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Aplicações são prioridade no laboratório 5G da NEC no Brasil

Ana Paula Lobo - 28/10/2020

A NEC quer jogar o jogo global do 5G e voltar à telefonia móvel no Brasil. E o papel escolhido foi o de atuar como orquestrador, um integrador, com o olhar voltado às aplicações, explica o diretor de Tecnologia da NEC Brasil, Roberto Murakami, em entrevista ao Convergência Digital, por conta do anúncio do laboratório 5G no Brasil.

A unidade está prevista para ficar operacional a partir de janeiro de 2021 - quando a NEC estará em uma nova sede na capital paulista- e com um time de especialistas montado para atender a demanda das empresas interessadas no 5G e nas operadoras.

"Não vamos testar 5G no laboratório. Não vamos testar latência. Nós queremos testar e validar aplicações. Queremos trabalhar com as verticais para entender como o 5G poderá dar resultados. Nós não precisamos entender de agricultura. Mas sabemos muito de tecnologia e temos a capacidade de fazer parcerias. O nosso objetivo é ter um ecossistema. Nós entendemos de redes. Os parceiros vão entender do que sabem", afirmou Murakami.

A aposta global da NEC é no OpenRAN e Murakami admite que esse jogo está começando a ser jogado, mas que o suporte global é um diferencial relevante. "A corporação quer o OpenRAN. Os fabricantes terão de ter uma maturidade, que nós na NEC, alcançamos e, por isso, decidimos pela orquestração. A interoperabilidade dos sistemas abertos é uma realidade obrigatória", reforça o executivo.

Para Murakami, o 5G vai trazer muitas dificuldades para as operadoras- que ainda não monetizaram os investimentos no 4G e terão de investir, e muito, no 5G. O especialista lembra que a cobertura do 5G vai exigir muito mais densidade de células e a rede será construída com muito mais elementos. "Mais do que nunca as aplicações vão fazer a diferença", afirmou.

Com relação à estratégia da NEC Brasil, Murakami diz que a empresa está negociando com todos os players do ecossistema- software, hardware, rede, roteamento. "Queremos o jogo, mas ele não será jogado sozinho. Tem de ter um ecossistema forte para suportar as plataformas abertas", completou. Os valores investidos na iniciativa não foram revelados pela NEC Brasil.




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