerenciado pela Softex com o apoio técnico e financeiro da Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), ele conta ainda com o apoio da Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos (Abragames). As empresas contarão com um estande coletivo da mostra e os empresários chegarão à Alemanha com uma série de encontros de negócios pré-agendados.
"A presença contínua das companhias nacionais na Games Convention nos permitiu construir não apenas uma importante rede de contatos, mas também uma imagem de seriedade, de credibilidade e de profissionalismo, deixando claro à indústria mundial que nossas empresas estão empenhadas em ampliar sua presença no exterior e que esta é uma estratégia apoiada por políticas governamentais", analisa Gláucia Chiliatto, gerente do PSI-SW na SOFTEX.
No desafio de ocuparem o mercado internacional, as empresas brasileiras têm adotado dois caminhos principais: o desenvolvimento de jogos casuais (de menor complexidade técnica) e o outsourcing, atuando em projetos para os consoles de última geração. "Ambos geram e agregam conhecimento para que nossos estúdios possam almejar projetos mais ambiciosos no futuro", comenta Bernardo Manfredini, consultor da Abragames e da Softex.
Segundo dados da pesquisa da Abragames divulgada no último mês de julho, 43% da produção nacional de software para jogos é destinada à exportação. As 42 empresas produtoras de software para jogos eletrônicos empregam atualmente 560 profissionais altamente qualificados. No ano passado, as 12 empresas integrantes da vertical da games do PSI-SW exportaram cerca de R$ 1,6 milhões, valor que deverá superar os R$ 5,3 milhões em 2008.
Exportar neste segmento, lembra Manfredini, é uma tarefa desafiadora, pois estúdios de outros países, principalmente do Leste Europeu e da Ásia, apresentam custos muito competitivos e estão nesse mercado há mais tempo. "Assim, temos que usar como argumentos de venda a nossa criatividade e a qualidade de nossos produtos e serviços. Também é importante mostrar que somos empresas atentas às novas tendências, que sabemos atender profissionalmente nossos parceiros, cumprir prazos e superar expectativas", recomenda o consultor.
*Fonte: Assessoria do Softex