Qualquer ativo que estiver à venda no móvel interessa a Vivo

Ana Paula Lobo* ... 19/02/2020 ... Convergência Digital

Na teleconferência de resultados do quarto trimestre, realizada nesta quarta-feira, 19/02, o CEO da Vivo, Christian Gebara, deixou claro que a Vivo estará no jogo de fusões e aquisições no Brasil. Sem se referir diretamente à Oi Móvel - ativo disputado pelas rivais TIM e Claro - o executivo assegurou que a Vivo tem 'interesse em qualquer ativo móvel que estiver à venda no País e irá analisar toda e qualquer oportunidade de mais frequência, de mais infraestrutura".

Ainda sobre consolidação, Gebara disse que ela já começou no Brasil com a compra da Nextel pela Claro. "Essa consolidação é uma realidade e só tende a aumentar em 2020", reforçou. Com relação à operação fixa, como há muitos pequenos players no mercado nacional, a Vivo terá uma análise mais crítica e avançará no modelo de franquia, lançado no ano passado. "Precisamos de mais e mais infraestrutura para pensarmos no 5G. Acreditamos nas franquias e nas parcerias de compartilhamento  ( fechada com a TIM) e com a American Tower", afirmou.

Resultados

A Telefônica Vivo divulgou os resultados referentes a 2019, quando apurou lucro líquido de R$ 5 bilhões. O montante é 44% inferior ao registrado em 2018, mas vale destacar que naquele ano a companhia teve o balanço acrescido em R$ 3 bilhões devido à vitória judicial que lhe rendeu créditos fiscais relativos à cobrança indevida de PIS/Cofins sobre o ICMS, enquanto neste houve a venda de ativos de data center. A Vivo aportou R$ 8,84 bilhões, alta de 7,9%, na expansão da rede móvel LTE e LTE-Advanced (4G e 4,5G), e no aumento da capilaridade da rede fixa de fibra óptica (FTTH).l

A Vivo ampliou em 1,9% a quantidade de acessos móveis, passando a ter 74,58 milhões de assinantes. Destes, 43,17 milhões são usuários do celular pós-pago, que teve expansão de 6,9%. No M2M, a tele registrou crescimento de 23% da base, que agora tem 10 milhões de chips ativos. E no pré, continuou a desligar, encerrando o ano com 31,4 milhões de clientes, 4,1% a menos que em 2018.

Em termos de market share, a companhia experimentou os efeitos do aumento da competição pelo mercado pós-pago e portabilidades. No segmento, fechou o ano com fatia de 39,4%, embora líder, significa perda de 1,2 ponto percentual frente o número de 2018. No pré, em que o mercado como um todo está desligando inativos, o market share cresceu 1,6 p.p., para 26,8%.

A companhia teve receita média por usuário humano no pós-pago de R$ 52,3, alta de 0,8%. No M2M, a ARPU foi de R$ 3, crescimento de 12,3%. E no pré, o ARPU ficou em R$ 12,6, alta de 3,1%.  O churn (rotatividade de clientes) no pós-pago ficou estável, em 1,7% e no pré, em 5,2%.
Desempenho operacional fixo

No fixo, o total de acessos da companhia caiu 13,5% no ano, para 19 milhões. Houve perda 7,4% da base, que chegou a de 6,9 milhões de clientes na banda larga fixa em função do desligamento de usuários da tecnologia aDSL. Neste caso, o índice de desligamento alcançou 20,4%. A tele encerrou o ano ainda com 4,43 milhões de clientes no par de cobre. Já a base de FTTH, mais rentável e promissora, teve expansão de 30,8%, alcançando 2,47 milhões de contratos.

Na TV paga, houve queda de 15,8% nos acessos, que ficaram em 1,32 milhão. O IPTV, a modalidade de TV por assinatura entregue através da rede FTTH, cresceu 23,5%, para 715 mil usuários. Em outras tecnologias (DTH), restam 605 mil usuários (queda de 38,7%). A operadora já avisou, ainda em 2018, que estava encerrando as vendas de TV por satélite, desligando e migrando os clientes da tecnologia.

No STFC, a Vivo registrou queda de 16,8% na base, que ficou em 10,8 milhões de usuários. A companhia tinha market share de 32% no STFC em 2019, de 8,4% em TV e de 21,6% em banda larga fixa. A ARPU na banda larga fixa aumentou 13,2%, para R$ 65,9. Na TV, cresceu 4,3%, para R$ 105. E no STFC caiu 8,3%, para R$ 35,6.


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