TELECOM

Telefónica abre mão da América Latina, mas mantém Brasil no centro da estratégia

Ana Paula Lobo* ... 27/11/2019 ... Convergência Digital

A Telefônica decidiu vender seus negócios na América Latina e manter apenas o Brasil. Serão vendidas as unidades da Argentina, México, Chile, Peru e Equador. Oficialmente, a operadora fala em uma 'separação operacional' dos negócios em língua espanhola na região. A Telefónica centrará suas atenções nos mercados da Espanha, Reino Unido, Brasil e Alemanha, revelou nesta quarta-feira, 27/11, o presidente-executivo, Jose Maria Alvarez-Pallete.

Isso significa que o duopólio que se viu na América Latina - o embate entre a América Móvil (Claro) e a Telefónica - está perto de acabar e a operadora de Carlos Slim, dono da Embratel, Claro e NET no Brasil, reinar absoluta nos países latino-americanos. No Brasil, a disputa entre as teles se manterá, pelo menos é o que adiantou Pallete, em entrevista coletiva após a reunião do conselho de Administração, em Madrid.

“O modelo está esgotado e precisamos nos reinventar”, afirmou aos jornalistas. A estratégia prevê reagrupar as atividades de cibersegurança e computação em nuvem, de olho em obter mais de 2 bilhões de euros por ano em receita adicional até 2022. Pallete foi além: revelou que a Telefónica vai conduzir uma revisão estratégica e que está aberta a fusões e aquisições.

A companhia acredita que a receita adicional virá de uma nova unidade, batizada de Telefónica Tech, formada inicialmente pelo grupamento dos negócios da empresa nas áreas de cibersegurança, Internet das Coisas e computação em nuvem. “Tudo será conectado e emitirá informações em tempo real, então haverá uma explosão de dados”, disse o presidente da Telefónica. A empresa também informou que vai criar uma unidade para abrigar sua carteira de torres de comunicações. A divisão fornecerá serviços para outras operadoras e incorporará parceiros.

*Com informações de agências de notícias


Internet Móvel 3G 4G
Teles americanas podem pagar quase R$ 1 bi por compartilharem dados sem autorização

A FCC, a Anatel dos EUA, acusa as principais teles - AT&T, Verizon, T-Mobile e Sprint - de terem compartilhado dados de localização de clinetes com terceiros sem autorização prévia pelo período de 2014 a 2017. O caso está em julgamento.

Revista do 63º Painel Telebrasil 2019
Veja a revista do 63º Painel Telebrasil 2019 Transformação digital para o novo Brasil. Atualizar o marco regulatório das telecomunicações é urgente para construir um País moderno, próspero e competitivo.
Clique aqui para ver outras edições

Dataprev contrata Claro por R$ 236 mil para ter fibra ótica no Rio de Janeiro

Contrato, publicado no Diário Oficial da União, prevê a interligação dos prédios do data center da estatal de TI no Rio de Janeiro à filial na mesma cidade, no bairro de Botafogo.

Autor da nova Lei das teles lidera entidade para brigar por banda larga

Ex-deputado Daniel Vilela vai presidir a Aliança Conecta Brasil F4, que nasce com apoio da Huawei, FiberX e da consultoria Teleco, mas quer novos associados. “Não existe economia digital sem infraestrutura”, afirma.

Consumidores: Banda larga é o serviço com menor satisfação, celular o melhor

Para a Anatel, como o padrão de consumo exige estar sempre online, percepção de qualidade é especialmente rigorosa com a conexão à internet.

Decreto da nova Lei de Telecom depende de acerto sobre renovação de frequências

“Entendemos que é melhor que a Lei também seja aplicada para os contratos vigentes e estamos tentando construir uma posição única de governo”, explica o secretário executivo do MCTIC, Julio Semeghini. 




  • Copyright © 2005-2019 Convergência Digital
  • Todos os direitos reservados
  • É proibida a reprodução total ou
    parcial do conteúdo deste site
    sem a autorização dos editores
  • Publique!
  • Convergência Digital
  • Cobertura em vídeo do Convergência Digital
  • Carreira
  • Cloud Computing
  • Internet Móvel 3G 4G