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Falta estratégia no Brasil para qualificar pessoas em Tecnologia

Por Roberta Prescott - 16/10/2019

A qualidade da mão de obra é uma preocupação da secretaria municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho da cidade de São Paulo. Em sua apresentação na ABES Software Conference, realizada no dia, 14/10 em São Paulo, e também na entrevista exclusiva em vídeo com a CDTV, a secretária Aline Cardoso, afirmou que há um grande potencial para Brasil se beneficiar das ondas tecnológicas, visto que é a sétima economia em tecnologia, mas é necessário que a mão de obra se aproxime da disrupção que vem acontecendo.

"Existe uma demanda de 70 mil profissionais por ano pelos próximos sete anos e hoje formadas apenas 40 mil pessoas em tecnologia por ano", disse, fazendo referência ao estudo publicado pela Brasscom. "O desafio é que existem poucas pessoas que têm se interessado em trabalhar com tecnologia, há pouca oferta para qualificação da mão de obra em tecnologia e pouca capacidade de se preparar as pessoas", apontou.

Para ela, é necessário agir em várias frentes: desde melhorando o ensino de matemática até despertando o interesse das pessoas em tecnologia para que sejam criadoras de tecnologia e, assim, contribuam para geração de inovação e maior democratização. "Como gerar esta massa crítica de interesse é um desafio, assim como aumentar a diversidade", disse.  

Durante o debate no evento da ABES, a secretária de Desenvolvimento Econômico chamou a atenção para o fato de que, mesmo que o crescimento do Produto Interno Bruto seja retomado, há uma parte dos desempregados que não deve conseguir trabalho. "Estamos passando por mudança estruturantes, então, mesmo se a economia crescer muito, ainda teremos lacunas a preencher e gente desempregada. Vemos que o crescimento de MEIs é grande, mas hoje está acontecendo não por oportunidade e, sim, por necessidade", ressaltou, completando que as pessoas têm interesse em tecnologia como consumidoras, não para produzir. Assistam a entrevista com Aline Cardoso.

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