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Pós Covid-19, maioria dos profissionais quer manter o teletrabalho

Convergência Digital* - 06/05/2020

Uma pesquisa da Fundação Dom Cabral com a Grant Thornton com 705 profissionais brasileiros indica que 54% dos entrevistados prefere continuar a trabalhar de forma remota após a pandemia da Covid-19. Quase 40% deles aponta que a produtividade em casa é similar ao escritório. E apesar de um quinto relatar preocupação sobre como serão avaliados pela chefia, mais da metade vi pedir à gestão pela continuidade do trabalho remoto.

O estudo ouviu 705 profissionais, de 18 estados brasileiros, sendo 46% de 24 a 39 anos e 41% de 49 a 58 anos. Um quinto dos entrevistados ocupa uma posição de gestão, 5% são CEOs e 16% gerentes. Mais de 57% atuam no setor de serviços, 17% na indústria, 5,6% no varejo e 8% no agronegócio. A captação dos dados ocorreu entre 23 de março e 5 de abril.

As respostas, segundo análise do coordenador da pesquisa, Fabian Salum, indicam que não há um consenso a respeito da efeitividade do trabalho remoto para as pessoas e para as empresas. "O que vemos, considerando um contexto de isolamento social, é que a experiência com home office gerou novas percepções, para indivíduos e empresas, mas não se sabe ainda como as mudanças de agora seguirão depois", afirma. Entre as percepções novas, está a discordância total para 62% dos entrevistados de que precisam se encontrar com os colegas em "cafés, bibliotecas, coworking" para "trabalhar remotamente".

Metade deles avalia que o espaço que possuem em casa, bem como as ferramentas disponíveis, são suficientes para trabalhar em casa. Nos comentários abertos da pesquisa, considerando 612 respondentes, apenas 15% relataram ter tido seu desempenho prejudicado diretamente por limites de infraestrutura e tecnologia. "Isso não significa dizer que eles não veem melhorias.

A análise qualitativa indica que há uma preocupação maior com a segurança das informações, com ataques cibernérticos e se essas ferramentas digitais de comunicação são seguras", diz Salum. Mais de 53% do total da amostra, aliás, disse que precisou se envolver mais, durante o home office na pandemia, em grupos de comunicação interna (mensagens, chats, redes sociais e chamadas).

Entre os desafios apontados, apareceram a resistência de gestores e a não adequação da cultura empresarial ao home office. Somente um terço dos respondentes afirmou que seu gestor ou líder é "eficaz em ajudá-lo a lidar com o trabalho remoto". "O home office, que veio forçado para muitas empresas, não exige só equipamentos. Mas também uma nova forma de liderar, de diálogo, de comunicação e para avaliar as pessoas, por exemplo", diz Salum.

Ele cita uma diretora de RH de uma grande consultoria britânica que reconheceu a importância, por exemplo, do gesto de "abrir a câmera" durante uma reunião para se "aproximar" de seus liderados. "Embora não haja um consenso do impacto prático, com certeza a experiência na pandemia irá criar novos modelos de gestão no pós crise e novos protocolos de trabalho, comunicação e colaboração", afirma Salum.

* Do Sindpd

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