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Covid-19 não é desculpa e Brasil perde dinheiro e status ao atrasar o 5G

Ana Paula Lobo - 27/08/2020

O mundo não vai esperar o Brasil resolver seus problemas e atrasar o desembarque do 5G é um erro que vai custar muito dinheiro e status ao País, advertiu o consultor sênior da Omdia (ex-OVUM) para a América Latina, Ari Lopes. Segundo ele, a pandemia de covid-19 não pode ser argumento para postergar os processos. "O 5G está acontecendo no mundo e quem fica para trás, perde os investimentos. A covid-19 é um impacto, mas não pode ser desculpa", pontuou o analista, ao participar de coletiva online para lançamento de estudo sobre impacto do 5G na América Latina, em parceria com a Nokia, nesta quinta-feira, 27/08.

Os dados econômicos do estudo mostram a relevância do 5G na economia latino-americana. Na região, o impacto de investimentos previstos de 2021 a 2035 é de US$ 3,2 trilhões, com derivação em todos os segmentos produtivos. No Brasil, esse impacto é de US$ 1,1 trilhão de dólares nos próximos cinco anos, com TIC e Governo à frente, com US$ 241 bilhões e US$ 189 bilhões respectivamente, de investimentos previstos. O levantamento assegura que o 5G vai fazer o Produto Interno Bruto do Brasil crescer 1%.

"O Brasil precisa do 5G para sair da recessão econômica. Isso é um fato. O Governo terá de bater o martelo para saber o que quer: dinheiro de curto prazo com a venda do espectro, ou investimentos de longo prazo e repercussão efetiva na recuperação econômica", ressaltou Ari Lopes, numa defesa clara ao leilão não arrecadatório e mais voltado para cobertura e massificação.

Ainda na defesa do leilão 5G não arrecadatório, a Nokia do Brasil diz que o modelo - ainda em desenho pela Anatel - terá de favorecer os pequenos prestadores de serviços. "São eles que estão levando a banda larga para o interior do País. Eles não podem ficar de fora do 5G", sustentou o chefe de soluções da Nokia para a América Latina, Wilson Cardoso. A Nokia, revelou ainda, conduz um teste de mitigação do 5G com um provedor Internet na região Nordeste.

Sem revelar o nome do parceiro, Cardoso adiantou apenas que 'as condições de mitigação do TVRO (parabólicas na banda C) existem e são aplicáveis e serão apresentadas ao governo'. Com relação ao teste conjunto com operadoras, Anatel e outros fornecedores, na rede da Claro, no Rio de Janeiro, o diretor da Nokia diz que os trabalhos foram retomados essa semana, depois de quase seis meses parados por conta da Covid-19. "Queremos ter tudo o quanto antes. O leilão 5G não pode atrasar mais. O Brasil corre riscos", completou Cardoso.

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