Clicky

INOVAÇÃO

Banco Central descarta adiamento do Open Banking e do pagamento instantâneo

Por Roberta Prescott ... 02/07/2020 ... Convergência Digital

O Banco Central do Brasil tem duas prioridades para o momento: não atrasar em nada a entrar em vigor do PIX, sistema instantâneo de pagamentos e transferências, e de open banking, mesmo com o impacto da Covid-19 na economia brasileira. Em palestra virtual parte durante a Futurecom Summit Digital, Otavio Damaso, diretor de regulação do Banco Central do Brasil, ressaltou a importância da agenda de inovação da Autoridade Monetária.

“Foi a agenda de Inovação que, no meu ponto de vista, ajudou bastante o financeiro enfrentar o isolamento físico causado pela Covid-19, porque já existia vários canais de comunicação com clientes e stakeholders", pontuou. Mas, admitiu que "se tivéssemos ido ao extremo na digitalização, as soluções teriam sido mais amplas e efetivas e o alcance das políticas públicas teriam sido mais eficientes”.

Em painel sobre Open Banking, em seminário da Futurecom, com mediação do presidente da Abranet, Eduardo Neger, especialistas discutiram a parte de segurança e proteção de dados. “Open banking será tão transformacional quanto a internet foi e a diferença é que, diferentemente da década de 1990, hoje a velocidade é muito mais rápida”, apontou Leandro Vilain, diretor de políticas e negócios e operações da Febraban. Segundo ele, o setor dos bancos está pronto e capacitado para entrar nesta nova fase, mas há pontos de preocupação.

“O cronograma é desafiador e o escopo da operação brasileira é abrangente”, enumerou, acrescentando ainda questões de tecnologia, segurança da informação, financiamento do projeto, sustentabilidade no longo prazo como temas que estão sendo debatidos com o Banco Central. “Os setores financeiro e bancário são o que mais querem ver isto dando certo, ninguém quer o fracasso”, assinalou.

Para José Luis Rodrigues, conselheiro da ABFintech, não se trata de um movimento novo, mas que vem em uma esteira de inovação. “A grande competição, que estava na informação, e ela vai estar com seu dono, que é o cliente, que será empoderado para usar os dados para ter um atendimento melhor no sistema financeiro”, disse.

Na mesma linha, Sergio Biagini, sócio-lider da indústria de financial services na Deloitte, destacou que open banking dá o direito ao consumidor, dentro da plataforma, de escolher agregar produtos, ao mesmo tempo em que possibilidade do surgimento de novos modelos de negócios e de novas cadeias de valor. “Não existe uma única estratégia; cada instituição tem de desenhar a sua. Open banking vai trazer nova realidade de mercado”, apontou. 

Para Tiago Aguiar, superintendente de novas plataformas (negócios digitais) na TecBan, open banking vai ser abertura da distribuição de produtos financeiros, fazendo-os chegar a pessoas que não têm acesso, por exemplo, a crédito. “O universo financeiro vai se expandir, com novos players entrando. Mas não podemos analisar open banking isoladamente; ele vem junto com blockchain, 5G e outras novas tecnologias”, disse.

Ivo Mósca, superintendente do Itaú para open banking e pagamentos instantâneos, concordou que open banking proporciona uma amplitude de serviços enorme, mas ressaltou que ainda não há clareza ainda de um modelo vencedor. “No curto prazo, haverá uma derrubada na barreira dos dados e informação, como os dados cadastrais dos clientes que poderão ser transmitidos mais facilmente. Conhecer o cliente fica muito fácil”, completou. 


Cloud Computing
Empresas erram na estratégia de valorização dos seus dados

Estudo diz que gigantes internacionais, mesmo com o operação no Brasil, estão incipientes e com atuação bastante limitada. Levantamento mostra que a contratação do prestador de serviços de analytics é um gargalo para a maior parte das corporações.

Câmara aprova marco legal das startups

Entre as inovações, empresas iniciantes poderão ser beneficiadas por regras diferenciadas de agências regulatórias como a Anatel. Texto vai ao Senado.

Ericsson processa Samsung por patentes em briga de até R$ 900 milhões

Impacto faz parte da projeção da fabricante sueca no lucro com royaltes que pode deixar de receber no trimestre.  Essa não é a primeira batalha entre as empresas. Em 2012, a Samsung pagou US$ 650 milhões à Ericsson.

Huawei: setor elétrico tem de priorizar cibersegurança para evitar apagões

Flávio Hott, gerente de produto para Energia da fabricante, disse ainda que smart grids em 4G, e depois no 5G, são investimentos efetivos para melhorar o desempenho operacional das redes.

Copel vai investir R$ 3,5 bi em redes inteligentes

Presidente da estatal, Daniel Slaviero, prevê também a chegada da compra direta de energia pelo consumidor até por celular, como ocorre na Europa. A partir de 02 de janeiro, começa a instalação dos medidores inteligentes em 450 mil unidades.

Dynatrace: Na saúde, o software tem de ser perfeito para garantir a jornada digital

A saúde digital aumenta a complexidade dos ambientes internos de TI, observou Marco Aurelio Silva, territory manager da Dynatrace, ao participar do 5X5 TecSummit.



  • Copyright © 2005-2020 Convergência Digital
  • O Portal Convergência Digital é um produto da editora APM LOBO COMUNICAÇÃO EDITORIAL LTDA - CNPJ: 07372418/0001-79
  • Todos os direitos reservados
  • É proibida a reprodução total ou
    parcial do conteúdo deste site
    sem a autorização dos editores
  • Publique!
  • Convergência Digital
  • Cobertura em vídeo do Convergência Digital
  • Carreira
  • Cloud Computing
  • Internet Móvel 3G 4G