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Transformação digital não é levar aplicação para nuvem ou usar um chatbot

Convergência Digital
Por Ana Paula Lobo e Roberta Prescott - 18/10/2019

Dentro do mercado global de tecnologias da informação e comunicação (TIC), o Brasil se mantém no sétimo lugar, com US$ 97 bilhões investidos em 2018. "Estamos vendo gradativamente a transformação dos investimentos em infraestrutura em TI e neste momento estamos no ponto equilibrado, perto do que tem nos mercados mais maduros, que é meio a meio, com US$ 47 bilhões em investimentos em TI e US$ 50 bilhões em telecom", apontou Luciano Ramos, gerente de pesquisa de consultoria da IDC, durante a ABES Software Conference, realizada no dia, 14/10, em São Paulo .

Na relação investimentos em TICs e o Produto Interno Bruto (PIB), os 2,3% do Brasil estão acima dá média de 1,9% da América Latina, mas ficam abaixo do vizinho Chile (2,4%) e de mercados como os Estados Unidos, países da Europa e Japão, nos quais o porcentual varia entre 2,9% e 4,2%. "Temos espaço para melhorar e tornar nossas empresas mais inovadoras e competitivas", disse.

Tema bastante em evidência, a transformação digital, segundo Luciano Ramos, deve ser trabalhada sob diversos aspectos, incluindo, a transformação da liderança, do modelo de negócio, da fonte de trabalho e entregando uma experiência omnipresente aos clientes. A IDC estima que pelo menos 41% do PIB da América Latina vai estar digitalizado até 2021, com crescimento impulsionado por ofertas, operações e relações melhoradas digitalmente.

As companhias, como demonstrou o consultor da IDC, estão mais conscientes do que é transformação digital. Se no estudo da IDC de 2017, 74% das empresas afirmaram estar nos primeiros estágios da transformação digital, em 2018, esse porcentual subiu para 88%. "As empresas estão vendo que transformação digital não é apenas levar uma aplicação para nuvem ou lançar um aplicativo. Também já entendem que ter chatbot não é uso de inteligência artificial. Elas se tornaram mais críticas", completou.

Para Ramos, a vigência da Lei Geral de Proteção de Dados, a partir de agosto de 2020, não será conflitante com a transformação digital. Com relação aos empregos, Ramos admite que o desafio é o de capacitar os empregaos para as novas funções que vão surgir. Assistam a entrevista com o consultor da IDC, Luciano Ramos.


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