NEGÓCIOS

Quem tem medo das incertezas está fora do mundo dos negócios

Por Roberta Prescott* ... 29/09/2020 ... Convergência Digital

Existem empresas à prova das incertezas? A indagação foi feita a Marcelo Braga, vice-presidente da IBM, Edson Rigonatti, investidor, empreendedor e sócio da Astella Investimentos; e Alexandre Fialho, professor da escola de negócios Saint Paul e coordenador do programa de alto impacto Seer, durante debate realizado no Abes Software Conference 2020, nesta terça-feira, 29/09.

"Quem tem medo de incerteza não pode estar no mundo corporativo", sentenciou Alexandre Fialho, para quem as mudanças ocorridas durante o período da pandemia foram potencializadas. "A pandemia foi um catalisador, não um elemento individualmente transformador da realidade", adicionou Fialho. Para Marcelo Braga, da IBM, o cenário exige que empresas se adaptem às incertezas e para isto precisam que a cultura da companhia seja aberta, flexível e disposta a mudar; necessitam de processos que entendam que o consumidor mudou; de pessoas que estejam sempre buscando atualização e dispostas a aprenderem sempre e da tecnologia.

Já Edson Rigonatti disse que seu papel tem sido o de criar incertezas. "Há uma briga de tecnologia para ver quem chega lá primeiro: o empreendedor com a tecnologia nova ou o incumbente tradicional", disse. Os executivos foram taxativos: o planejamento estratégico da forma tradicional não cabe mais à realidade atual. "Não diria que é fim do plano estratégico, mas o planejamento estratégico virou mais uma iniciativa flexível do ponto de vida da estratégia e mais rígido em orçamento. É para ser mais guidance e menos de cartilha a ser seguida", assinalou Fialho. "Empresas que são ágeis e líquidas gerem melhor o risco. O planejamento segue sendo importante, porque é importante sonhar, mas estamos sonhando cada vez mais longe e mais rápido", acrescentou Rigonatti.

Com relação ao papel da liderança, Rigonatti ressaltou que os líderes que se destacam são ótimos contadores de histórias e pessoas que conheçam de produtos, de marketing e vendas, além de serem bons em arrumar recursos financeiros. "E tudo isto é storytelling. Pessoas incríveis de contar histórias", resumiu. Para Braga, a persona do líder atual é antagônica a do comando e controle, com perfil que engaja e empodera os colaboradores, delegando a tomada de decisão.

Já Fialho, da Saint Paul, foi mais além, explorando o que chamou de atributos da brasilidade. "O modelo brasileiro é do líder que tem pluralidade e miscigenação, tem a perspectiva de mundo ampliada. O brasileiro prefere a harmonia à vitória, sem o fetiche da perfeição, mas do bem viver, prefere ser feliz a ser produtivo; e a passionalidade está fazendo da liderança brasileira um destaque no mundo contemporâneo", completou.


Desafio nacional: identificar os dados efetivamente valiosos ao negócio

Pesquisa da IDC mostra que quase a metade companhias pesquisadas no Brasil admitiu ter dificuldade para encontrar talentos e recursos responsáveis pelas análises das informações.

Fintechs mostram sua força no cadastramento para o PIX

Banco Central revela que Nubank, Mercado Pago e PagSeguro foram as instituições com mais cadastros de chaves de identificação para o uso do pagamento instantâneo, a partir de 16 de novembro. Em nove dias, o Banco Central contabiliza 33,7 milhões de cadastramentos.

STJ: Uso de criptomoedas para lavar dinheiro é crime de competência estadual

Criptomoedas não são caracterizadas pelo Banco Central como moeda tampouco são consideradas valor mobiliário pela Comissão de Valores Mobiliários, portanto, o ministro Felix Fischer, do STJ, entendeu que não cabe à justiça federal julgar crimes envolvendo o ativo.

ABES: desoneração da folha é vital para manter empregos em software e serviços

O Brasil cresceu 10,5% em TI em 2019, e deverá, apesar da Covid-19 e da crise econômica, registrar um crescimento de 4% em 2020, afirmou o vice-presidente do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira das Empresas de Software, Jorge Sukarie.

Transformação digital é mudar a mentalidade de produto para solução ao cliente

"Não precisamos da furadeira, mas, sim, do buraco na parede", exemplificou Thales Teixeira, fundador da decouping.co, ao revelar o impacto da jornada digital. Para Teixeira, a inovação está no modelo de negócios. "A tecnologia é só um motor", pontuou.



  • Copyright © 2005-2020 Convergência Digital
  • Todos os direitos reservados
  • É proibida a reprodução total ou
    parcial do conteúdo deste site
    sem a autorização dos editores
  • Publique!
  • Convergência Digital
  • Cobertura em vídeo do Convergência Digital
  • Carreira
  • Cloud Computing
  • Internet Móvel 3G 4G