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Huawei traz gêmeos digitais para acelerar redes 5G

Por Carmen Lucia Nery* - 26/04/2019

A Huawei tem utilizado conceitos de inteligência artificial, algoritmos inteligentes e digital twins, ou ‘gêmeos digitais’ na área de serviços profissionais. Com o digital twins, a operadora está capacitada a fazer simulações remotas sobre como ficaria a rede caso os componentes de cada site fossem reposicionados, o que diminui a necessidade de visitas em campo.

A fabricante também está trazendo para o Brasil, uma linha de serviços de medição de experiência do cliente, que analisa a jornada do serviço e traça o caminho da causa raiz quando o indicador dá uma queda em relação à qualidade. Os serviços foram apresentados no 5G&LTE Forum Latin América, realizado no Rio de Janeiro.

“Quando a Huawei entrega o customer experience, tentamos identificar em todo a infraestrutura, o que está afetando aquele indicador. Agora estamos trabalhando com soluções modulares”, afirmou Amanda Lopes, gerente de desenvolvimento de negócios da Huawei.

A primeira operadora no mundo a adotar a solução foi a sul-coreana LG Uplus, nos 10 mil sites da sua rede 5G, que foram instalados ao longo de apenas seis meses – média de 60 sites por dia. “No planejamento, utilizamos as bases de dados do 4G e cruzamos valores como onde estão as células de maior tráfego, os usuários de maior ARPU (rentabilidade por usuário), as áreas de cobertura boas e ruins e o throughput (velocidade de dados). A partir daí, se estabelecem os hot spots. Essas informações permitem retornos mais rápido”, explica Amanda Lopes.

Após o planejamento vem a parte de roll out, que é a implementação dos sites, no qual o gêmeo digital garante eficiência. A empresa faz uma gravação panorâmica do ambiente onde será instalado o site e usa um modelo de medição no mundo virtual patenteado.

“Crio tanto site quanto a sala de equipamentos indoor e faço um estudo digital indo apenas uma vez ao local e não precisando ficar voltando para medir entre um gabinete e outro. Consigo fazer a medição no digital. Se a antena está de visada para a frente e surge um prédio novo eu consigo, digitalmente, desenhar esse prédio e remodelar o site e predizer o tráfego”, acrescenta a gerente de negócios da Huawei.

Para a operação de sites 5G, a Huawei adota técnicas de machine learning para sair do mundo manual para um mundo autônomo. Hoje vigora um modelo híbrido, mas, no futuro, a operação será cada vez mais autônoma. Atualmente, a consolidação de alarmes para análise da causa raiz do problema e o despacho do técnico já são automáticos.

“Dependendo do problema, se não puder ser resolvido por meio de um comando, já despacho a ordem de serviço para um técnico que esteja num veículo mais próximo. Ele aceita a ordem e recebe todo o procedimento. O que for reparo físico ainda é feito manualmente. Mas há muitos comandos que podem ser automatizados como limpar um disco cheio. O futuro será a operação autônoma especialmente quando o 5G entrar, por ser todo em cloud”, acrescenta Amanda Lopes.

Para exemplificar, a executiva contou que a Huawei desenvolveu um projeto para uma operadora que liga o provedor de game e o provedor de aceleração de game - outro OTT que não tem acesso à rede móvel- para permitir elevar a qualidade do serviço quando o jogo está com performance ruim. Amanda Lopes também apresentou o case demonstrado no Mobile World Congress, realizado em fevereiro, em Barcelona, do assistente virtual com ponto eletrônico, direcionado para atendentes de loja fazerem um atendimento mais preciso aos clientes. O Bot acessa na plataforma o histórico de reclamações ou de compras do cliente, entende o problema e deixa o atendente mais preparado para atender ao consumidor e, assim, ter a compra efetivada.

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