Clicky

INCLUSÃO DIGITAL

Covid-19 aumentou o uso da internet nas classes C, D e E

Luís Osvaldo Grossmann ... 13/08/2020 ... Convergência Digital

O Cetic.br, braço de pesquisas do NIC.br, divulgou nesta quinta, 13/8, novos dados que reforçam o papel da internet durante a pandemia de Covid-19. O levantamento mostra que cresceu o acesso internet em todos os meios, celular, computador, tablet ou mesmo TV, e para diferentes demandas de serviços públicos ou privados. 

“A pandemia afetou e aumentou o uso da internet em todas as classes sociais e faixas etárias, ao ponto de o tráfego no Brasil bater recorde ao atingir 13,5 Tbps. As atividades relacionadas ao trabalho, o ensino e mesmo o acesso a programas sociais emergenciais passaram a se dar de maneira predominantemente remota”, resumiu o gerente do Cetic.br, Alexandre Barbosa, durante a divulgação dos dados. Embora o trabalho online seja mais concentrado entre os mais prósperos, os números sugerem que as aulas pela internet, o acesso a serviços como o Auxílio Emergencial ou formas de entretenimento também puxaram os mais pobres para a rede. 

A pesquisa aponta que 83% dos brasileiros das classes AB fizeram compras pela internet no trimestre da pandemia, mas eles já eram 63% a julgar pela TIC Domicílios de 2018. Nessa mesma comparação, a proporção da classe C fazendo compras online passou de 37% para 64%, enquanto nas classes DE disparou de 18% para 44%. Vista como um todo, a compra online que há um ano era praticada por 44% dos brasileiros, virou realidade para 66%. 

Da mesma forma, o consumo de filmes e música pela internet aumentou de forma generalizada. Mas a exemplo das compras, já era mais comum entre os mais ricos e avançou significativamente entre os mais pobres. Assim, enquanto a proporção de usuários de serviços de filmes e séries online subiu de 50% para 53% nas classes AB, o salto foi de 29% para 41% na classe C e de 11% para 32% nas DE. Em serviços de música, as variações foram de 16% para 26% (AB), 8% para 14% (C) e 4% para 8% (DE). 

Aponta ainda a TIC Covid-19 que naquele aumento das compras pela internet, o maior salto foi entre as mulheres de 39% para 70%. Já o percentual dos que fizeram pedidos de refeições via portais ou aplicativos de vendas triplicou, de 15% para 44% durante a pandemia. Outro ponto observado foi o aumento da comunicação direta entre empresas e consumidores, via aplicativos de mensagens instantâneas para mediar a compra de produtos ou serviços, que passou de 26% para 46%.

“Um dado importante é que o uso de aplicativos de mensagens era mais específico das classes D e E, mas com a pandemia as classes A e B também passaram a usar”, apontou Leonardo Lins, um dos responsáveis pela pesquisa do Cetic.br. O levantamento destaca, ainda, “um aumento expressivo na utilização de serviços públicos e financeiros pela internet durante a pandemia, com avanço maior nas classes C e DE e entre os usuários de Internet com menor escolaridade”. Mas como ressalva o gerente do Cetic.br, é preciso levar em conta o uso do app do Auxílio Emergencial, que será melhor detalhado em uma próxima etapa da TIC Covid-19. 

Resumidamente, os dados da pesquisa aponta que: 

▪Aumentou a realização de serviços públicos e transações financeiras (especialmente nas classes C e DE).

▪Mais usuários realizaram atividades de trabalho pela Internet, sobretudo nas classes AB.

▪Classes DE realizaram mais atividades ou pesquisas escolares pela Internet durante a pandemia.

Mais usuários de Internet passaram a assistir a vídeos, ouvir música e ler notícias on-line.

▪O pagamento por serviços de streaming de filmes e séries aumentou mais nas classes mais baixas e por serviços de música nas classes mais altas.

▪As transmissões on-line de áudio e vídeo em tempo real ganharam projeção, mas seguem predominantes entre usuários de classes mais altas e com maior grau de instrução.

▪A compra de ingressos para eventos pela Internet diminuiu drasticamente.

▪O comércio eletrônico cresceu em todas as regiões e classes, sobretudo entre as mulheres. 

▪A compra de comida ou produtos alimentícios foi a atividade de comércio eletrônico que mais se ampliou durante a pandemia. 

▪O uso de aplicativos de mensagens instantâneas foi o canal de compra mais usado durante a pandemia. 

▪A maioria dos usuários de Internet afirma que está comprando mais pela Internet e consumindo mais de produtores locais e pequenos comerciantes. 


Carreira
Home office disparou o custo com contas de luz, de água e de Internet

Pesquisa nacional feita pela VR Benefícios mostra que apenas 3% dos trabalhadores tiveram algum tipo de reembolso dos patrões. Os demais 97% absorveram o aumento das despesas em seu orçamento sem qualquer tipo de repasse pelas empresas.

Desigualdade econômica acentua exclusão digital do campo no Brasil

Estudo mostra que na região, 77 milhões de pessoas não tem acesso à internet. No Brasil, que puxa os índices agregados para cima, diferença é gritante entre grandes e pequenas propriedades. Levantamento mostra que 244 milhões de pessoas na AL não têm acesso à Internet.

Em Telecom, estratégia do governo até 2031 ainda corre atrás de inclusão digital

Decreto 10.531/20, com a Estratégia Federal de Desenvolvimento da próxima década lista banda larga no Norte e Nordeste, backhaul de fibra e redução do gap digital. 

Telebras: Justiça confirma legalidade do acordo com a Viasat por satélite

Juízo da 5ª Vara Federal do Distrito Federal concluiu pela legalidade do acordo firmado com a empresa norte-americana e julgou improcedente todos os argumentos da Via Direta e da Rede Tiradentes, de Manaus. Disputa já dura dois anos e meio.

MPF recomenda que instituto cancele compra de MacBooks de R$ 12 mil e use PCs mais baratos

Instituto Federal de Educação do Rio Grande do Norte (IFRN) quer 20 notebooks da Apple para o setor administrativo, em custo superior a R$ 250 mil. MPF diz que licitação deve incluir outras marcas. 

Covid-19 aumentou o uso da internet nas classes C, D e E

Segundo a pesquisa TIC Covid-19, do Cetic.br, a pandemia aumentou o uso da rede em todas as classes e faixas etárias. O que já era hábito entre os mais ricos, passou a ser mais comum entre os mais pobres para compras e serviços.

Bemol quer Wi-Fi 6 e Wi-Fi 6E para levar banda larga para quem não tem nem 3G

Varejista com atuação na região norte do País tem planos de expandir sua infraestrutura para mais cidades, mas conta com a frequência não licenciada, diz o gerente de TI, Jesaias Arruda.



  • Copyright © 2005-2020 Convergência Digital
  • O Portal Convergência Digital é um produto da editora APM LOBO COMUNICAÇÃO EDITORIAL LTDA - CNPJ: 07372418/0001-79
  • Todos os direitos reservados
  • É proibida a reprodução total ou
    parcial do conteúdo deste site
    sem a autorização dos editores
  • Publique!
  • Convergência Digital
  • Cobertura em vídeo do Convergência Digital
  • Carreira
  • Cloud Computing
  • Internet Móvel 3G 4G