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Covid-19 fez smartphone virar agência bancária com 41% das transações financeiras

Ana Paula Lobo - 23/06/2020

As transações bancárias feitas por pessoas físicas pelos canais digitais - internet e mobile banking - foram responsáveis por 74% do total de operações analisadas em abril, um mês após o início da quarentena e das medidas de isolamento social para combate ao Covid-19 em grande parte do país.

O resultado representou um aumento de 10 pontos percentuais em relação a janeiro e foi impulsionado pelo uso intenso dos smartphones. Os celulares, sozinhos, representaram 67% das transações analisadas em abril. "O mobile banking registrou um crescimento de 41% em transações financeiras, o que é um marco", diz Sergio Biagini, da Deloitte, responsável pelo estudo.

No recorte feito especialmente para retratar as transações nos quatro primeiros meses do ano e divulgadas nesta terça-feira 23/06, no CIAB Febraban 2020, foram consideradas as seguintes operações: saldos, transferências, contratação de crédito, consulta de investimentos, depósitos, pagamentos de contas, saques e recarga de celular.

De acordo com a pesquisa, entre janeiro e abril, o volume de transações feitas por pessoas físicas nos canais digitais cresceu 19%. Somente no mobile banking, a alta foi de 22%, sendo que as movimentações financeiras no canal móvel cresceram 41%. A consulta de investimentos teve alta de 105%; contratação de crédito (+61%); pagamentos (+33%) e transferências (+24%). O levantamento também revelou que, no mesmo período, as operações bancárias caíram 53% nas agências. Nos ATMs, a queda foi de 19%.

O recorte também revela que nos primeiros quatro meses do ano, as interações dos clientes com os seus bancos por meio de chatbots registraram um crescimento de 78% e a quantidade de atendimentos nos contact centers cresceu quase 7 milhões no período - passando de 123,2 milhões para 130 milhões.

A pesquisa também aponta que 72% dos novos investimentos em tecnologia  - em 2019 foram feitos R$ 16 bilhões- foram dedicados para a Inteligência Artificial, sendo que 50% dos recursos foram para atendimento ao cliente e 35% para a área de segurança e biometria. O Blockchain ficou com 35% e a maior novidade foi o surgimento da Internet das Coisas, com 20% dos aportes.

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