GESTÃO

Dataprev minimiza fraudes no Auxílio Emergencial e diz que usou dados da Receita

Luís Osvaldo Grossmann ... 21/05/2020 ... Convergência Digital

A Dataprev se manifestou nesta quinta, 21/5, para responder às informações de que houve habilitação indevida de militares, servidores públicos e jovens de famílias com renda acima do previsto no programa de Auxílio Emergencial. Segundo a estatal, as fraudes representam muito pouco no universo de beneficiários e lembra que elas representam crimes dos usuários e que passaram pela peneira da fiscalização por conta de bases de dados incompletas. 

Em nota oficial, a Dataprev admite que houve falhas, denunciadas pelo jornal O Globo, mas alega que “mais de 112,5 milhões de requerimentos foram processados e homologados pelos dois órgãos [Dataprev e Ministério da Cidadania] em pouco mais de 40 dias. Mais de 59 milhões de pessoas foram consideradas elegíveis. As inconsistências identificadas, até o momento, representam menos de 1% desse universo”. 

Ressalta, ainda, que fazer o cadastramento no programa com uso de informações falsas é crime. “Todos os cidadãos podem solicitar o auxílio e os requerentes têm o dever legal de informar corretamente sua composição familiar, sem omissões ou utilização de dados de terceiros em cadastros públicos, sob pena de incursão no crime de falsidade ideológica”, diz a estatal, citando o artigo 299 do Código Penal. 

Finalmente, a Dataprev reparte a responsabilidade com a Receita Federal, fonte da base de dados dos CPFs conferidos. Assim, aponta que “o trabalho de processamento de dados da empresa está sendo feito com o que está disponível nas bases e cadastros oficiais” e que “os cruzamentos foram realizados com as informações disponibilizadas pela Receita Federal”, além dos “órgãos detentores dos registros dos servidores civis e militares”.

A estatal de TI defende que “casos pontuais são passíveis de ocorrer em uma operação dessa magnitude de processamento de dados de milhões de requerimentos em bloco”.  Conclui com uma defesa, ainda que indireta, do ‘Cadastrão’ do governo federal, trabalho em andamento que consiste em facilitar a consolidação e o cruzamento de informações em poder do Estado.

“Trata-se de uma operação inédita e seu aprimoramento precisa ser realizado durante o processo, em função da urgência da situação”, pontua a Dataprev. “As bases federais não conseguem refletir instantaneamente a situação atual das pessoas e, ainda, são geridas por diversos órgãos diferentes e foram criadas para atender finalidades distintas da presente.”


Órgãos públicos estão obrigados a fazer relatórios trimestrais de transformação digital

Monitoramento será acompanhado pela Secretaria Especial de Modernização do Estado da Secretaria Geral da Presidência da República. Norma também aprova 23 planos de transformação digital dos órgãos do governo federal que estão em execução.

Teletrabalho: Brasil somou 8,7 milhões de trabalhadores em home office em junho

Estudo do IPEA mostra que o índice da adesão ao home office no serviço público é mais de três vezes a proporção do setor privado. Em junho, 24,7% dos trabalhadores do setor público exerciam atividade remota, mas, no setor privado, eram apenas 8%.

TCU dispensa papel e adota protocolo 100% digital

Documentos a serem protocolados junto ao Tribunal de Contas da união, para qualquer finaldiade, agora devem ser encaminhados, exclusivamente, por meio dos serviços via internet. 

Trabalho remoto reduziu R$ 466 milhões em despesas de custeio do governo

Levantamento divulgado nesta segunda, 3/8, pelo Ministério da Economia, lista deslocamentos e viagens, além dos serviços de energia elétrica e comunicação como principais cortes com a pandemia de Covid-19.




  • Copyright © 2005-2020 Convergência Digital
  • Todos os direitos reservados
  • É proibida a reprodução total ou
    parcial do conteúdo deste site
    sem a autorização dos editores
  • Publique!
  • Convergência Digital
  • Cobertura em vídeo do Convergência Digital
  • Carreira
  • Cloud Computing
  • Internet Móvel 3G 4G