Home - Convergência Digital

Governo do Brasil ainda avalia restringir Huawei na implantação do 5G

Luís Osvaldo Grossmann - 11/02/2020

Em resposta à pressão dos Estados Unidos, o governo do Brasil ainda avalia adotar algum tipo de restrição à participação da chinesa Huawei na implantação do 5G no país. Embora não vá tratar disso nas normas específicas do leilão conforme já sugeridas pela Anatel, está em análise usar regras de cibersegurança para chegar ao mesmo objetivo. 

“Estamos avaliando a publicação de um Decreto específico, ou talvez em forma de Portaria, que trate de regras sobre cibersegurança para as telecomunicações”, admitiu nesta terça, 11/2, o secretário de telecomunicações do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações Vitor Menezes. 

Ele ressaltou que recentemente o ministro Marcos Pontos já externou a posição pela qual defendeu um modelo na linha do que fez o Reino Unido, que estipulou regras de segurança que, se não impediram fornecedores chineses no desenvolvimento do 5G daquele país, adotaram limites para essa participação. 

A medida viria na esteira do recém-publicado Decreto 10.222, que estipula a Estratégia Nacional de Segurança Cibernética. Daí a avaliação de que seria possível uma política derivada daquela para telecomunicações. A norma, ainda que não necessariamente internalizada no edital do 5G, deverá, se a ideia for mesmo adiante, ser absorvida pela Anatel. 

Uma das possibilidades em avaliação é exigir que a agência adote uma política que garante uma multiplicidade de fornecedores, nesse caso com alguma forma de limite máximo de presença de cada um deles nas novas redes. 

Vale lembrar que a Estratégia Nacional de Segurança Cibernética trata do 5G. A política governamental destaca a relevância de "considerar os aspectos de segurança cibernética relacionados à tecnologia das redes 5G, uma vez que representa uma revolução nas comunicações de dados, no potencial de emprego de equipamentos de Internet das Coisas e na prestação de novos e disruptivos serviços que necessitam de redes com latência muito reduzida para sua operacionalização, implementação, efetivação e resiliência".

Enviar por e-mail   ...   Versão para impressão:
 

LEIA TAMBÉM:

08/07/2020
5G da Claro será na faixa de 2,6 GHz

08/07/2020
Faria: 5G depende de posição do presidente Jair Bolsonaro

07/07/2020
Nokia usa RAN aberto para provocar Ericsson no 5G

02/07/2020
Faixa de 1,5 GHz também pode ser destinada ao 5G para uso privado

02/07/2020
Claro traz 5G com compartilhamento de frequência para o Brasil

30/06/2020
Vivo e TIM avançam com OpenRAN para 'quebrar' concentração dos fornecedores

30/06/2020
Tempo é um luxo que o Brasil não tem para fazer o 5G

29/06/2020
Vodafone: 5G é o remédio para combater o impacto da Covid-19

25/06/2020
Covid-19 impôs revisão dos projetos 5G na América Latina

23/06/2020
Huawei: Brasil sempre teve um mercado aberto e justo no setor de TIC

Destaques
Destaques

Tempo é um luxo que o Brasil não tem para fazer o 5G

Pesquisa da Omdia, ex-Ovum, em parceria com a Nokia, mostra que, nos próximos 15 anos, o 5G vai gerar R$ 5,5 trilhões para o País, sendo o governo beneficiado com o adicional de quase R$ 1 bilhão em receita com os serviços 5G.

Covid-19 fez smartphone virar agência bancária com 41% das transações financeiras

As transações bancárias feitas por pessoas físicas pelos canais digitais foram responsáveis por 74% do total de operações analisadas em abril, revela a Febraban.

Veja mais vídeos
Veja mais vídeos da CDTV
Veja mais artigos
Veja mais artigos

Uma escolha de Sofia no leilão de 5G

Por Juarez Quadros do Nascimento*

Em um país democrático, como o Brasil, sem análise estratégica, não daria para arriscar em dispor, comercial e tecnologicamente, de “uma cortina de ferro ou uma grande muralha” para restringir fornecedores no mercado de telecomunicações.


Copyright © 2005-2020 Convergência Digital ... Todos os direitos reservados ... É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site