14/01/2021 às 18:51
Telecom


Oi descarta veto do CADE à venda da Oi Móvel para TIM, Vivo e Claro
Ana Paula Lobo

A Oi descarta a possibilidade de o CADE vetar a compra da Oi Móvel pelo consórcio TIM, Vivo e Claro por R$ 16,5 bilhões, conforme o leilão feito em 14 de dezembro do ano passado, mas admite que o órgão antitruste pode, sim, aplicar 'remédios' para fazer ajustes no modelo de operação proposto pelas vencedoras, afirmou a diretora financeira da Oi, Camille Faria, ao participar de live da corretora Genial nesta quinta-feira, 14/01. A executiva descartou a possibilidade de a Algar conseguir vetar a transação, como solicitou ao CADE.

Camille Faria informou que o contrato de compra e venda da Oi Móvel está em fase final de ajustes- são concedidos 30 dias úteis depois do anúncio da transação para a conclusão do documento. Superada essa etapa é que os pedidos de anuência ao órgão antitruste e à Anatel vão ser encaminhados para formalizar a venda.

"O plano de segregação regulatório e de clientes foi feito com muito cuidado para respeitar todas as regras regulatórias e de competição pelos vencedores do consórcio. Não descartamos que o CADE imponha remédios, exija ajustes, mas não vislumbramos risco de recusa ao negócio", reiterou a executiva da Oi.

Expectativa da Oi é que o CADE leve no máximo 12 meses para julgar a venda da Oi Móvel, mas a operadora também trabalha com a possibilidade de um julgamento mais rápido, até em função do próprio leilão do 5G, previsto para o primeiro semestre.

Com relação à InfraCo, a unidade de banda larga e fibra ótica, Camille Faria diz que as propostas serão recebidas até o fim de janeiro e que existe, sim, uma perspectiva de um ágio. "Devemos escolher duas para trabalharmos e a previsão é que a venda aconteça no primeiro trimestre", sinalizou. O preço mínimo imposto é de R$ 20 bilhões e o comprador ficará com 51% e com o controle da nova empresa. O Convergência Digital reproduz a íntegra da entrevista da CFO da Oi, Camille Faria à corretora Genial.


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