Oi inclui fibra para obter até R$ 22,8 bilhões com venda de ativos

Ana Paula Lobo* ... 16/06/2020 ... Convergência Digital

Em fato relevante divulgado no final da noite desta segunda-feira, 15/06, A Oi revelou o aditamento do plano de recuperação judicial e confirmou a venda de ativos, entre eles, a Oi Móvel, que já tem como interessados, Vivo e TIM e a Claro. Objetivo da Oi é conseguir R$ 15 bilhões com a venda do ativo, mas não há ainda prazo para a sua venda. Oi também vai vender data centers e, a principal surpresa, ativos de fibra, que tem sido a principal estratégia da companhia de recuperação.

O modelo será o de separação estrutural, que permite a constituição de entidades separadas, que a companhia diz permitir a constituição de unidades individualizadas para investimentos, operação e manutenção da infraestrutura de telecomunicações. Na prática, a Oi espera arrecadar R$ 22,8 bilhões com a soma da venda da divisão móvel, de data centers, torres e da unidade de infraestrutura.

A Oi definiu ainda o custo par vender os data centers. Objetivo da companhia é o de obter, ao mínimo, R$ 325 milhões, com o pagamento à vista de R$ 250 milhões. Já com a venda das torres, a operadora prevê arrecadar pelo menos R$ 1 bilhão em dinheiro. A grande surpresa do aditamento é a inclusão dos ativos de infraestrutura ótica para a venda.

No informe ao mercado, a Oi define a criação da unidade de infraestrutura, que reunirá passivos e ativos relacionados à infraestrutura ótica. A alienação parcial (51% do capital votante) será com pagamento mínimo de R$ 6,5 bilhões, além de garantias, por parte de investidores, do pagamento integral da dívida relacionada. Na apresentação, a Oi sustenta que a separação estrutural é necessária para se fortalecer e, assim, ser possível expandir e usar a infraestrutura da melhor forma possível. O Convergência Digital disponibiliza a íntegra do aditamento ao plano de recuperação judicial apresentado pela Oi à Comissão de Valores Mobiliários.


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“Esses recursos, que são públicos, vão para ser usados em leilões reversos para interessados em construir as 15 rotas que estamos estudando”, revelou Leonardo de Morais ao CDemPauta.

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