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Nuvem é uma opção sem volta no governo federal

Convergência Digital
Luis Osvaldo Grossmann, Ana Paula Lobo e Pedro Costa - 11/10/2019

Especial - Mesa Redonda - Computação em Nuvem e o impacto nos serviços governamentais - Convergencia Digital

Ao ter a oferta de serviços digitais como norte na jornada digital, o governo federal elegeu cloud computing como base da estratégia de ação, seja pela flexibilidade ou pela economicidade de uma ferramenta escalável. Inspirado em experiências internacionais, o Brasil adotou uma política de ‘cloud first’, mas deixou espaço para que cada órgão federal encontre na nuvem o atendimento de suas efetivas necessidades.

Para discutir as diferentes abordagens e aprendizados dessa experiência pioneira na administração federal, o portal Convergência Digital realizou uma mesa redonda com líderes de TI de diferentes órgãos públicos e com gestores do órgão central do processo, a Secretaria de Governo Digital do Ministério da Economia.

Ao discutirem a importância da tecnologia, estratégias de implementação, dúvidas de migração e até temas de segurança da informação, gestores que estão diretamente envolvidos na transformação digital apontam caminhos, vantagens e dilemas da jornada digital. Lições que começam a ser divulgadas em publicações temáticas pelo Convergência Digital.

Governo federal quer reduzir os mais de 130 datacenters e migrar para nuvem

“O governo não tem que ser possuidor de infraestrutura. Tem que entregar serviços aos cidadãos. Digitais sempre que possível”, diz o secretário de governo digital Luis Felipe Monteiro.

A Secretaria de Governo Digital do Ministério da Economia faz um censo sobre o estado da TI na administração federal e já identificou pelo menos 131 datacenters, que passam por uma análise de quais poderão ser desativados com a migração de dados para a nuvem. “O governo não precisa ter infraestrutura. O governo não foi criado para ter datacenters. O governo foi criado para prestar serviços ao cidadão. Serviços digitais sempre que possível”, afirma o secretário Luis Felipe Monteiro.

“O governo federal possui mais de 130 datacenters. Estamos analisando um a um e verificando quais são as classes de datacenters que o governo federal deveria manter. A partir desse estudo teremos uma estratégia de migração de dados que hoje estão em datacenters inadequados para os contratos de nuvem. A partir do próximo ano vamos ter mais detalhes de como será feita essa migração. Nossa estratégia é não expandir mais, mas mover todos serviços quando possível para a nuvem, porque a nuvem é mais escalável, em volumetria é mais barata, tem mais garantia de disponibilidade. E os dados de governo que são essencialmente públicos tem toda a condição de mover para a nuvem, segundo inclusive normativo dos órgãos de segurança.”

Cloud é a ponte para a transformação digital do governo

Flexibilidade, economia e foco no cidadão marcam a jornada do governo pela transformação digital. Com metas para digitalizar serviços e uma lógica de ‘cloud first’ nas contratações de TI, os órgãos federais começam essa jornada com grandes expectativas.

“A nuvem é parte do processo de digitalização, em que buscamos responder como acelerar o processo de transformação digital no governo federal e fazer com o que o cidadão tenha serviços de forma mais fácil”, explica o diretor de operações compartilhadas da Secretaria de Governo Digital, Merched Oliveira.

IFPI troca datacenter próprio pelo uso da nuvem

A imprevisibilidade orçamentária para manter e atualizar equipamentos conduziu o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí a experimentar ferramentas de computação em nuvem. Mas como aponta o diretor de tecnologia da informação do IFPI, Eduílson Carneiro, a acertada decisão também abriu um horizonte para o futuro.

“Fizemos um grande investimento em datacenter, mas não conseguimos fazer contratos de manutenção, de refresh dos equipamentos e nossa infraestrutura foi perdendo em qualidade. Enquanto a portabilidade dos nossos sistemas para a nuvem nos traz nova possibilidades. A nuvem facilita a utilização de recursos de BI, recursos de inteligência artificial”, salientou o diretor do IFPI.

Iphan valida cloud para centralizar recursos de TI

O Coordenador-Geral de Tecnologia da Informação do Iphan, Sérgio Porto Carneiro, destaca a migração para a nuvem como ferramenta de flexibilidade para atender as demandas e um órgão que não tem orçamento abundante, mas ao mesmo tempo está disperso pelo território brasileiro.

“O Iphan é um órgão espalhado no Brasil inteiro, está em mais de 60 cidades do país. Desde 2010 começamos um processo de centralização dos recursos de TI na sede, de forma a desonerar as pontas. E a nuvem vem complementar esse processo de centralização”, explica.  O primeiro projeto do Iphan é voltado para a recuperação de desastre.

Polícia Rodoviária Federal: nuvem é por onde acontece a transformação digital

A transformação digital da Polícia Rodoviária Federal responde a necessidade de prestar melhores serviços na ponta, aos cidadãos, mas também garante a regulagem ideal para momentos específicos de maior demanda de recursos tecnológicos – o que alimenta um círculo virtuoso de otimização de custos.

“Estamos nessa transformação digital e a nuvem veio para ficar”, afirma o chefe de Infraestrutura e Serviços de TI da PRF, Fabio Williams de Sousa.

O cidadão está à frente dos processos.  Hoje, por exemplo, um cidadão tem que se dirigir ao posto policial, delegacia ou superintendência para levar seu recurso de multa. “Agora ele poderá fazer isso de casa com o serviço digital”, reforça Souza. Cloud também reduz os custos, uma vez que é possível contratar por demanda e por tempo estabelecido.

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