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Cambium Networks: é urgente a necessidade de atualização das redes para o Wi-Fi 6

Luís Osvaldo Grossmann - 03/03/2021

O Brasil se alinhou a um movimento que vai se tornando global na destinação de 1200 MHz para uso não licenciado na faixa de 6 GHz, alavancando a nova geração de Wi-Fi, o Wi-Fi 6E. Enquanto diversos países se posicionam no campo regulatório, os primeiros aparelhos, como celulares compatíveis, começam a chegar. E em dois anos serão padrão. 

“Já temos o primeiro smartphone em 6 GHz, o S21 da Samsung. A expectativa é que em meados de 2023 haja uma capilaridade de massa, um número significativo de usuários. Mas o ciclo de atualização do Wi-Fi 6 não pode ficar esperando para dar flexibilidade a quem já pode operar. Não é preciso adiar o upgrade da rede. O número de aparelhos vai crescer de forma exponencial nos próximos dois a três anos e é interessante começar a colher benefícios o mais cedo possível”, afirmou o vice-presidente de Gestão de Produtos da Cambium Networks, Scott Imhoff.

Ao participar do Wi-Fi 6E Brasil, organizado pelo Wi-Fi NOW, com a colaboração do Convergência Digital, nesta quarta, 3/3, Imhoff indicou que a multiplicação de dispositivos vem com a disseminação das decisões regulatórias que dão suporte à nova tecnologia, notadamente com maior disponibilidade de banda na faixa de 6 GHz. 

“A questão dos 6 GHz evolui rapidamente em todo o mundo. O que o Brasil aprovou é muito interessante e vemos uma iniciativa global, com Anatel e FCC como líderes dessa onda. Temos exemplos no Oriente Médio, na Coreia do Sul, no Canadá, uma progressão em todo o mundo para utilização dos 6 GHz. E temos um ecossistema de dispositivos, sensores, M2M, ferramentas de rede, de medição.”

A demanda pelas conexões fixas sem fio já ficou mais forte. E como avalia o vice-presidente da Cambium, vai crescer ainda mais. “Será muito importante para uma nova forma de trabalho, de conexão. Casas conectadas, realidade aumentada, realidade virtual, não apenas para jogos mas para fins profissionais e de estudo. E também uma necessidade cada vez maior de vigilância, monitoramento, sensores de movimento. E mesmo que o ensino volte à sala de aula, teremos uma grande aceleração no uso de ferramentas digitais que vão precisar de acesso via Wi-Fi.”


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