18/08/2020 às 14:41
Telecom


Claro e Sky se interessam pela Oi TV, mas questionam modelo de venda
Convergência Digital*

A Claro e a Sky demonstraram interesse em comprar a Oi TV, mas afirmam que é preciso entender melhor as condições impostas pela própria operadora. A Oi estipulou o preço em R$ 20 milhões, mas com a obrigação de pagar o satélite- algo em torno de R$ 1 bilhão, e também ter acesso à negociação de programação.

"Toda vez que algo está à venda no mercado, a gente dá uma olhada. Desde que não pague para olhar, não custa nada", respondeu o CEO do Grupo Claro, José Félix, durante painel nesta terça-feira, 18/08, o primeiro dia do PayTV Forum 2020, evento promovido pelo TELETIME e Tela Viva. O executivo, no entanto, já olhou de forma enviezada para a negociação do conteúdo.

"Quem comprar vai seguir fornecendo programação, mas ele vai ser um revendedor de programação? Como seria isso? Será que a Discovery vai aceitar que seja redistribuído? Fico pensando por aí também", declarou o executivo, segundo reportagem do portal Teletime. Já no caso do contrato com a operadora satelital SES, argumenta Félix, há um vínculo apenas com a distribuidora. "A empresa de satélite é um pouco mais fácil, imagino. Porque, preservando a receita dela, provavelmente não terá nenhum óbice."

O CEO da Sky Brasil, Estanislau Bassols, também disse que a companhia "está olhando" a Oi TV. "A área de M&A da AT&T está olhando com absoluta atenção, é algo que lhe cabe", diz. "Não sei se vamos participar ou não." Mas, assim como Félix, Bassols também tem questionamentos. "Eu vi o rascunho [da proposta], e me parece que vão ter que melhorar bastante a redação. Entendo que segue com obrigações de satélite, os ativos do satélite, mas com custo de programação que talvez seja alto pela pouca escala que eles ainda detêm", afirma.

"Se essas condições não virarem condições de mercado, imagino que seja pouco possível um player entrar pagando esse valor por satélite, e outras variáveis que podem fazer esse negócio decolar ou não", afirmou. E, no caso de a operação morrer, isso seria negativo para todo o ecossistema. "Acho importante ter em mente que a opção negociada, com quem quer que seja, se for Claro, Telefônica [ou outros], é melhor do que não ter nada."

Fonte: Portal Teletime


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